quarta-feira, 13 de abril de 2016

Crianças e jovens podem ficar sem oficinas de Cultura na Capital

Foto Guilherme Almeida/CMPA
O contingenciamento de recursos no Orçamento para a Cultura em Porto Alegre foi tema de reunião da Comissão de Educação, Cultura, Esporte e Juventude (Cece), da Câmara Municipal, nesta terça-feira (12/4).

A vereadora Sofia Cavedon (PT), integrante da Comissão, participou da reunião que teve como vereador proponente, Reginaldo Pujol (DEM), que destacou que falhas no governo estão afetando diretamente a cultura da Capital. "Temos que admitir que existem erros e falhas. A cultura faz parte do dia-a-dia das pessoas, e deixar de lado essa área tão importante é retroceder", disse.

Foto Guilherme Almeida/CMPA
O presidente do Conselho Municipal da Cultura, Jorge Maestrin, informou que aproximadamente dez regiões da cidade sofreram contingenciamento na área da cultura, deixando as comunidades sem oficinas. "Os jovens dessas comunidades estão sem assistência, devido ao corte de verbas, que interferem diretamente nas oficinas. É lastimável toda essa situação", lamentou. "Nosso Orçamento é referência, mas nossos problemas são muitos."

“A Prefeitura gasta valores absurdos por sete dias de Carnaval e deixa sem assistência nenhuma as comunidades que realmente precisam desse apoio”, questionou a conselheira do Orçamento Participativo, Laura Machado. Segundo ela, diversas oficinas estão sem funcionamento, e crianças estão nas ruas. “Precisamos de união. Gastar R$ 6 milhões em um Carnaval e deixar milhares de jovens desassistidos é uma falta de respeito.”

Contingenciamento de gastos

O representante da Secretaria Municipal de Planejamento Estratégico e Orçamento, Jezoni Almeida, ressaltou que a crise enfrentada pelo país trouxe reflexo na economia da Capital. Segundo ele, as medidas adotadas pela Prefeitura são apenas controles de despesas, o que não deve ser confundido com cortes nas verbas.

A secretária-adjunta da Secretaria Municipal da Cultura, Ana Luisa Duarte, afirmou que a Prefeitura trabalha em prol da valorização da cultura, mas que é necessária paciência das comunidades e associações. Ana Luisa destacou que as portas da SMC estão abertas para diálogo.

Segundo a representante do Ministério da Cultura na Região Sul, Margarete Moraes, a importância da cultura para o crescimento pessoal e profissional de crianças e jovens é indiscutível. Como citou, as comunidades são os locais que mais necessitam deste apoio da Prefeitura. “É necessária a inserção da cultura dentro das comunidades.”

Além do presidente vereador Tarciso Flecha Negra (PSD) e de Pujol, também estavam presentes Professor Alex Fraga (PSOL), Fernanda Melchionna (PSOL) e Mendes Ribeiro (PMDB).

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