sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Bancários deflagram greve nacional por salário e emprego a partir do dia 6/9

Foto SindBancários
Os 100 sindicatos que realizaram assembleia nesta quinta-feira, 1º/9, aprovaram greve a partir da próxima terça-feira, dia 6 de setembro, para os bancários e bancárias de bancos privados e públicos. Agora, o Comando Nacional dos Bancários aguarda a realização das assembleias marcadas para esta sexta, 2/9, em mais 34 sindicatos, os quais devem seguir a orientação do Comando e também rejeitar a proposta da Fenaban. Outros cinco sindicatos realizam assembleia na semana que vem.

Os bancários disseram não à proposta da Fenaban, apresentada no último dia 29, de reajuste de 6,5% no salário, na PLR e nos auxílios refeição, alimentação, creche, e abono de R$ 3 mil. A oferta não cobre, sequer, a inflação do período, projetada em 9,57% para agosto deste ano e representa perdas de 2,8% para o bolso de cada bancário.

Os eixos centrais da Campanha Nacional 2016 são: reposição da inflação do período mais 5% de aumento real, valorização do piso salarial, no valor do salário mínimo calculado pelo Dieese (R$3.940,24 em junho), PLR de três salários mais R$ 8.317,90, combate às metas abusivas, ao assédio moral e sexual, fim da terceirização, mais segurança, melhores condições de trabalho. A defesa do emprego também é prioridade, assim como a proteção das empresas públicas e dos direitos da classe trabalhadora.

O lucro dos cinco maiores bancos (Itaú, Bradesco, Banco do Brasil, Santander e Caixa) no primeiro semestre de 2016 chegou a R$ 29,7 bilhões, mas houve corte de 7.897 postos de trabalho nos primeiros sete meses do ano. Entre 2012 e 2015, mais de 34 mil empregos foram reduzidos pelos banqueiros.

Foto Agência Brasil
Roberto von der Osten, presidente da Contraf-CUT e um dos coordenadores do Comando Nacional, lembrou que os banqueiros fizeram uma proposta rebaixada e começaram a fazer uma disputa com os sindicatos valorizando sua proposta. “Uma desnecessidade! Eles sabem que a proposta é ruim, reduz salários, reduz VA, VR, reduz auxílios, não garante empregos, não traz nenhum avanço na saúde, segurança, condições de trabalho, igualdade de oportunidades nem avança para resolver a assimetria salarial entre homens e mulheres bancárias. Dizem que temos que ser criativos e fazer uma contraproposta.”

Ele ainda completou. “A nossa proposta está elencada criativamente em 128 artigos da Minuta de Reivindicações que construímos democraticamente debatendo com milhares de bancários e bancárias de todo o Brasil e que entregamos a eles no dia nove de setembro. Depois de cinco rodadas de negociação eles já deveriam estar nos valorizando. Podem fazer isso! Só no primeiro semestre os cinco maiores bancos lucraram mais de 29,7 bilhões de reais.”

Falta o quê para nos atender? Falta luta? Vai ter!!! As assembleias por todo o Brasil já responderam a provocação deles: só a luta te garante! E vamos lutar! Agora é greve!!No dia 5 de setembro, os bancários e bancárias voltam a se reunir em assembleia nos sindicatos para organizar o movimento e ratificar a decisão de greve, caso a Fenaban não apresente propostas que contemplem as reivindicações sociais e econômicas da categoria.

Saiba mais sobre as principais reivindicações dos bancários e a proposta dos bancos rejeitada pela categoria

Fonte: Portal do SindBancários.

Abaixo, a tabela mostra como ficariam os salários da categoria bancária com a aplicação dos reajuste salarial reivindicado pelos trabalhadores comparado com o que foi proposto pela Fenaban.