sexta-feira, 30 de junho de 2017

InSeguraça nas Escolas - Entrevista de Sofia Cavedon ao SBT|RS

A vereadora Sofia Cavedon (PT) falou nesta sexta-feira (30) em entrevista ao SBT|RS - Canal 05 VHF e 28 UHF - sobre a dramática situação que passou esta semana a comunidade escolar da  EMEF Vereador Carlos Pessoa de Brum, na Restinga, com tiroteios em frente à escola quase que diariamente.

Assista abaixo:

Greve Geral mobilizou milhares em Porto Alegre

Foto PT PoA
Milhares participaram do ato da #GreveGeral em Porto Alegre e caminharam até o Palácio Piratini em protesto pela prisão arbitrária de um sindicalista que participava das mobilizações. #GrevePorDireitos

Em todo o estado, pelo menos 32 municípios tiveram mobilizações neste dia de greve geral, marcado em todo o país por greves, paralisações e protestos contra essas reformas de Temer e por “Fora Temer” e “Diretas Já”.


Em Porto Alegre, apesar da chuva e da truculência da Brigada Militar, que jogou  bombas e prendeu um professor como terrorista, estudantes estavam na praça com os professores, servidores públicos e bancários paralisados, entre outras categorias.

Municipários aderiram à greve por direitos

Nessa sexta-feira (30/6), a categoria municipária participou da Greve Geral chamada pelas centrais sindicais, sindicatos e movimentos populares contra as reformas da Previdência e Trabalhista. A Educação teve paralisação parcial nas EMEFs e outros setores de trabalho somaram-se aos atos em frente ao HPS e à SMA. A mobilização também foi contra os ataques de Marchezan Júnior.

Foto PT PoA
Às 5h, servidores do município e trabalhadores de demais categorias fecharam as garagens de ônibus da Carris, Sudeste, Estoril, Gasômetro, Navegantes, Presidente Vargas e Trevo. Meia hora depois, a Brigada Militar (BM) agiu com truculência e gás lacrimogêneo para desobstruir as portas.

Três trabalhadores foram levados ao Palácio da Polícia. Altemir Cozer, ex-vice presidente do CPERS e da executiva estadual da CSP Conlutas ficou detido e não foi liberado até o momento.

Atos da Categoria

Foto Tiago Morbach/Simpa
Parte dos municipários em greve dirigiu-se para o Hospital de Pronto Socorro (HPS), a partir das 7h. De lá, foram em caminhada até o centro. Se não bastasse a falta de servidores no HPS, o governo Marchezan está dando fim à enfermaria de traumatologia, desativando 11 leitos masculinos. E ainda ameaça privatizar o Hospital Materno Infantil Presidente Vargas (HMIPV).

Outra parte da categoria estava em frente à Secretaria Municipal de Administração (SMA). Mobilizados, gritavam “Fora Marchezan”. Na próxima quarta-feira (5/7), será votado o PL enviado pelo governo à Câmara que propõe o aumento da contribuição previdenciária dos municipários de 11% para 14%.

Ao meio dia, os dois grupos se encontraram na SMA e, junto com o movimento Lanceiros Negros resiste, foram para o ato unificado na Esquina Democrática. Dali, saíram em caminhada com todos os movimentos e sindicatos presentes até o Palácio do Governo exigir a libertação do professor Altemir.

Fonte: Portal do Simpa.

Da cena da morte, a esperança da vida - Por Sofia Cavedon

Artigo publicado na edição impressa de 30/06/2017 do Jornal do Comércio.

Foto Marta Resing
Estou no espetáculo "Hojas de papel volando", um monólogo denso em espanhol, e inquietos alunos riem e tagarelam de quando em quando, desconfortando parte da plateia, mas não a brava e concentrada atriz cubana. Enquanto pensava como professora, que aquela talvez fosse uma das primeiras aproximações com o teatro, que era preciso compreensão daquelas manifestações, ouvia psius, "vergonha alheia", intolerâncias.

No palco, as dores humanas da perda, da solidão, das memórias mexiam, quase que imperceptivelmente, nas próprias dores e memórias. A emoção aflora e o espetáculo se realiza em mim! Alguns momentos de silêncio completo mostram que por instantes os jovens alunos também são capturados pelas cenas.

Penso na escola e sua renovada aposta diária no desenvolvimento de cada um, penso na sociedade intolerante, que olha a escola com as lupas da meritocracia, com o senso comum da mensuração quantitativa - tão inocente útil quanto perversa pela naturalização da desigualdade.

Penso no debate/embate que fazemos com o prefeito de agora que debocha dos funcionários, desdenha sua capacidade de pensamento inteligente, que acha que paga muito para os professores e os classifica como fracassados no seu fazer! Penso e me sinto frágil pela morte encenada de tantas formas pela atriz, entretenho-me superando-a: não te preocupa com a morte, te ocupa com a vida... "los caminos de la vida no son como yo queria, no son como yo soñava... tan difícil de andarlos, difícil de caminarlos, yo no encontro una salida..." a trilha sonora empurra as lágrimas para dar saída ao aperto no coração: o que têm esses jovens se não a alegria de rir junto com os companheiros de aventura?

De manhã, o depoimento das jovens expulsas da ocupação Lanceiros Negros desnudava o preconceito contra a mulher pobre, a opressão do sistema para o qual um prédio vale mais que vidas, o arrependimento da mãe de ter pegado o que achou que era mais importante e a filha pequena depois ter perguntado pela bicicleta, o filho pelos livros...

Obrigada Terreira da Tribo pelo forte festival de Teatro Popular, obrigada professores e professoras, ninguém vai vergar a coluna de quem se ocupa em produzir vida!

*Vereadora (PT) de Porto Alegre

Publicado no Jornal do Comércio.

Porto MENOS Alegre: seis meses de (des)governo

Arte Marta Resing
Nos últimos seis meses, nossa cidade andou para trás.

Passagem cara, retorno do sistema de baldeação, descaso com as comunidades, gestão antidemocrática na educação, anúncio da tentativa de venda do patrimônio público e terrorismo com os servidores e as servidoras públic@s.

Enquanto o prefeito reclama, briga e dança,  Porto está cada vez MENOS Alegre.

O PT e a sua bancada de vereadores e vereadora lamenta essa situação e tem trabalhado incansavelmente para que os direitos das pessoas e a história democrática de conquistas da população não seja destruída.

Queremos Porto Alegre de novo!

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Chapa 2 - Cpers Unido e Forte conquista vitória

Foto Caco Argemi/CPERS
Helenir Schürer é reeleita presidente do Cpers

Com cerca de 90% dos votos apurados, a comissão eleitoral do Centro de Professores de Porto Alegre anunciou na noite de quinta-feira (29) que a Chapa 2, composta pela atual direção da entidade e liderada pela presidente Helenir Aguiar Schürer, já não podia mais ser alcançada e estava reeleita para dirigir o sindicato pelos próximos três anos.

Com 34.625 mil votos apurados, 88,7% do total, a chapa 2 registrava 18.305 votos (55,32%) contra 12.734 votos da chapa 1 (38,49%), encabeçada pela ex-presidente Rejane Silva de Oliveira, 852 votos da chapa 4 (2,57%), liderada por Lucas Cortozi Berton, e pela 1.197 votos da chapa 5, de Tânia Mara Magalhães Freitas.

