sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Resistência e luta: em frente ao Palácio Piratini educadores decretam greve

Foto Guilherme Santos/Sul21
CPERS realiza assembleia na praça da matriz e decide entrar em greve

Por Patrícia Araujo/Cpers

Reunidos na Praça da Matriz, em frente ao Palácio Piratini, professores e funcionários de escola de várias regiões do Estado decretaram greve a partir do dia 13 de dezembro, dia da Assembleia Unificada dos Servidores Públicos, até a votação do pacote de maldades do governo Sartori (PMDB). Nem o sol forte e o calor intenso da tarde desta quinta-feira (8), impediu a forte mobilização dos educadores gaúchos, que lotaram a Praça da Matriz em Assembleia Geral do Sindicato.

“Estamos na rua não vamos sair enquanto não derrubarmos este pacote. Agora, a missão de cada um de nós é conversar com nossos colegas para fazermos uma grande mobilização a partir do dia 13”, conclamou a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer.

Entre as ações de mobilização aprovadas está a ocupação massiva da Praça da Matriz, em Porto Alegre, a partir do dia 19 de dezembro e a realização de fortes atos nas regiões dos 42 Núcleos do CPERS, cobrando o pagamento do 13º salário e a reprovação do pacote.

O pacote do Sartori ataca diretamente os direitos dos professores, funcionários de escola e demais servidores estaduais. Sartori mostra total desrespeito com a categoria demonstradas com as seguintes propostas: 13º salário sem data limite, extinção da licença prêmio, novas regras para tempo de serviço e a retirada da remuneração de servidores cedidos para entidades sindicais. Além de acabar com 3 mil postos de trabalho, através da extinção de 9 Fundações (CIENTEC, FCP – TVE, FDRH, FEE, FEPAGRO, FEPPS, FIGTF, FZB E METROPLAN), a extinção de uma Companhia (CORAG) e a extinção de uma Autarquia (Superintendência de Portos e Hidrovias).

Foto Guilherme Santos/Sul21
Propostas aprovadas:

1 – Deflagrar Greve de Resistência, contra a aprovação do Pacote do Governo, a partir do dia 13 de dezembro até a votação dos projetos na Assembleia Legislativa;
2 – Dia 13 de dezembro: Realizar grande Ato Estadual Unificado, com o conjunto dos Servidores do Estado e Comunidade Escolar;
3 – Realizar Atos Regionalizados de pressão aos deputados, em conjunto com os servidores.

Calendário:
14/12 – Uruguaiana (Deputado Frederico Antunes);
14/12 – Frederico Westphalen (Deputada Silvana Covatti);
15/12 – Marau (Deputados Vilmar Zanchin e Sérgio Turra);
15/12 – Nova Prata (Deputado João Reinelli);
16/12 – Cachoeira do Sul (Deputado Adolfo Britto).

4 – Ocupar massivamente a Praça da Matriz, em Porto Alegre, a partir do dia 19 de dezembro e realizar atos radicalizados nas regiões dos Núcleos, cobrando o pagamento do 13º Salário e barrar o Pacote;
5 – Cobrar do Governo o cumprimento do calendário de pagamento e publicação das alterações de níveis, reivindicação que constou na pauta da última greve;
6 – Realizar denúncia através de outdoors e banners em todo o Estado.
http://cpers.com.br/resistencia-e-luta-em-frente-ao-palacio-piratini-educadores-decretam-greve/

Educadores: dia 13 todos e todas no Largo Glênio Peres para dizer NÃO ao pacotaço de Sartori

O CPERS convoca a todos os educadores e educadoras a participarem do Ato Unificado dos Servidores Públicos no dia 13, próxima terça-feira, às 14 horas, no Largo Glênio Peres, em Porto Alegre. Vamos mostrar a nossa força para barrar o pacote de maldades do governo Sartori (PMDB), que quer retirar direitos históricos, continuar a parcelar nossos salários, fechar fundações, acabar com empregos e privatizar o Estado. Não vamos permitir a retirada de nenhum direito!

O pacote ataca os direitos dos professores, funcionários de escola e demais servidores estaduais. Ataca diretamente a categoria através de propostas como: 13º salário sem data limite, extinção da licença prêmio, novas regras para tempo de serviço e a retirada da remuneração de servidores cedidos para entidades sindicais.

“Somente a luta unificada pode derrotar o pacotaço de Sartori. Não podemos permitir que ocorra o que aconteceu no final de 2015, quando o governo aprovou, na madrugada entre o Natal e o Ano Novo, o aumento do ICMS e o congelamento salarial”, destaca a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer.

Razões pelas quais somos contra o Pacote:

Confisco:
-Muda o calendário do pagamento dos salários;
-Joga metade do 13º para o ano seguinte;
-Aumenta o desconto da Previdência para 14%;
-Cria uma taxa de administração do IPE, cujo valor ele vai decidir depois.

Liquidação e Desemprego
-Fecha a Fundação Zoobotânica (Jardim Botânico e Zoológico), Fundação Piratini (TVE e FM Cultura), CIENTEC, FDRH, FEE, FEPAGRO, FEPPS, FIGTF, METROPLAN e CORAG;
-Extingue 3 mil postos de trabalho.

Entrega de Patrimônio
-Planeja vender a CEEE, a CRM e a Sulgás;
-Entrega para grandes empresas a exploração destes serviços que são altamente lucrativos.

Fonte: Portal do Cpers