quinta-feira, 11 de maio de 2017

Diretores de Escolas e Pais querem apresentar uma contraproposta ao Prefeito

Foto Rozane Dalsasso
Uma Comissão de Diretores de Escolas e Pais reuniram-se nesta quarta-feira (10), na Câmara Municipal de Porto Alegre, com 14 vereadores/as de vários partidos e apresentaram uma contraproposta ao que vem propondo a Smed e o Prefeito.

O documento apresenta uma comparação entre o que é proposto pela Smed e o que propomos e não foi aceito, afirmam os gestores/as de 10 escolas da Rede que se encontram sob pressão da comunidade e do governo. “Essa é uma proposta elaborada por um conjunto de escolas que defendem a qualidade do trabalho pedagógico, bem como o respeito às comunidades, que expressaram, em assembleias dos Conselhos Escolares, o desejo e a necessidade de mantermos a rotina de 4h30min diárias”.

Encaminhamentos

Na reunião de Mesa e Lideranças da Casa Legislativa realizada na quinta-feira (11), os/as vereadores/as que participaram do encontro solicitaram ao Líder e Vice-Líder do Governo para que o Prefeito Marchezan Junior receba a Comissão de Diretores/as para que possam apresentar a contraproposta. Infelizmente, diz Sofia Cavedon, a base do governo não aceitou a agenda com o Prefeito, deliberando que o Secretário de Educação os receba.

Outro encaminhamento, articulado pela vereadora Sofia, já está agendado e será uma audiência no Ministério Público do Estado, com a Dra. Daniele Bolzan, Promotora de Educação do MP. O encontro será terça-feira – 16 de maio – às 10h, no MP.

Grave crise de RH

Conforme Rosele Bruno de Souza, da Escola Anisio Teixeira, apesar das diversas investidas por parte da Secretaria, a maioria das escolas permaneceu realizando 4h30min, ou seja, mantendo a rotina de 2016, até essa semana, quando fomos ameaçados com falta.”Consideramos que não há respaldo jurídico para tal ameaça, pois os professores, que estão respeitando o desejo das comunidades escolares, estão totalizando 18h semanais na escola, enquanto àqueles que cederam à nova rotina estão totalizando 16h semanais na escola”.

Importante salientar, diz a Professora, “que buscamos uma proposta que seja comum a todas as escolas, uma proposta de rede. A Atempa, em reunião com o Secretário, propôs que fosse realizado um seminário de rede, o qual foi autorizado pelo mesmo. A partir disso, já está sendo organizado um seminário em que possamos referendar princípios que garantam a gestão democrática e a unidade da rede. Sendo assim, nossa proposta é uma alternativa de negociação e que pretendemos que seja ainda mais qualificada com o seminário”.

Além disso, diz Rosele, as escolas da rede municipal estão enfrentando uma grave crise de RH. “Tem escolas com mais de 400h com falta de professor. A minha, por exemplo, tem mais de 200h de falta de professores, seja por necessidade de quadro ou por licenças médicas, pois as pessoas estão adoecendo ou se exonerando, tamanha está a dificuldade para trabalharmos”.

Leia aqui o documento apresentado aos e às Vereadoras/es.