terça-feira, 29 de novembro de 2016

Debate marca criação da Rede de Educação pelos Direitos da Mulher

Foto Tonico Alvares/CMPA
Evento foi organizado pela Procuradoria Especial da Mulher na Câmara Municipal de Porto Alegre.

Ocorreu na manhã desta terça-feira (29/11), no salão Adel Carvalho, na Câmara Municipal de Porto Alegre, uma mesa-redonda para instalação da Rede de Educação pelos Direitos da Mulher.

Organizado pela Procuradoria Especial da Mulher na Câmara Municipal de Porto Alegre, o evento teve parceria do Conselho Municipal da Mulher, do Conselho Municipal de Educação e outras entidades e escolas. No encontro, foram discutidas a posição da mulher ao longo da história, a abordagem das questões de gênero nas escolas e a importância do empoderamento feminino.

Foto Tonico Alvares/CMPA
A professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e especialista em estudos de gênero, Jussara Prá, declarou que a situação atual da educação é preocupante, "pois estão havendo muitos retrocessos, como, por exemplo, o Escola Sem Partido”, e fez uma apresentação sobre a intransigência nas construções de gênero. “As mulheres, assim como todas as minorias sociológicas, nunca foram tão afrontadas. Por isso, é importante saber qual linguagem está contra nós”, defendeu a professora.

Jussara comentou as teses de Hirschman, economista alemão, aplicadas às questões de gênero, como perversidade, futilidade e ameaça. Após, dissertou sobre a evolução da cidadania ao longo dos últimos séculos e como isso colaborou com a luta pelos direitos da mulher até o ano de 1948, quando houve a Declaração Universal dos Direitos Humanos, em que foram incluídas as mulheres. A professora ainda questionou que o estado reconheça a mãe e não a mulher como sujeito de direitos.

Foto Marta Resing
Depois da apresentação, a vereadora Sofia Cavedon (PT), procuradoria especial da Mulher na Câmara, declarou que a Rede de Educação tem o objetivo de aprofundar o debate entre feminismo e educação, buscar alternativas para superação de estereótipos e desigualdades, dar visibilidade à questão nas escolas e contribuir para a redução da violência de gênero no ambiente escolar e universitário.

Ainda houve sugestões de agenda de atividades, comissões de estudo, grupos de trabalho, oficinas e cartilhas para alunos, pais de alunos e professores.

Também estiveram presentes o vereador Marcelo Sgarbossa (PT) e representantes do Centro Universitário Metodista IPA, da Igreja Metodista, da Secretaria de Segurança Pública, do Coletivo Feminino Plural, da Marcha Mundial de Mulheres, do Memorial da Câmara, do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher, do Conselho Municipal de Educação e educadoras de Pelotas e Caxias do Sul.

Fonte: Portal da CMPA.