Fonte: Portal Sul21

‘O Brasil perdeu a ideia de nação e está ficando para trás’, diz Bresser Pereira

A vereadora sofia Cavedon (PT) participou na noite desta quinta-feira (29), em Porto Alegre, do lançamento do Manifesto do Projeto Brasil Nação, feita pelo economista Luiz Carlos Bresser Pereira.

Por Marco Weissheimer/Sul21

"O nosso crescimento per capita médio, entre 1950 e 1980, foi de 4,5% ao ano. Desde então é de 1,2%".

Desde 1980, com a crise da dívida externa, e depois, desde 1990, com a rendição do país ao capitalismo liberal financeiro rentista que domina o mundo, o Brasil vem crescendo muito lentamente, vivendo um período de semi-estagnação econômica. O nosso crescimento per capita médio, entre 1950 e 1980, foi de 4,5% ao ano. Desde então é de 1,2%. No governo Lula, cresceu um pouco mais graças principalmente a um boom de commodities exportadas pelo Brasil (especialmente soja, minério de ferro e petróleo). Durante quatro ou cinco anos, o Brasil cresceu o dobro do que vinha crescendo, mas depois voltou ao baixo crescimento de todos os dias. Isso é consequência, em larga medida, da perda da ideia de nação e da incapacidade dos brasileiros e de suas elites de definirem uma estratégia de desenvolvimento que interesse ao país. Esse é o resumo do diagnóstico que embasa o Manifesto do Projeto Brasil Nação, lançado nesta quinta-feira (29), em Porto Alegre, pelo economista Luiz Carlos Bresser Pereira, que vem viajando pelo país em defesa da retomada da ideia de construção de um projeto para o Brasil.

Foto Guilherme Santos/Sul21
O manifesto foi lançado em um ato realizado no auditório Dante Barone, da Assembleia Legislativa. Antes disso, Bresser Pereira conversou com jornalistas sobre as principais ideias que fundamentam o manifesto e também sobre o caráter da iniciativa. Ex-ministro dos governos José Sarney e Fernando Henrique Cardoso, o economista enfatizou que o manifesto não é propriamente um movimento político, uma espécie de frente ampla, mas uma iniciativa que pretende dizer que existe uma alternativa viável ao atual modelo liberal financeiro rentista, que não é nem populista nem entreguista.

Além da perda da ideia de nação, Bresser apontou o que chamou de “populismo econômico” como responsável pela situação de estagnação econômica do país. Esse populismo, segundo ele, se caracteriza pelo estímulo do consumismo e pela recusa de qualquer sacrifício para crescer. “Queremos consumir e consumir, aqui e agora. Isso é defendido tanto pela direita quanto pela esquerda”, disse o economista. O Manifesto do Projeto Brasil Nação nasceu, esclareceu Bresser, deste diagnóstico geral e também para manifestar uma absoluta inconformidade com a solução que a crise teve com o impeachment da presidenta Dilma Rousseff. “Foi um golpe de Estado, um golpe parlamentar inaceitável, que mostrou as elites brasileiras perdendo seu espírito público e democrático”.

“O problema fundamental da economia brasileira é ter uma taxa de câmbio apreciada no longo prazo e uma taxa de juros muito alta”.

Fazendo uma ressalva em relação à Reforma da Previdência, a qual disse ser favorável, Bresser Pereira criticou as demais reformas propostas pelo governo de Michel Temer. “É uma tentativa de, através da Constituição, reduzir o tamanho do Estado Brasileiro, acabando com o que existe de Estado de Bem Estar Social e propondo o aprofundamento da terceirização, o que representa uma violência contra os interesses e os direitos dos trabalhadores. É um governo que, diante da crise profunda que o Brasil atravessa, e de uma estagnação que já dura quase 30 anos, descobre (entre aspas) que os principais culpados por essa situação são os trabalhadores”.

Para o economista, o problema fundamental da economia brasileira é ter uma taxa de câmbio apreciada no longo prazo e uma taxa de juros muito alta, que é uma das causas desse câmbio muito apreciado. Esses dois fatores, defendeu, inviabilizam os investimentos. “Para que os empresários invistam é preciso haver juro baixo e um câmbio que torne competitivas as empresas industriais do país”. A partir desse diagnóstico, o manifesto foi organizado em cinco pontos. O primeiro deles é responsabilidade fiscal. “Queremos um Estado de Bem Estar Social, portanto ele deve ser grande e financiar educação, saúde, previdência, cultura, entre outras coisas, mas deve ter as suas contas fiscais perfeitamente controladas, com um superávit primário que mantenha a dívida pública em um nível correto. Esse Estado só deve ter uma expansão fiscal muito forte nos momentos de crise, quando precisa adotar medidas contracíclicas, como Keynes nos ensinou”, defendeu Bresser.

O segundo ponto é o estabelecimento de taxas de juros civilizadas, o que não é o caso do Brasil que possui uma das mais altas taxas do mundo há muitos anos. “No nosso entendimento, essa taxa deve ser igual à taxa de juros internacional mais o risco Brasil. Eu não posso querer que a taxa de juros no Brasil seja igual a dos Estados Unidos ou da França. No entanto, a nossa Selic é muito maior do que isso. Isso é inaceitável e não tem justificativa econômica”.

O terceiro ponto, apontado pelo economista como o mais importante, defende que o Brasil deve ter um superávit, mesmo que pequeno, em conta corrente, pois só assim poderá ter uma taxa de câmbio competitiva. “Existe uma correspondência entre taxa de câmbio e superávit ou déficit de conta corrente. Hoje, o Brasil precisa, para ser competitivo, de uma taxa de câmbio de 4 reais por dólar aproximadamente. Para ter uma taxa como essa provavelmente precisaremos de um superávit em conta corrente de 1 a 2% do PIB. Isso é muito contraintuitivo. O Brasil não precisa de poupança externa para crescer, como tentou fazer o governo Fernando Henrique. Poupança externa é déficit em conta corrente”.

“A burguesia industrial brasileira já representou 30% do PIB. Hoje representa 10%. Ela foi dizimada de 1990 para cá”.

O quarto ponto foi definido pelo economista como irmão gêmeo do primeiro. “O Estado deve recuperar a sua capacidade de investimento por meio de poupança pública. Uma parte dos investimentos em infraestrutura deve ser feita pelo Estado”. Por fim, o quinto ponto é a adoção de uma política de distribuição de renda por meio de uma reforma tributária progressiva.

Questionado sobre a viabilidade política de implantação dessas medidas no atual contexto do país, Bresser Pereira afirmou que a única base social forte que existe ainda é a dos trabalhadores. “A outra base evidente seria a dos industriais, que já representou 30% do PIB e hoje representa 10%. Ela foi dizimada de 1990 para cá. Essa burguesia industrial ainda existe, mas existe muito mais em potencial do que maneira concreta hoje. Ela precisa ser inventada de novo, como fez Getúlio Vargas”. Um governo como o de Temer, reconheceu, jamais adotará uma agenda como a proposta pelo manifesto. “Esse governo é o oposto do que estamos propondo. É um governo que não tem nenhum compromisso nem com o interesse nacional, nem com os interesses dos trabalhadores. Se o Brasil não voltar a ser uma nação solidária, ficará definitivamente para trás”.

