quinta-feira, 23 de junho de 2016

Municipários rejeitam propostas da Prefeitura e decidem manter greve

Foto Ederson Nunes/CMPA
 A vereadora Sofia Cavedon (PT), abordando a greve dos municipários na tribuna da Câmara, afirmou que a categoria cobra do governo municipal sua contradiçãoao fornecer altas gratificações a alguns salários da administração”. “Se o governo tem recursos para os altos salários, por que não corrigir a inflação para os servidores?”, questionou.

Segundo Sofia, a categoria avaliou as propostas apresentadas, que foram rejeitadas pela base de servidores, contra a vontade do comando de greve. “Não é a direção que pleiteia um desgaste politico, mas a base da categoria que não aceita os sinais trocados da administração”, finalizou, fazendo um apelo à retomada das negociações. (Portal da CMPA)

Por Luís Eduardo Gomes/Sul21

Foto Marta Resing
Os servidores municipais de Porto Alegre decidiram nesta quinta-feira (23) rejeitar as três propostas apresentadas na quarta-feira pelo vice-prefeito Sebastião Melo (PMDB), e manter a greve da categoria, iniciada há nove dias.

Em uma assembleia tensa, realizada na Casa do Gaúcho, no Parque Harmonia, grupos favoráveis e contrários à manutenção da paralisação trocaram farpas em diversos momentos, com acusações de que alguns servidores estariam utilizando a greve como palanque eleitoral. Ambos os lados concordavam que as propostas apresentadas pela Prefeitura eram insuficientes, mas a discussão principal girou em torno da capacidade da categoria de aumentar a mobilização para conseguir tirar uma proposta melhor do governo municipal.

Inicialmente, a Prefeitura havia oferecido o pagamento de 9,28%, referente à recomposição da inflação medida pelo IPCA, em quatro parcelas, sendo a última e maior delas em janeiro de 2017. Na quarta-feira, após uma rodada de negociação que envolveu a desocupação da Câmara de Vereadores, o governo apresentou três novas propostas. Em uma delas, manteve o pagamento da primeira parcela em maio, de 1%, e o restante, 8,2%, em dezembro de 2016. As outras duas ofertas mantinham as quatro parcelas e uma delas para o ano que vem, porém alterou os percentuais de pagamento nos meses previstos.

Após uma primeira votação considerada inconclusiva, o Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa) decidiu manter a greve e rejeitar as três propostas apresentadas ontem.

Foto Marta Resing
A greve

Iniciada no dia 14, a greve do municipários teve vários momentos como  a ocupação do plenário da Câmara de Vereadores na última terça-feira. Insatisfeitos com o andamento das negociações, os servidores decidiram fazer a ocupação para pressionar a Prefeitura, que até então mantinha a mesma proposta desde o início, a apresentar avanços.

Na tarde de quarta, após o vice-prefeito Sebastião Melo apresentar três propostas diferentes, a categoria decidiu desocupar a Câmara e levar os cenários para análise da assembleia.

Após a rejeição das propostas, os municipários decidiram marcar uma nova assembleia para a próxima terça-feira (28). Eles também partiram em caminhada para o Paço Municipal.

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