quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Cantinas hospitalares – Prioridade para a alimentação saudável

Foto Ederson Nunes/CMPA
A vereadora Sofia Cavedon (PT) protocolou esta semana, na Câmara Municipal, projeto de lei que estabelece normas para que os bares e as cantinas localizadas nos hospitais e centros de saúde, públicos e privados, do Município de Porto Alegre, comercializem prioritariamente produtos alimentares e bebidas promotoras de saúde.

Conforme Sofia, além da garantia da saúde na Constituição Federal de 1988 e de várias leis que visam à redução do risco de doença e de outros agravos, os hospitais e centros de saúde são instituições, por excelência, que se destinam à preservação da vida e da saúde, razão pela qual no seu interior todos os setores devem estar em sintonia com esta missão.

Porém, ressalta a parlamentar, “não é isso que ocorre muitas vezes, porque os bares e as cantinas ali instalados nem sempre têm a preocupação de disponibilizar alimentos saudáveis aos usuários que, muitas vezes, por não poder se ausentar do espaço hospitalar precisam se submeter a adquirir produtos alimentícios não recomendáveis”.

Sofia lembra que no Rio Grande do Sul, dados do IBGE de 2013, indicam que 63% da população gaúcha está acima do peso. “Porto Alegre é a capital brasileira com maior número de indivíduos com excesso de peso, 60,7 % dos homens e 50,7 das mulheres estão acima da medida ideal, aquela que resulta do Índice de Massa Corporal (IMC). Obesidade estava presente em 23,6% deles".

Merece destaque, ainda, o fato de que os hospitais situados no município de Porto Alegre atendem não só a sua população residente, mas, também cidadãos e cidadãs que vêm do interior, cujos acompanhantes e até mesmo os próprios pacientes, na sua ampla maioria, precisam recorrer aos bares e cantinas hospitalares para sua alimentação.

Portanto, salienta a vereadora, estimular, através de normatização, e fiscalizar o estabelecimento de “cantina hospitalar saudável” são ações que o poder público deve implementar para garantir os direitos humanos à saúde, à segurança alimentar e do consumidor, mas principalmente para influenciar os usuários na escolha e compra de produtos alimentícios.

Ajudar a mudar hábitos alimentares e prevenir e/ou reduzir sobrepeso e a obesidade, e a ocorrência destas doenças crônicas dos cidadãos e cidadãs é dever do poder público e o espaço do hospital deve ser educativo a toda a população que por ali transita, estimulando hábitos alimentares saudáveis”, enfatiza Sofia.

Conheça aqui o Projeto de Lei.