Leia aqui o Manifesto.

Fonte: Portal Sul21.

Nomeações de professores/as e monitores/as é uma conquista da luta

Foto Tadeu Vilani/Ag. RBS
O anúncio de 250 nomeações imediatas na rede de ensino da capital, feito esta semana pela Secretaria Municipal de Educação, é fruto da luta da categoria e da vereadora Sofia Cavedon (PT), que levou a denuncia ao Ministério Público (MP/RS) e ao Ministério Público de Contas (MPC), além de ter cobrado o secretário em várias reuniões realizadas na Câmara Municipal de Porto Alegre.

Foto Marta Resing
Sofia destaca as audiências com a Promotora de Justiça da Infância e da Juventude do MP/RS, Dra. Danielle Bolzan, onde diretoras de várias escolas e a comissão de mães e avós da EMEI Santo Expedito foram ouvidas, contribuindo para a instauração do inquérito civil público do MP, questionando o prefeito Marchezan (PSDB) e a Secretaria Municipal de Educação (Smed) sobre a falta de professores na rede municipal de ensino.

A Vereadora lembra ainda que na Câmara Municipal, em reuniões de liderança e da Comissão de Educação, com a presença do secretário Adriano Naves, ela cobrou fortemente a nomeação para suprir o RH da Rede.

Prefeitura anuncia 250 nomeações imediatas na rede de ensino

Foto Sandra Ilíbio Braz
A Prefeitura de Porto Alegre anunciou nesta quinta-feira (29) a nomeação de 250 profissionais na rede municipal de ensino. São professores e monitores aprovados nos últimos concursos realizados pela Secretaria Municipal de Educação. Os profissionais irão atuar nas escolas municipais de Educação Infantil e Ensino Fundamental.

A maior parte das nomeações será para monitores, que serão 78.  Entre os professores, a necessidade maior é em Anos Iniciais (49), que atendem do primeiro ao terceiro ano do Ensino Fundamental, seguidos por Educação Infantil (35), Educação Especial (15), Matemática (15) e Português (12).

A rede municipal de ensino é formada por 99 escolas com cerca de 4 mil professores e 900 funcionários e atende mais de 50 mil alunos da Educação Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio, Educação Profissional de Nível Técnico,  Educação de Jovens e Adultos (EJA) e Educação Especial.

Com informações do Portal Já.

Leia também:
- Falta de professores no ensino municipal da Capital: Ministério Público cobra respostas de Marchezan
- EMEI Santo Expedito – Movimento de Mães e Avós vai ao MP de Contas
- EMEI Santo Expedito – Mães e Avós vão ao MP e relatam transtornos com a situação da Escola

Mais um dia de tiroteio em frente à Escola Municipal Pessoa de Brum


“...nesses quatro dias de tiroteio, nenhum representante do governo do prefeito Marchezan sequer ligou para saber o que estava ocorrendo, muito menos apareceram na escola...” 

Na manhã desta quinta-feira (29), a vereadora Sofia Cavedon PT) presenciou mais um tiroteio em frente a EMEF Vereador Carlos Pessoa de Brum, localizada na  Rua Abolição, na Restinga.

Em visita de solidariedade e apoio a comunidade escolar Sofia Cavedon presenciou a  dramática situação que vivem professores/as e alunos/as, tendo sido hoje o quarto dia consecutivo de tiroteios em frente a escola. “É um absurdo a ausência dos órgãos oficiais aqui para proteger esses professores/as e pensar na vida dessas crianças!”, denuncia a vereadora.

Foto Elisamar Rodrigues
A parlamentar, momento em que o tiroteio acontecia, chamou imediatamente a Brigada Militar, a Polícia Civil, a Guarda Municipal, e ligou para o Secretário Municipal de Educação, Adriano Naves, só conseguindo falar com a secretária do mesmo. Sofia também ligou para o presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Segurança Urbana (Cedecondh) do Legislativo, solicitando uma urgente reunião  para tratar do assunto.

Foto Elisamar Rodrigues
A comunidade escolar está abandonada, diz a parlamentar, informando que nesses quatro dias de tiroteio, nenhum representante do governo municipal do prefeito Marchezan sequer ligou para saber o que estava ocorrendo, muito menos apareceram na escola, salienta a vereadora. “Os trabalhadores estão vivendo um momento dramático, com assédio do prefeito e tendo que lidar com essa crise na segurança”, assinalou.

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Frente em Defesa da SME esteve na Praça Darcy Azambuja

Foto Rozane Dalssaso
Dando continuidade às visitas aos centros de comunidades, praças e ginásios municipais, a Frente Parlamentar em Defesa do Direito Social ao Esporte, ao Lazer e à Recreação, coordenada pela vereadora Sofia Cavedon (PT), esteve nesta quarta-feira (28), na Praça Darcy Azambuja - Rua Dr. Fernando Ortiz Schneider, localizada no bairro Intercap/Partenon.

Foto Rozane Dalssaso
No encontro, a coordenação e comunidade que frequenta a praça, abraçaram a luta pela manutenção da Secretaria Municipal do Esporte, especial pauta da Frente Parlamentar, que também atua pela garantia da oferta de políticas públicas gratuitas na área que assegurem esse direito.

Uma das maiores praças da região a Darcy Azambuja vive dias de escuridão. A falta de iluminação no local, que tem mais de cinco hectares, impediu até mesmo a realização este ano, da tradicional festa do Dia de São João.

Foto Rozane Dalssaso
Também a construção de uma quadra coberta, pleiteada pelo terceiro ano consecutivo no Orçamento Participativo (OP), foram as demandas que a vereadora Sofia ouviu da comunidade que frequenta a praça, hoje com cerca de 400 pessoas fazendo as atividades físicas oferecidas no local. São quatro professores e dois estagiários que dão conta de várias atividades como ginástica local, vôlei, futsal, e uma brinquedoteca que tem lista de espera.

A manutenção da praça, como colocação de lixeiras e bancos de espera, foi outra reivindicação da comunidade.

A Frente Parlamentar em Defesa da SME já visitou os Parques Ararigbóia, no Jardim Botânico, e o Alim Pedro, no IAPI, e os Centros Comunitários George Black (CEJEB), na Medianeira, Cecores, na Restinga; Ceprima na Santa Maria Goretti, o Ginásio Tesourinha e o Lupi Martins, no bairro Teresópolis.

Acompanhe aqui a atuação da Frente Parlamentar.

PL do Previmpa será votado quarta-feira (5)

O PLCE 004/17, que prevê aumento da alíquota de contribuição previdenciária para fins de custeio do Regime Próprio de Previdência Social dos Servidores Públicos do Município de Porto Alegre, será votado na quarta-feira (5), a partir das 14h, na Câmara Municipal de Vereadores/as.

Conforme a direção do Sindicato dos Municipários (Simpa), a categoria comparecerá e lotará o plenário para dizer NÃO ao aumento de 11% para 14%.

"A cidade está um caos, sem segurança, sem professores, com o fechamento de leitos no HPS, parcelamentos de salários sem necessidade, entre outras medidas que atacam os trabalhadores e a população. O PL 004/17 é mais um ataque aos servidores, que cumprem com suas funções e prestam um serviço de qualidade". destaca a diretoria.

