sexta-feira, 30 de junho de 2017

Greve Geral mobilizou milhares em Porto Alegre

Foto PT PoA
Milhares participaram do ato da #GreveGeral em Porto Alegre e caminharam até o Palácio Piratini em protesto pela prisão arbitrária de um sindicalista que participava das mobilizações. #GrevePorDireitos

Em todo o estado, pelo menos 32 municípios tiveram mobilizações neste dia de greve geral, marcado em todo o país por greves, paralisações e protestos contra essas reformas de Temer e por “Fora Temer” e “Diretas Já”.


Em Porto Alegre, apesar da chuva e da truculência da Brigada Militar, que jogou  bombas e prendeu um professor como terrorista, estudantes estavam na praça com os professores, servidores públicos e bancários paralisados, entre outras categorias.

Municipários aderiram à greve por direitos

Nessa sexta-feira (30/6), a categoria municipária participou da Greve Geral chamada pelas centrais sindicais, sindicatos e movimentos populares contra as reformas da Previdência e Trabalhista. A Educação teve paralisação parcial nas EMEFs e outros setores de trabalho somaram-se aos atos em frente ao HPS e à SMA. A mobilização também foi contra os ataques de Marchezan Júnior.

Foto PT PoA
Às 5h, servidores do município e trabalhadores de demais categorias fecharam as garagens de ônibus da Carris, Sudeste, Estoril, Gasômetro, Navegantes, Presidente Vargas e Trevo. Meia hora depois, a Brigada Militar (BM) agiu com truculência e gás lacrimogêneo para desobstruir as portas.

Três trabalhadores foram levados ao Palácio da Polícia. Altemir Cozer, ex-vice presidente do CPERS e da executiva estadual da CSP Conlutas ficou detido e não foi liberado até o momento.

Atos da Categoria

Foto Tiago Morbach/Simpa
Parte dos municipários em greve dirigiu-se para o Hospital de Pronto Socorro (HPS), a partir das 7h. De lá, foram em caminhada até o centro. Se não bastasse a falta de servidores no HPS, o governo Marchezan está dando fim à enfermaria de traumatologia, desativando 11 leitos masculinos. E ainda ameaça privatizar o Hospital Materno Infantil Presidente Vargas (HMIPV).

Outra parte da categoria estava em frente à Secretaria Municipal de Administração (SMA). Mobilizados, gritavam “Fora Marchezan”. Na próxima quarta-feira (5/7), será votado o PL enviado pelo governo à Câmara que propõe o aumento da contribuição previdenciária dos municipários de 11% para 14%.

Ao meio dia, os dois grupos se encontraram na SMA e, junto com o movimento Lanceiros Negros resiste, foram para o ato unificado na Esquina Democrática. Dali, saíram em caminhada com todos os movimentos e sindicatos presentes até o Palácio do Governo exigir a libertação do professor Altemir.

Fonte: Portal do Simpa.