sábado, 24 de junho de 2017

Pepe Vargas toma posse na presidência do PTRS: “A luta continua"

A vereadora Sofia Cavedon participou neste sábado (24) da posse do deputado federal Pepe Vargas como presidente do PTRS, que foi marcada por discursos fortes.

Foto Vanessa Vargas
Dirigentes partidários, lideranças nacionais e de movimentos sociais fizeram a defesa de que o Partido deve retomar e reafirmar seu papel na construção, junto com os trabalhadores, de um projeto popular e democrático para fazer frente ao projeto neoliberal que se instalou em nível nacional, estadual e municipal. (veja ato de posse na íntegra https://www.facebook.com/13ptrs/?ref=bookmarks). 

Ary Vanazzi, que passou o cargo a Pepe, depois de exercer a presidência por quatro anos, falou emocionado sobre o papel importante que o PT gaúcho teve e que deverá ter no cenário político nacional externa e internamente no próximo período.

Segundo ele, o PT do Rio Grande do Sul nunca abriu mão do programa partidário e sempre gerou sínteses políticas – muitas vezes definidoras para a direção nacional, como a própria realização do Congresso Marisa Letícia Lula da Silva, onde o Partido reafirmou seu o compromisso com a classe trabalhadora. “O que estamos enfrentando e vamos enfrentar por um longo período neste país e no RS, de maneira clara e contundente, é a luta de classes. E o PT tem que voltar a se posicionar neste sentido, ao lado de movimentos sociais e de partidos compromissados com a classe trabalhadora, que originou o PT”, reforçou, ressaltando neste sentido o caráter imprescindível da Frente Brasil Popular.

Foto Vanessa Vargas
Em seu discurso, Pepe fez uma análise da conjuntura e concordou com Vanazzi de que o pior para o PT já passou, mas preveniu que a luta ainda será dura para o Partido resgatar seu papel e sua imagem e, sobretudo, e para construir um novo programa que volte a dar esperança ao povo brasileiro de que o Brasil pode ser melhor e mais justo. “Vamos ter que atuar de forma a contrapor o discurso de criminalização da política, resistir ao golpe, que continua com a implantação da agenda neoliberal e regressiva e barrar a tentativa da direita, que quer impedir a construção de um projeto democrático popular e interditar a candidatura do companheiro Lula”, pontuou.

Os discursos do ex e do atual presidente ganharam reforço de importantes quadros partidários gaúchos e, ainda da presidente do PT nacional, senadora Gleisi Hoffmann do senador Lindbergh Farias, do líder do PT na Câmara Federal, deputado Carlos Zarattini, do senador Paulo Paim e do ex-governador Tarso Genro. Impossibilitados de comparecem à posse, enviaram vídeos de saudação à nova direção estadual e, de forma unânime, reconheceram o “papel fundamental do PTRS, que é referência para os PTs regionais, por suas posições firmes e combativas, e também como construtor de políticas de vanguarda em seus governos, como o Orçamento Participativo”.

Foto Vanessa Vargas
A posse contou, ainda, com a presença do presidente do PCdoB do Rio Grande do Sul, Adalberto Frasson. Ele avalia o quadro político como instável, porque a democracia foi violentada. “É um quadro difícil e não sabemos ainda o que vai acontecer. Por isto nós, partidos de esquerda, temos que nos unir a movimentos sociais e à sociedade civil organizada para conversar com o povo e ouvir o povo, que foi iludido com a falsa promessa de que a vida iria melhorar depois do golpe, o que não aconteceu. Precisamos, junto com o povo, construir um projeto para o Brasil e para o estado.

Discursaram, ainda, a líder da bancada na Assembleia Legislativa, deputada Stela Farias, que também compõe o Diretório Estadual. Ela disse que, apesar dos momentos difíceis, o PTRS tem que se orgulhar das posições políticas assumidas no último período – muitas vezes contrariando acertadamente as defendidas pelo partido em nível nacional - e de ser construtor da luta da esquerda. “Vamos continuar demonstrando, aqui no RS, claramente a nossa responsabilidade política”, afirmou.

A deputada Maria do Rosário concorda com Stela, mas disse que o PT deve voltar a atuar na luta junto com os movimentos sociais. “O partido deve assumir um papel pedagógico e voltar fazer formação na luta”. Falou do desmantelamento do Estado e criticou a substituição de políticas públicas por ações discriminatórias e truculentas, citando como exemplo a desocupação Lanceiros Negros.

Participaram do ato de posse de Pepe Vargas lideranças de movimentos sociais, vereadores, deputados estaduais e federais do PT, dirigentes e militantes. No mesmo ato, foram empossados os 60 membros do diretório estadual e definida a Executiva, que tem como primeiro vice Carlos Pestana Neto.

Fonte: Página do Favebook PTRS.