Para o sindicato as dívidas da Prefeitura não são culpa dos trabalhadores. "São responsabilidade do ente público. Os municipários não podem arcar com as consequências da má gestão do prefeito. Este aumento da contribuição vai reduzir a remuneração dos municipários. Para a Prefeitura é insignificante, mas diferença no bolso dos servidores, que já vêm sofrendo perdas, ano após ano, sem receber o percentual de reposição da inflação", reforçam.

Fonte: Portal do Simpa

Parcelamento de Salários - Simpa exige multa ao prefeito e respeito à liminar

Pelos valores apresentados, decisão é política e não financeira

Diante do anúncio oficial de parcelamento da remuneração dos servidores municipais de Porto Alegre, feito pelo secretário da Fazenda, Leonardo Busatto, a direção do Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa) entra com agravo no Tribunal de Justiça do RS, com cópia ao Ministério Público, comunicando ao juiz de primeiro grau eventual crime por descumprimento da decisão do TJ, solicitando o estabelecimento de multa ao prefeito e exigindo medida que o obrigue a cumprir a decisão liminar.

Busatto anunciou o pagamento, no dia 30/6, de vencimentos até R$ 10,6 mil líquidos. O restante será quitado no dia 04/7 (terça), segundo o governo. No anúncio também informou que funcionários das empresas Carris, Procempa e EPTC, assim como os servidores do DMAE, inativos e vinculados capitalizado do PREVIMPA, não serão atingidos pela medida.

Prefeitura tem caixa para pagamento de todos os servidores

De acordo com o Portal da Transparência, a situação financeira da Prefeitura está superavitária. A decisão do prefeito Marchezan Jr. é política e não é justificada pela demonstração contábil. A Prefeitura arrecadou R$ 2.839.852.768,30 até o dia 28 de junho, e pagou em contas R$ 2.362.140.934,49, restando em caixa R$ 477.711833,81 (até hoje, 28/6).

Saldo do parcelamento é irrisório

Cerca de 1,6 mil servidores serão atingidos pelo parcelamento, num valor de R$ 3,8 milhões, menos de 5% do total das despesas com a folha de pagamento.

Marchezan entra para a história da administração da cidade como o primeiro prefeito a parcelar salários sem necessidade. Adota a medida para justificar o terrorismo praticado cotidianamente, desde o início do seu governo, contra os trabalhadores do município.

Veja na tabela os números do portal da transparência:

Governo Marchezan anuncia parcelamento de salários de servidores que recebem acima de R$ 10,6 mil

Foto Marta Resing
No mesmo tempo em que liberava sua base para derrubar o veto que permitirá os supersalários, o governo tucano de Junior anunciava o parcelamento dos salários dos e das municipárias.*Grifo do Blog.

Da Redação Sul21

Em entrevista coletiva concedida nesta quarta-feira (28) pelo secretário da Fazenda, Leonardo Busatto, a Prefeitura de Porto Alegre anunciou que irá parcelar o salário dos servidores municipais ativos e inativos que recebem acima de R$ 10,6 mil líquidos. Segundo Busatto, 29,9 mil servidores (95% do total) receberão seus salários na íntegra nesta sexta-feira (30), último dia útil do mês. Os demais, 1,6 mil, receberão o restante até o dia 4 de julho. A exceção é feita para os trabalhadores das empresas e autarquias municipais – como EPTC, Carris, Procempa, DMAE, etc. -, bem como do Previmpa, que receberão seus salários na íntegra.

A Fazenda explica que o parcelamento ocorre em razão de a Prefeitura fechar o mês de junho com receita líquida de R$ 238,5 milhões para uma despesa de R$ 295,8 milhões – R$ 138 milhões referentes à folha de pagamento -, o que representa um déficit na casa dos R$ 66 milhões. Marchezan vinha anunciando já há alguns meses a possibilidade de parcelamento dos salários, mas alega que a situação se agravou e deve se agravar ainda mais a partir de julho em razão do exaurimento de recursos extraordinários, como o pagamento do IPTU, e que agora contará apenas com os ingressos mensais de tributos.

Segundo Busatto, essa situação e as dificuldades financeiras da Prefeitura devem perdurar pelo menos até janeiro de 2018.

Fonte: Portal Sul21.

Veja também:
Câmara derruba veto ao teto de servidores municipais da capital

Câmara derruba veto ao teto de servidores municipais da capital

Foto Ederson Nunes/CMPA 
Apesar de inúmeras justificativas na exposição de motivos do projeto, como a "situação econômica do município", o prefeito tucano liberou a sua base para a derrubada do veto, elevando para o teto de R$ 30 mil, contrariando seus próprios argumentos. *Grifo do Blog.

Em sessão ordinária na tarde desta quarta-feira (28/6), o plenário da Câmara Municipal de Porto Alegre rejeitou, por 26 votos a nove, o veto parcial do prefeito Nelson Marchezan Jr. ao projeto que cria verba de representação para os secretários municipais detentores de cargo de provimento efetivo em esferas governamentais. O artigo vetado por Marchezan foi originado na Emenda nº 2 à proposta, que estabelece como teto municipal o subsídio dos desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado e inclui nele todos os demais servidores da administração direta e indireta.

O projeto original havia sido aprovado no Legislativo no dia 11 de maio. Em sua justificativa, o prefeito argumentava que a parte vetada possui vício de iniciativa, ao alegar que compete ao Executivo apresentar propostas de criação e aumento na remuneração de cargos públicos. Ele ponderou ainda que a pretensão de valorizar os servidores públicos deve condizer com a realidade financeira do município. “Permitir a fixação do teto remuneratório do estado significa agravar a crise financeira que assola Porto Alegre com severidade”, garantia o prefeito, dizendo ainda que o artigo vetado “fere o princípio do federalismo” e é “totalmente incondizente” com a situação econômica do município.

Confira como votou cada vereador clicando aqui.

Fonte: Portal da CMPA.

Proposta visa prevenção e combate ao machismo na Rede Municipal de Ensino

Encerrando sua gestão frente à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal de Porto Alegre, a vereadora Sofia Cavedon (PT), que coordenou por dois anos o órgão (2015/17), protocolou nesta quarta-feira (28) projeto de lei instituindo, na Rede Municipal de Ensino, a promoção de ações para valorização das mulheres, prevenção e combate ao machismo.

Conforme Sofia, a necessidade da proposta foi identificada a partir da realização de dois seminários nacionais sobre educação e seu papel na construção de uma sociedade não sexista, realizados pela Procuradoria Especial da Mulher na capital. “Apesar de todos os avanços na legislação brasileira voltada para a proteção da mulher, milhões delas e de meninas enfrentam, no seu cotidiano, situações de violência, discriminação e opressão. Entre 1980 e 2013 foram assassinadas 106.093 mulheres, 4.762 só em 2013. O país tem uma taxa de 4,8 homicídios para cada 100 mil mulheres, a quinta maior do mundo, conforme dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) que avaliaram um grupo de 83 países”, destaca a vereadora.


Foto Marta Resing
Ela justifica ainda afirmando que a educação cumpre um papel fundamental para mudar comportamentos machistas e discriminatórios em relação às mulheres e às meninas. “Quanto mais cedo começar a educação para uma cultura não machista, mais cedo os meninos aprenderão a respeitar as meninas. A Rede Municipal de Educação pode cumprir um papel importante para a difusão de comportamentos não machistas e de respeito às meninas e mulheres, desde que seus e suas profissionais tenham suporte e formação para tal”, enfatiza.

