segunda-feira, 18 de julho de 2016

Fazenda Arado Velho ameaçada pela especulação imobiliária

A especulação imobiliária volta a rondar a zona sul de Porto Alegre.  Agora é a vez da antiga Fazenda do Arado Velho que querem transformar em um condomínio de luxo com mais de 2 mil residências.

Foto Gabinete
A vereadora Sofia Cavedon, líder de Oposição e da Bancada do PT, recebeu em seu gabinete,  lideranças dos movimentos Preserva Belém Novo e Ambiente Crítico, que lutam pela preservação da fazenda do Arado Velho, em Belém Novo.

Sofia se comprometeu com a luta. “Queremos impedir um crime ambiental da especulação imobiliária com o patrocínio da Prefeitura e a maioria da Câmara e em vez de condomínios em áreas alagáveis e de preservação, defendemos um grande parque para a cidade”, destaca a vereadora.

Fazenda Arado Velho

A Fazenda Arado Velho está localizada no extremo sul de Porto Alegre, entre os bairros Belém Novo e Lami, abrangendo uma área de 426 hectares. Encontra-se às margens do Guaíba e, por ter regiões muito baixas, cumpre uma função ecológica de banhado, alagando em épocas de cheia.

Foto Instituto Econsciência
Lá existem, no mínimo, 300 espécies de animais entre anfíbios, répteis, aves e mamíferos; 13 espécies de flora características de seu bioma, segundo dados retirados do Relatório de Impacto Ambiental feito pela Profill Engenharia e Ambiente; e também um sítio arqueológico pouco estudado, onde foram encontrados artefatos que seriam de acampamentos indígenas Guarani pré-coloniais, não citado no estudo encomendado pelo empreendedor.

 Diante destas questões que os ambientalistas e moradores de Belém Novo questionam a construção de mais um condomínio de luxo na região, mesmo que juridicamente ele seja possível.

Arado Empreendimentos Imobiliários LTDA é a responsável pela criação do resort. Em seu projeto de urbanização englobam-se a criação de condomínios residenciais, um hotel e um parque tecnológico; além das contrapartidas com obras de compensação (asfaltar e criar vias de acesso ao empreendimento), construção de um curso técnico em Belém Novo e o uso de parcela daquela área para preservação ambiental, visando o turismo sustentável. Também pretende implantar uma estação de captação e tratamento de água do Guaíba. Porém, para construção do empreendimento será necessário aterrar 116 hectares da Fazenda Arado Velho, afetando sua biodiversidade e o sítio arqueológico que existe no local.


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