sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Sofia repudia possível atraso ou parcelamento dos salários dos municipários

Foto Marta Resing
A vereadora Sofia Cavedon, líder da bancada do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara Municipal, repudiou a possibilidade de atraso ou parcelamento dos salários dos funcionários municipais. A hipótese foi levantada pelo prefeito Fortunati, através da imprensa.

Sofia afirmou que “é lamentável que o prefeito cogite atrasar ou parcelar o salário dos funcionários municipais, quando, em 2015, aprovou projetos de aumentos diferenciados para a Procuradoria Geral do Município (PGM) e para a Secretaria Municipal da Fazenda (SMF). O PT foi contra as propostas, exatamente pela grande repercussão financeira em benefício dos altos salários, enquanto o conjunto do funcionalismo recebia a inflação parcelada”, concluiu a líder do PT.

O projeto de regulamentação da Lei Orgânica da PGM, transformado na Lei 11.979, gerará um impacto financeiro de R$ 15, 77 milhões em 2016; R$ 16,87 milhões em 2017 e R$ 17,97 milhões em 2018.

Já o projeto de reestruturação da SMF (Lei 765) provocou um impacto financeiro de R$ 4,37 milhões em 2015 e terá uma repercussão de R$ 10,18 milhões em 2016 e R$ 17,8 milhões em 2017.

Em 2015, quando os projetos foram aprovados pela base do governo na Câmara, a bancada do PT alertou para o comprometimento de valores expressivos da receita com apenas duas categorias, em detrimento do conjunto do funcionalismo municipal. Na época o Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa) também se posicionou contrário a iniciativa do governo.

Pedaladas fiscais – Aqui pode!
Charge NEF

Na tribuna da Casa Legislativa Sofia Cavedon cobrou coerência do Solidariedade no que diz respeito ao posicionamento da sigla e da Força Sindical, central de trabalhadores com a qual se relacionam, na iminente reforma da Previdência. "Quando a discussão era em torno do projeto da terceirização, seu partido e a Força Sindical foram pelegos e votaram junto com o empresariado. Agora, espero que sejam firmes", afirmou ela a Cláudio Janta (SD).

Diante da possibilidade de parcelamento de salários de servidores do município, a parlamentar apontou contradições da gestão Fortunati (PDT). "Querem cortar recursos, mas a Prefeitura fechou o ano em superávit. Mais uma vez, foi algo artificial, obtido por meio das pedaladas fiscais que tanto criticam quanto a autora é a presidenta Dilma (PT). E outra: por que aprovar gratificações milionárias para os servidores mais bem remunerados da Prefeitura?", questionou.