Sofia lembra que a proposta é inspirada em projeto do deputado estadual de Mato Grosso do Sul, Pedro Kemp (PT), aprovado pela Assembleia Legislativa e sancionado pelo governador Reinaldo Azambuja Silva (PSDB), em 14 de junho do corrente ano (Lei nº 5.011).

PROJETO DE LEI

A Rede Municipal de Ensino de Porto Alegre 
promoverá ações para valorização das mulheres, 
prevenção e combate ao machismo.

Art. 1º A Rede Municipal de Ensino de Porto Alegre promoverá ações para valorização das mulheres, prevenção e combate ao machismo
Parágrafo único. Para fins desta Lei, considera-se machismo todas as práticas fundamentadas na crença da inferioridade das mulheres e meninas e na sua submissão ao sexo masculino.

Art. 2º São diretrizes para as ações dispostas no art. 1º:

I - capacitação das equipes pedagógicas e demais trabalhadores e trabalhadoras em educação
II - promoção de campanhas educativas que coíbam a prática de machismo e atos de agressão, discriminação, humilhação, intimidação, constrangimento, booling e violência contra as mulheres e meninas;
III – identificação e problematização das manifestações machistas racistas.
IV – identificação e problematização das formas de violência e discriminação de mulheres e meninas com deficiência;
V - realização de debates, reflexões e problematização sobre o papel historicamente destinado às mulheres e meninas, de maneira a estimular a sua liberdade e autonomia;
VI - integração com a comunidade, as organizações da sociedade civil e os meios de comunicação tradicionais, comunitários e digitais;
VII – atuação em conjunto com as instituições públicas e privadas formadoras de profissionais que atuam na educação;
VIII – atuação em conjunto com os conselhos municipais da mulher, da criança e do adolescente e da educação;
IX – estímulo ao registro e socialização de práticas pedagógicas que atuem no sentido da erradicação de todas as formas de discriminação das mulheres e meninas;
X – Intercâmbio com as demais redes de ensino: privada, estadual e federal.

Art. 3º - O governo municipal regulamentará por decreto a forma de implantação das diretrizes estabelecidas nesta Lei, ouvidas as instituições referidas nela.

Art. 4º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Greve Geral - #ForaTemer #DiretasJÀ


terça-feira, 27 de junho de 2017

Educação Infantil - Falta de vagas será tema de reunião conjunta de Comissões da Câmara Municipal

Foto Tonico Alvares/CMPA
Reunião conjunta entre as Comissões de Defesa do Consumidor, Direitos Humanos e Segurança Urbana (Cedecondh) e a de Educação, Cultura, Esporte e Juventude (Cece), e a constituição de uma audiência pública para debater sobre a falta de vagas na educação infantil da Rede Municipal, foram os principais encaminhamentos da reunião da Cedecondh realizada nesta terça-feira (27/6), na Câmara Municipal de Porto Alegre.

Foto Sandra Ilíbio Braz
A vereadora Sofia Cavedon (PT), integrante da Cece, participou da audiência levando a demanda da EMEI Santo Expedito, que sofre com a falta de recursos humanos desde o início do ano, prejudicando a comunidade da região. “A situação na cidade é dramática”, lamenta a parlamentar.

Falta de servidores na Escola Maria Marques Fernandes

Na pauta da reunião da Cedecondh desta semana estava os problemas que a Escola Municipal de Educação Infantil Maria Marques, que fica na Lomba do Pinheiro, vem enfrentando na atual gestão. E o diagnóstico foi de que existe falta de servidores para exercer a funções em sala de aula.

A integrante do conselho de pais e alunos da escola, Josimar Barreto ressalta que existe um abandono por parte do executivo junto à escola. Diz que foi organizada uma equipe de sete pais para mobilizar ações com o legislativo, judiciário e comunidade local. “A escola existe há 48 anos e nunca passamos por isso, de ficar sem professores, monitores e termos que muitas vezes ter que pagar alguém para ficar com nossos filhos, porque a escola não tem condições de cumprir o seu horário de resguardo aos alunos”, desabafa a mãe.

O vereador Alex Fraga (PSOL), proponente da reunião explicou que desde de janeiro de 2017 há um problema crônico de falta de professores e monitores para tender principalmente os alunos da  rede educação infantil. “Os pais dos alunos nos procuraram para nos contar da dificuldade que têm enfrentado diariamente. A instituição tem 130 alunos e conta com cinco professores, quatro servidores da área administrativa, nove monitores, cinco estagiários na parte da manhã, uma técnica de nutrição e sete servidores da equipe diretiva. E não tem mais condições de cumprir o horário letivo que antes era das 7 horas às 19horas e agora vai somente até às 16 horas”.

Foto Gabinete
Escola – O diretor da Escola Maria Marques Fernandes, Marcelo de Burgues, enfatizou que a prefeitura não irá chamar novos servidores para completar o quadro até dezembro de 2017 e que as funções estão sendo acumuladas. “Nós como diretores muitas vezes temos que ir para sala de aula dar apoio aos professores, por falta de monitores, e isso faz com que tenhamos que deixar nossas funções. E ainda existe o receio dos servidores de ultrapassar a carga horária, que é de 20 ou 30 horas/semana, sem o respaldo devido”, completa.

Conselho Municipal de Educação – A presidente, Isabel Medeiros disse que em 2016 foram 247 aposentadorias e atualmente muitos professores estão adoecendo. “Vemos muitos servidores entrando em biometria e a desvalorização do educador que não tem amparo estrutural e nem emocional para trabalhar dentro das escolas. Há uma descontinuidade das políticas públicas na educação. O que se percebe é uma desestruturação nas rotinas e nas formas de trabalho. É necessário um planejamento e organização do poder executivo. O estagiário que deveria ser monitorado, as vezes fica sozinho em sala de aula”, aponta.

A audiência foi coordenada pelo vereador e presidente da comissão, Cássia Carpes (PP), e contou com a presença  dos/as vereadores/as integrantes, Comandante Nádia (PMDB), João Bosco Vaz (PDT), Mônica Leal (PP). Também estiveram presentes na Cedecondh, representantes Comissão de Paz da escola, Associação de Professores do Município de Porto Alegre (ATEMPA), Simpa, Polícia Civíl e Comissão de Mães e Avós da EMEI Santo Expedito (zona Norte).

Previmpa: projeto sobre alíquota tem empate na CCJ e vai a plenário

Empate na apreciação de relatório do vereador Márcio Bins Ely (PDT), que apontou existência de óbice em projeto de lei de Executivo pelo aumento de 11% para 14% da alíquota de contribuição dos servidores municipais ao Previmpa, dará prosseguimento à votação desta proposta, agora em plenário. Com três votos favoráveis e três contrários, o exame do relatório foi uma das pautas da reunião desta manhã (27/6) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Municipal de Porto Alegre. No total, os vereadores discutiram 19 pareceres.

Conforme Bins Ely, o óbice pela inconstitucionalidade ao texto do Executivo seria decorrente da falta de um cálculo atuarial consistente e que embasasse o projeto. O vereador havia pedido, em diligência solicitada anteriormente à CCJ, a anexação deste item. Contudo, ele considerou que o documento enviado à Comissão, não seria suficiente. Um dos motivos, como salientou, foi ter sido apresentado um cálculo relativo a apenas dois anos. Outro, foi a falta de assinatura no documento.

