quarta-feira, 6 de julho de 2016

Sonegômetro e sonegação de impostos são tema de debate na Câmara

Foto Guilherme Almeida/CMPA
O vice-presidente da Afocefe disse que o problema do Estado não é de despesa e sim de receita

A sonegação de impostos e o Sonegômetro foram tema de debate no período de Comunicações Temático desta quarta-feira (6/7) na sessão ordinária da Câmara Municipal de Porto Alegre. Proposta pela vereadora Sofia Cavedon (PT), a discussão trouxe questões como o modo de arrecadação de impostos no Rio Grande do Sul, a arrecadação informal e as notas fiscais, tendo como convidado o vice-presidente do Sindicato dos Técnicos Tributários da Receita Estadual (Afocefe), Gilberto Silva.

Silva afirmou que o problema do RS não seria de despesas, e sim de receitas. “Se nós tivéssemos modelos tributários parecidos com o do Paraná e o de Santa Catarina, arrecadaríamos muito mais. Entre os 27 estados brasileiros, o Rio Grande do Sul está em 20º na arrecadação de impostos”, alegou. “Com base no site do Sonegômetro, a cada 10 segundos o Estado perde o valor de um professor estadual, e, por dia, se perdem R$ 75 mil". O palestrante explicou que o Sonegômetro é um placar eletrônico que mostra, em tempo real, quanto o Rio Grande do Sul deixa de arrecadar devido à sonegação do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), principal tributo gaúcho.

Gilberto Silva aconselhou a população a sempre pedir sua nota fiscal

Foto Guilherme Almeida/CMPA
O dirigente da Afocefe também sugeriu uma possível solução para esse prejuízo: a participação popular, com a população pedindo sua nota fiscal a cada compra, e o Estado fazendo a parte dele, arrecadando de forma mais eficiente.

Para Sofia Cavedon, é fundamental prestar atenção nas alternativas que estão sendo tomadas. “Temos a obrigação de saber como funciona essa arrecadação aqui no Estado, visto que é um problema que criticamos tanto”, declarou.

Sofia salienta ainda que "pedir nota fiscal sempre e aumentar os mecanismos de controle - bilhões podem chegar aos cofres públicos, já pagos pelo cidadão e hoje sonegados!"

Fonte: Portal da CMPA.

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