sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Lamentamos tantas mortes e exigimos respostas!

Foto Guilherme Almeida/CMPA
Vereadora solicita audiência no MP

No dia de ontem, antes do assassinato de Cristiane Fonseca Fagundes, a vereadora Sofia Cavedon (PT) encaminhou uma solicitação de agenda junto ao Ministério Público do RS para que pais, alunos e ex-alunos das escolas municipais possam levar seus relatos sobre a dramática situação de violência pela qual estão passando, a fim de encontrar saídas conjuntamente.

A escalda da violência que estamos testemunhando em Porto Alegre e no Estado ultrapassou todos os limites. A omissão do Governador Satori nos leva a uma situação de desespero e medo. O caos na área tem colocado em risco a vida de todos nós, fazendo como vítimas preferenciais os moradores da periferia, pobres e anônimos, aos quais presto minha solidariedade, bem como aos familiares da Cristiane. É um cenário incompatível com a cidade que escolhemos para viver, da qual já sentimos tanto orgulho por ser considerada a capital da qualidade de vida. Hoje, infelizmente, é a capital da violência”, lamenta a vereadora.                     
 
Sofia, que é líder da Bancada do PT e da Oposição, está atenta a crise da segurança tendo aprovado na Câmara Municipal de Porto Alegre quatro iniciativas que tem o objetivo de oferecer mais segurança a população porto-alegrense.

Duas das indicações aprovadas sugerem ao Governo do Estado que implante o Cercamento Eletrônico de Porto Alegre e que retome os quatro Territórios de Paz na capital, nos bairros: Lomba do Pinheiro, Restinga, Rubem Berta e Santa Teresa. Este, fundamental para amenizar a morte de tantos jovens que ocorrem em regiões de maior vulnerabilidade social.

Nas outras duas indicações, Sofia sugere que a prefeitura instale, junto ao Centro Integrado de Emergências da Secretaria de Segurança Pública do Estado, células da EPTC, do SAMU e da Guarda Municipal. Também solicita que a EPTC não multe os veículos que avançarem o sinal vermelho, em baixa velocidade, no período noturno, enquanto perdurar a crise da segurança pública na capital.