Votaram com o relator os vereadores Adeli Sell (PT) e Dr. Thiago Duarte (DEM). Os votos contrários foram de Mendes Ribeiro (PMDB), Cláudio Janta (SDD) e Luciano Marcantônio (PTB). O vereador Rodrigo Maroni (PR), que também integra a CCJ, esteve ausente à reunião. Mendes Ribeiro afirmou que o cálculo anexado seria o mesmo que o Sindicato dos Servidores do Município de Porto Alegre (Simpa) trouxe à audiência pública na discussão desse projeto, razão pela qual votou contra o relatório.

O projeto de lei, que já está listado para o período de Ordem do Dia das sessões ordinárias do Legislativo da Capital, deverá ser votado pelo plenário a partir da próxima segunda-feira (3/7). Ainda na reunião da CCJ desta manhã, entre os relatórios apreciados, foi aprovado um do vereador Adeli Sell (PT) a outro projeto do Executivo relativo ao Previmpa. Este reduz a taxa de administração do Departamento Municipal de Previdência dos Servidores de 2% para 1,5%. O vereador não apontou óbice para sua tramitação.

Fonte: Portal da CMPA.

Reforma política para devolver a democracia - Colóquios PT-PoA

Foto Marta Resing
Colóquios Porto Alegre Democrática de Verdade são encontros de debates promovidos pela Bancada - Vereadores Adeli Sell, Aldacir Oliboni, Marcelo Sgarbossa e vereadora Sofia Cavedon, junto com a Executiva do PT de Porto Alegre. 

País está de costas para a política, afirma Céli Pinto em debate promovido pela Bancada do PT da Câmara de Vereadores

Reforma Política e Diretas Já”. Sob este tema, a bancada do PT na Câmara de Vereadores e Executiva Municipal promoveram um debate marcado por uma coincidência política: Nesse mesmo dia, o presidente Michel Temer foi denunciado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por corrupção e obstrução da Justiça. O encontro ocorreu no plenário Ana Terra, no legislativo de Porto Alegre, nesta segunda-feira (27/06) à noite. Para os debatedores, Temer será tirado do cargo se houver outro nome apoiado pelo poder econômico que execute as reformas em andamento, caso não sejam executadas devido a fragilidade do atual presidente.

Foto Marta Resing
Defender a democracia, o Estado democrático de Direito, denunciar o golpe e a forte tentativa de retirada de direitos ilustrou as falas, intercaladas pelos os posicionamentos de que tipo de reforma política pode contribuir para mudar o sistema político brasileiro e recuperar a normalidade democrática sem a tutela do capital financeiro.

Para a professora e cientista política Céli Pinto, o Brasil vive a mais grave situação política republicana após o golpe de 1964 ou tão grave quanto.

“Vivemos um golpe reproduzido ao longo do tempo e com todas as instituições funcionando. Há um desmoronamento tão grande, que os homens e mulheres dentro das instituições defendem interesses e não instituições. A Justiça é a mais notável entre elas”, registrou a doutora, que dialogou com a deputada federal Maria do Rosário, o deputado federal Elvino Bohn Gass e o ex-prefeito e ex-deputado Raul Pont, com a presença de dezenas de participantes.

Pontos básicos

Foto Marta Resing
Os painelistas destacaram pontos em comum para a mudança do sistema político: o financiamento público de campanha, fim das coligações proporcionais, lista fechada com equanimidade de gênero. Também há consenso de que a cláusula de barreira prejudica partidos pequenos que tem base programática, mas destaca-se a importância de critérios para diferenciar de partidos de aluguel criados apenas para acessar o fundo partidário.

Por unanimidade, os painelistas consideram o voto distrital, distrital misto ou distritão, como absurdos para o processo democrático, item vetado pelo partido no 6º Congresso do PT realizado no início de junho. “É uma distorção da representação”, resume Pont.

“A reforma política tem de nascer de um projeto partidário a partir de emenda popular com amplo debate social”, defende a pesquisadora Céli Pinto. A defesa de uma constituinte exclusiva para promover a reforma política foi um dos pontos do debate pela reconhecida falta de legitimidade do atual Congresso Nacional em promover mudanças.

Foto Marta Resing
Para Raul Pont, o sistema político passou a ser disfuncional. “Virou um cassino, uma negociata generalizada”, apontou.

As normas de financiamento de campanha são consideradas centrais para aprimorar o sistema político. Manter as empresas longe das campanhas eleitorais e assegurar que sejam estabelecidos limites máximos de doação de pessoas físicas e do próprio candidato a um salário mínimo, estão entre os destaques defendidos.

O vereador Marcelo Sgarbossa lembrou de um projeto que tramita no legislativo municipal proibindo a prefeitura de contratar empresas em que sócios, diretores, executivos e proprietários tenham sido doadores de campanha.

Alertas

A bancada do PT na Câmara dos Deputados vai propor uma emenda constitucional para antecipar o processo eleitoral, não apenas para presidente, mas também para renovar a Câmara e o Senado.

Foto Marta Resing
Também nesta semana a bancada analisará o relatório da Comissão Especial da Reforma Política da Câmara. “A reforma política em curso caminha para um caminho muito pior que o atual, que tem problemas e virtudes”, alertou Maria do Rosário.

“Este Congresso financiado pelo capital do caixa 1 e fundamentalmente do caixa 2 não tem nenhuma legitimidade para aprovar reformas, eleger indiretamente um novo presidente ou fazer uma reforma política”, ressaltou Bohn Gass. Foram gastos de forma declarada R$ 5,1 bilhões na última campanha federal.

Foto Marta Resing
Porém, o alerta vermelho é para a criminalização da política. “A população está de costas para a política. Temos que reconquistar a política, sequestrada pela direita dos bolsonaros, dórias, marchezans, sartoris e temers. Temos que democratizar a democracia, como diz Boaventura de Souza Santos. Temos que pensar em como conversar com eleitores e eleitoras frente a toda essa propaganda que afastou as pessoas do tema. Isso é grave”, desafiou Céli Pinto, observando o retrocesso presenciado tanto na política nacional como em vários países do mundo.

 Retrocesso

Foto Marta Resing
A Líder da bancada do PT na Câmara, Sofia Cavedon, destacou que os colóquios promovidos pela bancada do PT denominados de “Porto Alegre democrática de verdade”, mostra como tem havido retrocessos na capital com a atual gestão. “O município reduz a cidadania em vários setores e principalmente com a suspensão do OP. Temos que reconquistar Porto Alegre para a democracia”, acentuou.

Leia Também:
Movimento defende Carris pública e transparente no 1º Colóquio da Bancada do PT

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Frente Parlamentar em Defesa da SME visita a Praça Darcy Azambuja na quarta-feira

Prosseguindo com as visitas de apoio e reconhecimento a Frente Parlamentar em Defesa do Direito Social ao Esporte, ao Lazer e à Recreação, da Câmara Municipal de Porto Alegre, irá na quarta-feira (28/6), às 18h30min, na Praça Darcy Azambuja - Rua Dr. Fernando Ortiz Schneider, 180 - Bairro Intercap.

