terça-feira, 27 de junho de 2017

Educação Infantil - Falta de vagas será tema de reunião conjunta de Comissões da Câmara Municipal

Foto Tonico Alvares/CMPA
Reunião conjunta entre as Comissões de Defesa do Consumidor, Direitos Humanos e Segurança Urbana (Cedecondh) e a de Educação, Cultura, Esporte e Juventude (Cece), e a constituição de uma audiência pública para debater sobre a falta de vagas na educação infantil da Rede Municipal, foram os principais encaminhamentos da reunião da Cedecondh realizada nesta terça-feira (27/6), na Câmara Municipal de Porto Alegre.

Foto Sandra Ilíbio Braz
A vereadora Sofia Cavedon (PT), integrante da Cece, participou da audiência levando a demanda da EMEI Santo Expedito, que sofre com a falta de recursos humanos desde o início do ano, prejudicando a comunidade da região. “A situação na cidade é dramática”, lamenta a parlamentar.

Falta de servidores na Escola Maria Marques Fernandes

Na pauta da reunião da Cedecondh desta semana estava os problemas que a Escola Municipal de Educação Infantil Maria Marques, que fica na Lomba do Pinheiro, vem enfrentando na atual gestão. E o diagnóstico foi de que existe falta de servidores para exercer a funções em sala de aula.

A integrante do conselho de pais e alunos da escola, Josimar Barreto ressalta que existe um abandono por parte do executivo junto à escola. Diz que foi organizada uma equipe de sete pais para mobilizar ações com o legislativo, judiciário e comunidade local. “A escola existe há 48 anos e nunca passamos por isso, de ficar sem professores, monitores e termos que muitas vezes ter que pagar alguém para ficar com nossos filhos, porque a escola não tem condições de cumprir o seu horário de resguardo aos alunos”, desabafa a mãe.

O vereador Alex Fraga (PSOL), proponente da reunião explicou que desde de janeiro de 2017 há um problema crônico de falta de professores e monitores para tender principalmente os alunos da  rede educação infantil. “Os pais dos alunos nos procuraram para nos contar da dificuldade que têm enfrentado diariamente. A instituição tem 130 alunos e conta com cinco professores, quatro servidores da área administrativa, nove monitores, cinco estagiários na parte da manhã, uma técnica de nutrição e sete servidores da equipe diretiva. E não tem mais condições de cumprir o horário letivo que antes era das 7 horas às 19horas e agora vai somente até às 16 horas”.

Foto Gabinete
Escola – O diretor da Escola Maria Marques Fernandes, Marcelo de Burgues, enfatizou que a prefeitura não irá chamar novos servidores para completar o quadro até dezembro de 2017 e que as funções estão sendo acumuladas. “Nós como diretores muitas vezes temos que ir para sala de aula dar apoio aos professores, por falta de monitores, e isso faz com que tenhamos que deixar nossas funções. E ainda existe o receio dos servidores de ultrapassar a carga horária, que é de 20 ou 30 horas/semana, sem o respaldo devido”, completa.

Conselho Municipal de Educação – A presidente, Isabel Medeiros disse que em 2016 foram 247 aposentadorias e atualmente muitos professores estão adoecendo. “Vemos muitos servidores entrando em biometria e a desvalorização do educador que não tem amparo estrutural e nem emocional para trabalhar dentro das escolas. Há uma descontinuidade das políticas públicas na educação. O que se percebe é uma desestruturação nas rotinas e nas formas de trabalho. É necessário um planejamento e organização do poder executivo. O estagiário que deveria ser monitorado, as vezes fica sozinho em sala de aula”, aponta.

A audiência foi coordenada pelo vereador e presidente da comissão, Cássia Carpes (PP), e contou com a presença  dos/as vereadores/as integrantes, Comandante Nádia (PMDB), João Bosco Vaz (PDT), Mônica Leal (PP). Também estiveram presentes na Cedecondh, representantes Comissão de Paz da escola, Associação de Professores do Município de Porto Alegre (ATEMPA), Simpa, Polícia Civíl e Comissão de Mães e Avós da EMEI Santo Expedito (zona Norte).