quinta-feira, 2 de junho de 2016

Projeto de Lei propõe o Tombamento do Armazém A 7 do Cais do Porto

Foto Guilherme Almeida/CMPA
Vereadores e Vereadoras das Bancadas do PT, PSOL, PCdoB, SDD, PSD, PR e PTB protocolaram, na tarde desta quarta-feira (01/6, projeto de lei de autoria coletiva que inclui na relação de imóveis tombados do Município de Porto Alegre o Armazém A 7 do Cais do Porto, conforme a Lei Complementar nº 275, de 06 de abril de 1992. O projeto contou com a assinatura de 12 vereadores e vereadoras e apoio dos movimentos em defesa da Orla do Guaíba e do Cais do Porto. O ato também teve a presença do deputado estadual Tarcisio Zimmermann (PT).

Conforme a vereadora Sofia Cavedon, Líder da Bancada do PT, o objetivo da proposta é assegurar a preservação deste importante patrimônio cultural da cidade.

Maquyete de Leal Braz
Projeto pede o tombamento do armazém A7 no Cais Mauá

Matéria publicada na edição desta quinta-feira (02/6) no Jornal do Comércio - Por Juliana Mastrascusa

Integrantes do movimento Cais Mauá de Todos foram ao Legislativo

Os vereadores de oposição da Câmara de Porto Alegre protocolaram ontem um projeto que pede o tombamento do armazém A7 do Cais Mauá. O espaço tem a construção mais recente entre as tradicionais estruturas próximas ao Gasômetro e é um dos poucos a não ser tombado, apenas inventariado. Na condição atual, o armazém pode ser demolido. "Isso interferiria brutalmente na paisagem da Capital, o A7 faz parte de um conjunto harmônico", explica a vereadora Sofia Cavedon (PT), autora do projeto.

Durante a tarde, integrantes do movimento Cais Mauá de Todos, que defende a preservação do armazém, estiveram na Câmara para buscar apoio. A proposta é assinada pelas bancadas do PT, P-Sol e PCdoB, SD, PSD, Rede e PR.

Foto Marta Resing
O texto do projeto justifica o tombamento pelo capital histórico que o A7 possui. "Está ligado ao início da colonização do município. Foi neste sítio, habitado por indígenas de diversas etnias, como Charruas, Tapes e Guaicanãs, que se originou o processo de ocupação do território", explica a proposta. Já são tombados os armazéns A1, A2, A3, A4, A5, A6, B1, B2 e B3.

A iniciativa faz parte de uma série de ações do Cais Mauá de Todos para sensibilizar a população. "Querem demolir o A7 para construir um shopping", diz Jacqueline Custódio, advogada do movimento. Por questionar o modelo de revitalização, o grupo defende o cancelamento do contrato, assinado pelo Executivo. Segundo Jacqueline, o acordo tem irregularidades, como descumprimentos de cláusulas, e não foi discutido com a população.

Para Sofia, o espaço do A7 também pode ser utilizado para fins comerciais, com a instalação de bares, restaurantes e livrarias, sem que isso signifique a sua demolição. Jacqueline também lembra que, se a metragem da atual construção, comparada com a de um shopping, perde espaço para lojas, o que deve ser priorizado é a preservação da identidade da Capital, não o lucro. A previsão é que o projeto seja votado em seis meses. Também será solicitada uma audiência pública sobre o licenciamento para o atual projeto no Cais.

Conheça o projeto acessando aqui.