terça-feira, 8 de novembro de 2016

Bailarinos fazem ato diante da Prefeitura em defesa da Companhia Municipal de Dança

Foto Sofia Cavedon
Por Luís Eduardo Gomes/Sul21

Bailarinos e bailarinas da Companhia Municipal de Dança de Porto Alegre realizaram uma aula pública no início da tarde desta terça-feira (8) diante do Paço Municipal para chamar a atenção da população para o trabalho realizado pelo grupo. Eles também levaram cartazes em defesa da Cultura e exigindo a permanência do grupo para o próximo ano.

Segundo Airton Tomazzoni, diretor da Companhia, ainda não há nenhuma definição sobre a continuação do projeto para o ano que vem, quando ocorrerá troca na Prefeitura, mas que, no âmbito federal, há uma tendência de redução de investimentos em cultura.

Foto Maia Rubim/Sul21
“Dentro do quadro que estamos vendo, em que muitas vezes as ações da cultura são ameaçadas, a gente pensou em fazer uma ação para sair de dentro da sala de ensaio, do estúdio, do teatro, para poder divulgar o trabalho da Companhia e a importância que ela vem tendo nesses dois anos e meio em Porto Alegre, tanto na difusão da dança, do espetáculo, como na formação das escolas preparatórias. Hoje a gente tem mais de 500 alunos na periferia fazendo aulas gratuitas de dança”, explica

Integrantes da Companhia colaram cartazes diante do Paço Municipal | Foto: Maia Rubim/Sul21
Por volta do meio-dia, integrantes da Companhia realizaram uma aula pública de danças urbanas, ministrada por um coreógrafo da entidade. “Queremos também mostrar o nosso trabalho, não só trazer cartazes. Muitas pessoas nos conhecem, mas, para as pessoas que não nos viram ainda, é uma ótima oportunidade”, diz Pamela Agostini.

A Companhia foi lançada como um projeto piloto em 2014 pela Secretaria Municipal de Cultura (SMC). Tramita na Câmara um projeto de lei que busca garantir a permanência como política pública do grupo e das Escolas Preparatórias de Dança (EPD). A expectativa dos integrantes é que ele seja votado e aprovado até o final deste ano.

Foto Maia Rubim/Sul21
Atualmente, emprega cerca de 80 pessoas, entre bailarinos, produtores, professores, ensaiadores, cenógrafos, coreógrafos e figurinistas, e oferta aulas de dança para 512 crianças em cinco escolas municipais localizadas na Restinga, Vila Cruzeiro, Vila Mário Quintana, Sarandi e Passo das
Pedras.

Segundo Airton, a Companhia é financiada com recursos da SMC e da Secretaria Municipal da Educação ao custo anual de cerca de R$ 500 mil. “Se tu pegar só as crianças, dá menos de R$ 1 mil por ano. Ainda tem toda a estrutura da companhia, que também é uma valorização dos profissionais e um sonho de 70 anos das pioneiras da dança em Porto Alegre”, pondera Airton. Ele ressalta ainda que a Companhia representa uma oportunidade de emprego para os profissionais da dança que não existia na Capital. “Hoje, o RS é o Estado com o maior número de graduações de dança no Brasil, com sete. É mais que RJ e SP”, afirma.

Fonte: Portal do Sul21