domingo, 13 de março de 2016

Ato da Frente Brasil Popular reúne 10 mil e convoca para ato nacional do 18 de março

A alegria de apostar na democracia e pelos direitos nos levou as ruas! - Sofia Cavedon, Vereadora e Líder da Bancada do PT na Câmara de Porto Alegre.

Olívio e Tarso enfrentam o golpe e dizem que manter Dilma na presidência significa garantir democracia e avançar em direitos

Os ex-governadores do RS, Olívio Dutra e Tarso Genro, subiram ao caminhão de som juntos, por volta das 15h30, do domingo, 13/3, no Ato em Defesa da Democracia, dos Direitos e contra o golpe, organizado pela Frente Brasil Popular, no Parque da Redenção em Porto Alegre. Diante de 10 mil pessoas concentradas próximas ao Monumento do Expedicionário, chamaram a uma reflexão. Dilma não só deve e tem direito conquistado nas urnas de ser presidenta. A reflexão que ambos propõem diz respeito ao futuro do país e aos direitos. O que está em jogo são as conquistas de direitos iniciadas em 2002 com Lula e garantidas com os dois mandatos de Dilma. Ambos realizaram um discurso de reparos a alguns pontos, como a necessidade de ampliar os investimentos em políticas públicas e convocaram a militância a travar um combate permanente contra o golpe sob a bandeira da paz.

Olívio chamou os manifestante fazer um exercício de reflexão. Seu argumento remonta a 2014, mais precisamente a outubro, quando as urnas consagraram o ciclo virtuoso de 14 anos de conquistas populares que o projeto do PT representa. “Querem interromper este processo. O mandato legítimo conquistado pela presidenta Dilma com 54 milhões de votos tem quer ser concluído e vamos cobrar que ela fique mais perto de nós para cumprir o projeto que a elegeu e se afastar dos financeirismos. A luta não é pequena mas é boa de ser feita. É um momento de reflexão, ação, mobilização e não de pegar em armas, ou de ganhar no tapetão. Nossa luta é pelas ideias, pela democracia, sem prepotência, sem autoritarismo e não é uma luta de um homem só, mas de milhões de cidadãs e cidadãos”, explicou Olívio, o primeiro a se dirigir ao público.

Tarso comparou o projeto golpista com o que se apresenta no governo estadual gaúcho e criticou o discurso de corrupção que serve ao golpismo. “A presidenta Dilma tem que nos ajudar a defender a democracia. Fora da democracia não tem direitos. Se eles assumirem, vão fazer no país o que o nosso adversário está fazendo com o RS. Nos levou a uma brutal crise na segurança pública e aplica um maldito ajuste fiscal. Este golpe, se tiver êxito, vai tornar a situação do país insustentável. Vamos nos unir e defender a democracia, pedindo para a presidenta Dilma transformar este ministério. Vem para a esquerda”, argumentou.

Olívio comparou o atual momento ao golpe de 31 de março contra o governo de Jango Goulart. O roteiro de discurso de corrupção serviu, naquela época, para enfraquecer um governo popular disposto a realizar reformas de base como a Reforma Agrária, e a elevar o salário mínimo. “O campo democrático e popular não aceita que se aproprie de um só centavo do dinheiro publico. As reformas necessárias precisam ser aprofundadas. Tiramos milhões de pessoas da miséria, e tivemos muitos avanços sociais. Mas não mexemos no Estado controlado por grandes grupos que controlam o solo urbano, o solo rural, a especulação e o financeirismo. Poderíamos ter ido mais longe e por isso estamos sofrendo. Vamos superar esta fase com muita participação”, defendeu Olívio.

Para Tarso, como no passado, o discurso de crise solapou a imagem de um governo popular e interrompeu, com o Golpe de 1964, o início de um ciclo de conquistas populares. “Todos são contra a corrupção. Querem tirar a Dilma, mas quem está na linha de sucessão? O Temer (Michel, vice-presidente do PMDB? O Cunha (Eduardo, presidente da Câmara dos Deputados, PMDB)? O Aécio (Neves, senador do PSDB? O Renan (Calheiros, presidente do Senado Federal, do PMDB? Todos estão na linha de tiro do STF”, sentenciou.

Participantes do ato chamado pela Frente Brasil Popular, neste dia 13 em Porto Alegre, foram unânimes em convocar gaúchos e gaúchas para o ato nacional do dia 18 de março.

Fonte: Portal do PR/RS.

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