quarta-feira, 8 de março de 2017

Mulheres fazem marcha histórica: ‘Eu sozinha ando bem, mas com você ando melhor’

Foto Equipe Gabinete
A vereadora Sofia Cavedon (PT), procuradora da Mulher na Câmara Municipal de Porto alegre, participou de extensa agenda neste 08 de Março - Dia de lutas das Mulheres. Entre as atividades estão o apoio a Ocupação Mulheres Mirabal (R. Duque de Caxias, 380 - Centro Histórico, Porto Alegre) e a participação na Marcha das Mulheres contra as reformas do presidente ilegítimo Temer.

Marcha reuniu milhares de mulheres na região central de Porto Alegre.

Marco Weissheimer/Sul21

Foto Guilherme Santos/Sul21
O ato que encerrou a jornada de mobilizações do Dia Internacional da Mulher, em Porto Alegre, reuniu milhares de pessoas em uma marcha que saiu da Esquina Democrática, passou em frente ao Palácio Piratini, contornou a Praça da Matriz e se dirigiu para o Largo Zumbi dos Palmares. Foi uma marcha histórica, não só pela quantidade de manifestantes, como pela unidade expressa pela presença de mulheres de diferentes idades e grupos sociais, com destaque para a presença de jovens e adolescentes.

Dois dos vários cantos entoados na caminhada, traduziram bem o espírito de unidade da manifestação. Um deles foi o já tradicional “Nem recatada, nem do lar, a mulherada tá na rua pra lutar”, repetido várias vezes durante a caminhada. O outro foi cantado na concentração na Esquina Democrática e, depois, colocado em prática na marcha pelo centro de Porto Alegre: “Companheira me ajude que eu não posso andar só. Eu sozinha ando bem, mas com você ando melhor”.

Unidade na caminhada e na pauta: entre os principais pontos da agenda de lutas das mulheres, a Reforma da Previdência, os governos Temer e Sartori, com algumas menções já ao governo de “Júnior” (Nelson Marchezan Jr., o novo prefeito da capital gaúcha), o machismo, a violência e todas as formas de discriminação que ainda fazem parte do cotidiano das mulheres.

Foto Guilherme Santos/Sul21
Se, na parte da manhã, a Reforma da Previdência dominou a pauta das mobilizações, na marcha do início da noite, as diferentes formas de violência contra a mulher dominaram as intervenções. Desde as 17h, a Esquina Democrática começou a ser ocupada fundamentalmente por mulheres de diferentes idades e movimentos sociais. Sindicalistas, professoras, estudantes, feministas, trabalhadoras de diferentes setores, todas conformaram em um grande bloco que poderia ser identificado pela palavra de ordem “Nenhuma a menos”.

Caminhada passou pela Praça da Matriz e fez uma parada em frente ao Palácio Piratini para protestar contra o governo Sartori.

As intervenções da concentração realizada na Esquina Democrática lembraram o caráter internacionalista da luta das mulheres. 

A ativista italiana Karen Mantovani, do movimento Stop the Wall, que luta contra a ocupação israelense nos territórios palestinos, manifestou a solidariedade das mulheres palestinas para com suas companheiras brasileiras. “Na Palestina, as mulheres travam uma luta cotidiana contra a ocupação israelense e contra a colonização de suas terras. Elas estão participando também deste dia de greve internacional das mulheres, expressando sua solidariedade às lutas das mulheres em todo o mundo”.

Maria do Carmo, da Marcha Internacional das Mulheres, lembrou que as mulheres estavam nas ruas em Porto Alegre, desde às cinco horas da manhã, quando partiu a primeira caminhada da Ponte do Guaíba. “Vamos encerrar esse dia de luta com uma nova caminhada para mostrar a nossa força. Estamos marchando para que todos fiquemos livres da violência e de todas as formas de opressão. Os índices de violência aumentaram expressivamente contra as mulheres negras e de periferia, o que evidencia a natureza dessa violência”, assinalou.

Foto Equipe Gabinete
Manifestantes conformaram um grande bloco que poderia ser identificado pela palavra de ordem “Nenhuma a menos”, denunciando o machismo e as diferentes formas de violência contra as mulheres.

A marcha partiu um pouco antes das 19 horas da Esquina Democrática em direção à Praça da Matriz. Ao contrário do que ocorreu em manifestações anteriores, desta vez a Brigada Militar não impediu que a caminhada chegasse à Praça da Matriz e ao Palácio Piratini. Não caiu nenhum pedaço da sede do governo gaúcho. Houve uma rápida parada em frente ao palácio para uma “saudação” ao governador José Ivo Sartori: “Desocupa aí, fora Sartori do Piratini”. Após a parada em frente ao Palácio, a caminhada contornou a Praça da Matriz e se dirigiu, via Borges de Medeiros, para o Largo Zumbi dos Palmares, onde a manifestação chegou ao fim sem nenhum incidente.

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