sábado, 12 de dezembro de 2015

Contra o impeachment de Dilma e pela cassação de Cunha

Foto Guilherme Santos/Sul21
A semana em Porto Alegre foi marcada por várias manifestações contra o impeachment da presidenta Dilma e pela cassação do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha. Os atos foram o lançamento da Frente Brasil Popular no Estado, Ato pela Legalidade e Marcha dos Sem.
Foto Matheus Piccini/CMPA

Em sua manifestação na tribuna da Câmara de Porto alegre, a vereadora Sofia Cavedon (PT) afirmou que crê que o movimento que quer retirar Dilma Rousseff da presidência do país acontece muito mais em função dos acertos do que dos erros das gestões do PT.

 Mesmo assim, Sofia reconheceu que o partido incorporou, ao longo dos tempos, um modo de fazer política diretamente vinculado ao financiamento empresarial de campanhas. "Essa foi uma grande vitória de 2015: a contribuição de grupos econômicos nas eleições teve fim", comemorou.

Na sua avaliação, a "direita golpista" não admite que bilionários, senadores e poderosos sejam presos. "Nunca se enfrentou a corrupção nesse país como se faz atualmente", assegurou. E completou: "Não há nada que justifique o golpe. Esse procedimento rasga a luta do povo brasileiro, daqueles que enfrentaram a ditadura", afirmou.

Foto Guilherme Santos/Sul21
Marcha dos Sem faz ato contra impeachment de Dilma e pró cassação de Cunha

Manifestantes reuniram-se na praça da Matriz, em frente ao Palácio Piratini

Por Marina Bitencourt/JC

Integrantes de sindicatos como Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e servidores estaduais, entre eles Cpers - Sindicato dos Professores, participaram nesta sexta-feira (11) em Porto Alegre da 20ª Marcha dos Sem, que reúne pessoas que lutam por direitos como trabalhistas e de moradia.

Com concentração no Parque Harmonia e destino final em frente Palácio Piratini, gritaram palavras de ordem contra o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, e a favor do mandato da presidente Dilma Rousseff.

Reunidos na Praça da Matriz, em frente à sede do Governo do Estado, organizadores das centrais sindicais e políticos da base do governo federal discursaram para os manifestantes, que gritavam “não vai ter golpe”, em referência ao processo de impeachment a que a presidente Dilma está respondendo.

O ato encerrou por volta das 17h com a execução do hino nacional. Segundo a organização do evento, estimava-se cerca de 8 mil pessoas. Já segundo a Brigada Militar, havia 2 mil pessoas.

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Foto PT/RS
Ato pela Legalidade

A manifestação ocorreu em frente a estátua do líder trabalhista Leonel Brizola, marcando a manhã de sexta-feira (11/12) como o Dia de lutas Contra o Golpe e pela Democracia.

Com a presença de lideranças do PT, PDT, PSol, CUT, CTB, Levante, A Marighela, Bloco da Diversidade e tantos outros movimentos, militantes defenderam o mandato da presidente Dilma.

Entre as várias personalidades políticas presentes, o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, o prefeito de Porto Alegre, José Fortunatti, o ex-governadores Tarso Genro e Olívio Dutra, os ex-prefeitos de Porto Alegre, Sereno Chaise e Raul Pont, deputada estadual Manuela d’Avila, além de deputados estaduais, federais, vereadores/as e dirigentes do PT.


Foto PT/RS
Frente Brasil Popular

Também nesta sexta-feira (11), ocorreu o Ato de lançamento da Frente Brasil Popular no Estado reunindo os movimentos organizados, partidos e lideranças no auditório da Fetag. O PT/RS esteve representado por seus militantes, pelo presidente Ary Vanazzi, por seu presidente de honra Olívio Dutra, deputados federais e estaduais, prefeitos, vices e vereadores/as.

A ordem, chamada no ato, é mobilização total contra o Golpe. Contra a ameaça a Democracia brasileira. #OGolpeNãoPassará.

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