A coordenadora da Frente, vereadora Sofia Cavedon (PT), convida apoiadores e apoiadoras da causa, as e os parlamentares da Casa, para estarem presentes na visita, que é mais uma ação em defesa da SME.

Conheça a atuação da Frente Parlamentar acessando aqui.

Reforma Política e Diretas Já - PT da capital promove debate nesta segunda-feira - 26 de junho

Colóquios PTPoA - Nº 2

Os(a) Vereadores(a) da Bancada e o  PT Municipal de Porto Alegre convidam para participarem da segunda edição do Colóquios Porto Alegre Democrática de Verdade - que debaterá a Reforma Política e as eleições Diretas Já.

O evento contará com a Deputada Federal  Maria do Rosário, o Deputado Federal  Elvino Bohn Gass, a cientista política Céli Pinto e Raul Pont.

Nesta segunda-feira 26 de junho - 18h -  Plenário Ana Terra da Câmara Municipal de Porto Alegre (Av. Loureiro da Silva, 255 - Centro Histórico)

A Bancada do PT, composta pelos vereadores Aldacir Oliboni, Adeli Sell, Marcelo Sgarbossa e Sofia Cavedon, realizará durante o ano vários Colóquios abordando os principais temas da cidade.

O 1º Colóquio, realizado em maio, debateu: “Qual a Carris que Queremos?”

domingo, 25 de junho de 2017

EMEI Santo Expedito - Crianças abraçam a escola onde sonham brincar e aprender

Foto Sandra Ilíbio Braz
Crianças abraçando a escola onde sonham brincar e aprender -  EMEI Santo Expedito, no Rubem Berta, prontinha desde o início do ano, só faltam as professoras e monitores. A peregrinação de mães e pais esbarra na ausência de prioridade por parte do prefeito, mesmo sendo este o nível de ensino de sua prioridade e responsabilidade. Terça feira, na reunião da Cece com o Secretário Adriano Naves, voltarei pautar esta demanda!”  A manifestação é da vereadora Sofia Cavedon (PT) que participou do abraço a Escola, promovido por Mães, Pais e Avós que ainda aguardam vaga para seus filhos/as, realizado na manhã deste domingo (25).

Foto Sandra Ilíbio Braz
Conforme lembra Sofia, que está desde o início do movimento apoiando a luta, a EMEI Santo Expedito é fruto do Pro Infância, programa do governo federa da gestão Dilma Roussef, de Educação Infantil Integral.

Foto Marta Resing
As crianças estão matriculadas e deviam ter iniciado o ano em março! Procurada pelas famílias há um mês, depois de baterem em muitas portas, tentei agenda com o Secretário da Educação de Porto Alegre, não conseguindo, levei-as ao MP onde a Promotora de Justiça Dra. Danielle Bolzan, recebeu a demanda já tendo solicitado informações à escola e SMED. Estivemos também no MP de Contas, uma vez que as metas de atendimento da Educação Infantil estão sendo monitoradas por aquele órgão. Procurador-geral do Ministério Público de Contas (MPC), Dr. Geraldo Da Camino, nos recebeu muito preocupado e zeloso com a infância, com certeza, tomando providências quanto à demanda. Também apresentei uma moção de apoio à lutas dessas famílias que foi aprovada por unanimidade na Câmara Municipal na semana que passou”, descreve a vereadora.

Sofia informa ainda que tentará sensibilizar o Secretário Municipal de Educação na próxima terça, 27/6, quando a Comissão de Educação da Câmara estará em audiência com ele. “Nada justifica que quase 100 crianças de 0 a 4 anos fiquem se esse atendimento tão sonhado e conquistado com tanto esforço pela cidade de Porto Alegre”, destaca.

Veja aqui a trajetória da luta pela abertura de vagas na EMEI Santo Expedito.

Eleição Cpers - Apoiamos a Chapa 2 - Cpers Unido e Forte

O mandato da vereadora Sofia Cavedon (PT) apoia a Chapa 2 - Cpers Unido e Forte - na eleição que ocorre na próxima semana

O Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul (Cpers) realiza nesta terça e quarta-feira - dias 27 e 28 de junho - eleições para definir sua nova direção estadual e as direções dos 42 núcleos regionais da entidade para os próximos três anos. De acordo com a comissão eleitoral do sindicato, são 82.923 professores e funcionários, ativos e inativos, sócios aptos a votar para definir se reelegem a atual gestão ou optam por uma das três chapas de oposição.

Serão colocadas urnas em todas as escolas da rede estadual, com exceção de algumas com difícil acesso, que terão urnas volantes, e nas sedes dos 42 núcleos regionais do sindicato, que contarão com urnas eletrônicas. Ganha a eleição a chapa que fizer acima de 35% dos votos no primeiro turno. Caso nenhuma atinja esse patamar, será realizado um segundo turno em data a ser definida. O resultado deve ser divulgado até o dia 29, segundo Nilza de Souza Schebella, presidente da Comissão Eleitoral do Cpers.

Posteriormente, será realizada a eleição para os representantes sindicais em cada escola, dos representantes municipais dos representantes dos aposentados e ainda dos representantes 1 por mil, que também irão compor o Conselho Geral e o Conselho dos Núcleos dos sindicatos. A nova direção deve assumir após a conclusão desse processo.

Chapa 2: Cpers Unido e Forte

Comandada pela atual presidente do sindicato, Helenir Aguiar Schürer, a Chapa 2 terá como principal pauta reafirmar o enfrentamento ao governo do Estado na questão financeira, defendendo o pagamento do piso nacional do magistério aos professores gaúchos e contra os projetos de ajuste fiscal encaminhados pelo Piratini à Assembleia Legislativa. “Queremos reafirmar o compromisso de transparência com as finanças do sindicato, que nós conseguimos hoje fazer com que o sindicato seja viável, com as contas tranquilas, e principalmente apostando muito na questão pedagógica, as mostras pedagógicas que nós fizemos foram fundamentais para a gente discutir a valorização e qualidade da escola pública e a luta que temos de reaproximação com os aposentados e funcionários de escola”, diz Helenir.

A atual presidente ainda defende que a mobilização do sindicato na atual gestão conseguiu que os funcionários de escolas fossem contemplados pelo Plano de Carreira e impediu que o governo aprovasse o fim do pagamento do adicional por difícil acesso, que atinge 69% da categoria. “Temos muito orgulho em dizer que fizemos a maior assembleia dos últimos 20 anos da categoria e a maior greve dos últimos 25 anos”, afirma. “Esta direção está aqui na Assembleia. Onde está a oposição aguerrida? Aqui não estiveram”, disse Helenir ao ser entrevistada nesta terça-feira.

Com informações do Portal Sul21.

SindBancários - Gimenis é reeleito para a Presidência do Sindicato

Foto Chapa 1
A Chapa 1 - Vamos Juntos, liderada pelo atual presidente Everton Gimenis, é a grande vencedora das eleições para o mandato 2017/2020 do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e região. A apuração terminou depois da 1h da madrugada deste sábado (24), no auditório da Casa dos Bancários.

Confira o resultado:
Chapa 1 - 3.789 votos - 57,2%
Chapa 2 - 2.035 votos - 30,72%
Chapa 3 - 800 votos - 12,08%
Foto Chapa 1
Total de votos apurados - 6.706

O presidente reeleito do Sindbancários, Everton Gimenis, agradece a todos os bancários e bancárias que votaram nesta eleição e convoca: dia 30 é dia de Greve Geral para barras as Reformas!

