quarta-feira, 6 de julho de 2016

Situação dos/as professores/as municipais após greve é debatida na Cedecondh

Foto Equipe Gabinete
Equipes diretivas das escolas municipais pedem mais diálogo, apoio para segurança e infraestrutura, flexibilidade para a recuperação dos dias de greve e respeito à gestão democrática.

A vereadora Sofia Cavedon (PT) disse, na reunião da Cedecondh, ser testemunha de que não existe um diálogo real entre as escolas e a prefeitura, pois o que discutem não repercute nas políticas. “Isso é ferir a gestão democrática, exemplo disso é que nunca tivemos tanta itinerância de diretores e diretoras. Os professores têm medo da gestão”, declarou.

Nesta quarta-feira Sofia coletou o apoio de vereadores/as e encaminhou oficio ao Prefeito solicitando a imediata devolução do desconto dos dias parados e flexibilidade na recuperação dos mesmos.

Vereadores ressaltaram necessidade de diálogo com professores 

Foto Equipe Gabinete
A fim de discutir o cenário pós-greve dos municipários na área da educação, a Comissão de Defesa do Consumidor, Direitos Humanos e Segurança Urbana (Cedecondh) recebeu na Câmara Municipal de Porto Alegre, na tarde de terça-feira (5/7), professores que aderiram à paralisação, encerrada na última semana, e representantes da Secretaria Municipal de Educação (Smed).

Elenice Correa, vice-diretora da Escola Municipal Professor Anísio Teixeira, afirmou que o prefeito da Capital, José Fortunati, feriu os direitos dos servidores ao cortar o ponto dos profissionais grevistas e ainda enfatizou que o tempo dado pelo Executivo para apresentação de um novo calendário escolar é insuficiente. “Temos que entregar (o calendário) até o dia 8 de julho, mas para estudarmos o planejamento desse calendário precisamos de mais tempo”, declarou.

Foto Leonardo Contursi/CMPA
Jacqueline Junker, diretora da Escola Municipal Porto Alegre, concordou com Elenice no que diz respeito à inflexibilidade por parte da prefeitura. “Os calendários escolares são o reflexo das especificidades de cada escola. Ao invés de travarmos uma discussão coletiva, a mantenedora age de maneira autoritária e unilateral, indo contra princípios legais que pregam a autonomia e democracia escolar”, destacou. Ainda de acordo com Jacqueline, outras questões também afligem os professores. “Vemos a progressiva retirada da Guarda Municipal das escolas, que já não têm serviço de portaria, os sistemas de alarmes não funcionam e muitos professores estão deslocados da função para fazer trabalhos administrativos, como organizar o ponto eletrônico”, concluiu ao afirmar a necessidade de comprometimento do poder público com o suprimento de novas vagas.

O diretor da Escola Municipal Pepita de Leão, João Willy Schmidt, disse estar estressado com a cobrança permanente sobre a função de diretor. “Como conviver, depois da greve, com esses colegas cujo ponto foi cortado? Eles estavam exercendo seu direito. Estamos cobrando autonomia na escola, isso é lei. Temos muito pouco retorno para nossas reivindicações, o que está ocasionando diminuição de candidatos à direção de escolas, pois não nos sentimos valorizados”, finalizou.

Secretaria de Educação 

Para Eliane Meleti, representante da Smed, o ponto eletrônico é um avanço. “Dá trabalho, perdemos tempo, mas através desta ferramenta fica registrada a carga horária do professor. O ponto regulamenta todas as situações”, disse. Sobre a greve, Eliane declarou que os dias de paralisação não são repostos. “O que se faz é completar o calendário, e o que a prefeitura pede, depois de quase duas semanas de greve, é que os dias perdidos sejam recuperados durante a semana. Outra orientação do prefeito é que cada secretaria organize a forma de pagamento dos grevistas, e isso se dará após o planejamento do calendário”, explicou.

Leia a integra da matéria no Portal da CMPA