quarta-feira, 1 de março de 2017

Assine o Abaixo-assinado Em Defesa da Educação Pública de Porto Alegre

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A educação pública de Porto Alegre está sendo atacada violentamente pelo governo Marchezan. Ao revogar o decreto 14.521/2004, a gestão municipal fere os princípios mais básicos da gestão democrática, atacando os protagonistas do fazer pedagógico: alunos e professores.

A secretaria de educação quer diminuir o tempo de relação entre alunos e professores, que hoje é de 4 horas e 30 minutos diários, para apenas 4 horas, ameaçando o direito à educação e, consequentemente, a aprendizagem. Antes de iniciar o ano letivo de 2017, sem nenhum diálogo com as comunidades escolares, impõe transformações negativas aos projetos pedagógicos, desconsiderando a trajetória histórica e as conquistas da Rede Municipal De Ensino de Porto Alegre.

O governo demonstrou total desconhecimento de como funciona a prática cotidiana das escolas em seus tempos e espaços, que ao longo dos anos vem garantido a qualidade da formação dos alunos na sua dimensão integral. "A escola não é uma empresa. Ela é um espaço de formação humana"!, gritam em coro os educadores. Suas peculiaridades enquanto espaço de construção do conhecimento sempre foram consideradas e garantidas em lei. O objetivo do governo é a desqualificação da educação pública. As medidas do decreto retiram da escola o seu direito de organização dos planejamentos coletivos, da defesa do seu modelo curricular, tratando professores e alunos como números, simplesmente.

Em apenas 45 dias, construiu um diagnóstico precário, com dados intencionalmente selecionados para conformar uma visão que não condiz com a realidade da rede. E com esse diagnóstico toma medidas de ataque ao Estatuto da Crianca e do Adolescente, lei 8069/1990 e a Lei de Diretrizes a Bases da Educação, lei 9394/1996, buscando restringir o direito à educação. Assim, os educadores se levantaram em pleno recesso escolar ocupando as ruas da cidade, para dizer a verdade e defender a educação de todos os portoAlegrenses. Os professores reivindicam melhorias na segurança e na infraestrutura das escolas. Não compactuam com o retrocesso e com cortes nos tempos de aprendizagem.

Em plenária massiva dos educadores, realizada em dia 23 de fevereiro, traçaram a luta pela revogação da portaria neoliberal número 135/2017, que quer destruir a história da RME, de forma irresponsável. TEMOS UMA GESTÃO QUE PUBLICOU UMA PORTARIA CITANDO O DECRETO REVOGADO!

Os educadores exigem a imediata abertura do diálogo com as comunidades escolares. 

#NenhumDireitoaMenos

Este abaixo-assinado será entregue para:
Secretário de Educação - Adriano Naves de Brito
Prefeito de Porto Alegre - Marchezan Jr.