"Colegas, obrigado pela confiança e credibilidade depositada no nosso trabalho, Foi com a nossa unidade que conquistamos muitos benefícios e direitos nos últimos anos. O contexto político de retirada de direitos que lutamos tanto para conquistar vai exigir muita luta no próximo período.
Seguimos juntos na luta!"

Fonte: Facebook Chapa 1.


sábado, 24 de junho de 2017

Pepe Vargas toma posse na presidência do PTRS: “A luta continua"

A vereadora Sofia Cavedon participou neste sábado (24) da posse do deputado federal Pepe Vargas como presidente do PTRS, que foi marcada por discursos fortes.

Foto Vanessa Vargas
Dirigentes partidários, lideranças nacionais e de movimentos sociais fizeram a defesa de que o Partido deve retomar e reafirmar seu papel na construção, junto com os trabalhadores, de um projeto popular e democrático para fazer frente ao projeto neoliberal que se instalou em nível nacional, estadual e municipal. (veja ato de posse na íntegra https://www.facebook.com/13ptrs/?ref=bookmarks). 

Ary Vanazzi, que passou o cargo a Pepe, depois de exercer a presidência por quatro anos, falou emocionado sobre o papel importante que o PT gaúcho teve e que deverá ter no cenário político nacional externa e internamente no próximo período.

Segundo ele, o PT do Rio Grande do Sul nunca abriu mão do programa partidário e sempre gerou sínteses políticas – muitas vezes definidoras para a direção nacional, como a própria realização do Congresso Marisa Letícia Lula da Silva, onde o Partido reafirmou seu o compromisso com a classe trabalhadora. “O que estamos enfrentando e vamos enfrentar por um longo período neste país e no RS, de maneira clara e contundente, é a luta de classes. E o PT tem que voltar a se posicionar neste sentido, ao lado de movimentos sociais e de partidos compromissados com a classe trabalhadora, que originou o PT”, reforçou, ressaltando neste sentido o caráter imprescindível da Frente Brasil Popular.

Foto Vanessa Vargas
Em seu discurso, Pepe fez uma análise da conjuntura e concordou com Vanazzi de que o pior para o PT já passou, mas preveniu que a luta ainda será dura para o Partido resgatar seu papel e sua imagem e, sobretudo, e para construir um novo programa que volte a dar esperança ao povo brasileiro de que o Brasil pode ser melhor e mais justo. “Vamos ter que atuar de forma a contrapor o discurso de criminalização da política, resistir ao golpe, que continua com a implantação da agenda neoliberal e regressiva e barrar a tentativa da direita, que quer impedir a construção de um projeto democrático popular e interditar a candidatura do companheiro Lula”, pontuou.

Os discursos do ex e do atual presidente ganharam reforço de importantes quadros partidários gaúchos e, ainda da presidente do PT nacional, senadora Gleisi Hoffmann do senador Lindbergh Farias, do líder do PT na Câmara Federal, deputado Carlos Zarattini, do senador Paulo Paim e do ex-governador Tarso Genro. Impossibilitados de comparecem à posse, enviaram vídeos de saudação à nova direção estadual e, de forma unânime, reconheceram o “papel fundamental do PTRS, que é referência para os PTs regionais, por suas posições firmes e combativas, e também como construtor de políticas de vanguarda em seus governos, como o Orçamento Participativo”.

Foto Vanessa Vargas
A posse contou, ainda, com a presença do presidente do PCdoB do Rio Grande do Sul, Adalberto Frasson. Ele avalia o quadro político como instável, porque a democracia foi violentada. “É um quadro difícil e não sabemos ainda o que vai acontecer. Por isto nós, partidos de esquerda, temos que nos unir a movimentos sociais e à sociedade civil organizada para conversar com o povo e ouvir o povo, que foi iludido com a falsa promessa de que a vida iria melhorar depois do golpe, o que não aconteceu. Precisamos, junto com o povo, construir um projeto para o Brasil e para o estado.

Discursaram, ainda, a líder da bancada na Assembleia Legislativa, deputada Stela Farias, que também compõe o Diretório Estadual. Ela disse que, apesar dos momentos difíceis, o PTRS tem que se orgulhar das posições políticas assumidas no último período – muitas vezes contrariando acertadamente as defendidas pelo partido em nível nacional - e de ser construtor da luta da esquerda. “Vamos continuar demonstrando, aqui no RS, claramente a nossa responsabilidade política”, afirmou.

A deputada Maria do Rosário concorda com Stela, mas disse que o PT deve voltar a atuar na luta junto com os movimentos sociais. “O partido deve assumir um papel pedagógico e voltar fazer formação na luta”. Falou do desmantelamento do Estado e criticou a substituição de políticas públicas por ações discriminatórias e truculentas, citando como exemplo a desocupação Lanceiros Negros.

Participaram do ato de posse de Pepe Vargas lideranças de movimentos sociais, vereadores, deputados estaduais e federais do PT, dirigentes e militantes. No mesmo ato, foram empossados os 60 membros do diretório estadual e definida a Executiva, que tem como primeiro vice Carlos Pestana Neto.

Fonte: Página do Favebook PTRS.

EMEI Santo Expedito - Mães e Avós fazem ato na frente da Escola neste Domingo (25)

Foto Arquivo
Moção de Solidariedade ao Movimento das Mães e Avós com filhos/as em lista de espera para a Escola, proposta pela vereadora Sofia Cavedon (PT) foi aprovada na Câmara Municipal nesta quarta-feira (21/6). Leia aqui.

Abraço na Escola

As mães e avós que aguardam vaga para as crianças na EMEI Santo Expedito, zona Norte da capital, promovem ato neste Domingo - 25 de Junho - às 11h, quando farão um abraço na Escola.

Após várias ações junto ao Ministério Público do RS, ao Ministério Público de Contas, e na Câmara de Vereadores/as, as mães decidiram pelo abraço neste domingo para mostrar a população e ao governo que não irão descansar enquanto a Santo Expedito não estiver funcionando a pleno, afirma Mariane Junqueira da Comissão de Mães.

Foto Marta Resing
A vereadora Sofia, que está junto na luta pelo funcionamento da escola, foi convidada a participar do ato, assim como vários outros vereadores/as.

A EMEI Santo Expedito está localizada na rua Gabriel Bezerra Cavalcanti, esquina com a rua Santo Expedito, no Parque Imperatriz, bairro Rubem Berta.

EMEI Santo Expedito

Inaugurada em dezembro do ao passado, a escola possui capacidade para atender 171 crianças, entre 0 e 5 anos e 11 meses, em turno integral. O Jardim de Infância está funcionando em horário reduzido, uma turma no turno da manhã e duas turmas das 8h às 17h, quando a previsão seria do funcionamento das 7h às 19h. Também para o funcionamento pleno a instituição precisa de 04 professores de 20 horas ou 02 professores de 40h, e mais 24 monitores, para atender 03 turmas de Jardim, 03 turmas de Maternal e 02 turmas de Berçários. Foram investidos R$ 1.497 milhão com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação e da Prefeitura.

Veja aqui a luta da comunidade.