quinta-feira, 13 de julho de 2017

Ato da Frente Brasil Popular contra as reformas de Temer, em defesa de Lula e de Diretas Já

Foto Rozane Dalssaso
#ForaTemer - Solidariedade a Lula cuja condenação sem provas é a continuidade do golpe que quer impor ao Brasil retrocessos brutais nos direitos sociais! Vereadora Sofia Cavedon (PT) e o ex-vice-governador do RS Miguel Rossetto, participou no início da noite desta quinta-feira (13), do ato promovido pela Frente Brasil Popular no Rio Grande do Sul na Esquina Democrática, no centro de Porto Alegre.

Centrais e entidades sindicais, movimentos sociais e partidos de esquerda protestaram contra as chamadas reformas trabalhista e da Previdência do golpista Michel Temer (PMDB), gritaram “Fora Temer” e Diretas Já” e manifestaram solidariedade ao ex-presidente Lula.

O secretário de Comunicação da CUT-RS, Ademir Wiederkehr, protestou contra a aprovação do projeto da “reforma” trabalhista na última terça-feira (11) no Senado, dizendo que “eles rasgaram a CLT”, na medida em que retira direitos, precariza o trabalho, enfraquece os sindicatos e limita a Justiça do Trabalho.

Foto Ricardo Stricher/Jornal Já
Ele denunciou que os senadores Ana Amélia (PP) e Lasier Martins (PSD), “ex-funcionários da RBS, afiliada da Globo”, votaram a favor do projeto, enquanto Paulo Paim (PT) foi contra. “Isso mostra que os políticos não são todos iguais”.  Ana Amélia e Lasier foram vaiados.

Para Ademir, o desmonte da CLT é “mais um golpe dentro do golpe” e que é preciso continuar resistindo. “Temos que lutar agora pela revogação dessa reforma, assim como da lei da terceirização e de outras medidas dos golpistas contra o povo brasileiro.” Um dos caminhos é realização de eleições direitas já. “Precisamos restabelecer a democracia e somente um presidente eleito poderá acabar com esse entulho golpista”.

Condenaram Lula para tentar impedir que seja candidato

O dirigente da CUT-RS manifestou também solidariedade “ao companheiro Lula”, afirmando que foi condenado sem provas pelo juiz Sérgio Moro, de Curitiba, a nove anos e meio de prisão por causa de um tríplex que nunca foi dele.

“Lula foi o melhor e o mais popular presidente do Brasil, conforme várias pesquisas, mas as elites brasileiras, de origem escravocrata, e o capital financeiro, que financiaram o golpe, querem impedir que ele seja candidato nas próximas eleições”, ressaltou.

Ademir chamou a atenção para o fato de que o recurso contra a condenação de Lula será julgado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre. “Temos uma grande responsabilidade para mostrar nas ruas aos desembargadores de que não aceitamos a condenação porque não foram apresentadas provas contra Lula, apesar do longo processo judicial e midiático”, frisou.

“Querem condenar Lula porque representa um projeto de inclusão social, desenvolvimento, distribuição de renda e soberania nacional”, salientou.

Condenação para desviar as atenções do povo

Foto Rozane Dalssaso
A condenação de Lula foi anunciada um dia depois da aprovação da “reforma” trabalhista e no calor dos debates da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, que acabou de votar nesta quinta-feira pela rejeição da denúncia feita pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para que o Supremo Tribunal Federal (STF) investigue o presidente ilegítimo por corrupção passiva.

“Nada acontece por acaso. A sentença foi usada pelo comando do golpe para desviar as atenções do povo brasileiro, a fim de tentar abafar o desgaste dos 50 senadores que rasgaram a CLT e aliviar os deputados da tropa de choque do Temer na CCJ da Câmara”, observou Ademir.

“Querem manter o povo afastado para aprofundar a agenda do golpe, mas é preciso mobilizar os trabalhadores, as mulheres, os estudantes, a fim de tomar as ruas para barrar as reformas”, defendeu o dirigente da CUT-RS. Na próxima quinta-feira (20) haverá manifestações em todo o Brasil em defesa da classe trabalhadora e da democracia.

Ladrões de direitos

Houve também várias manifestações de representantes de entidades sindicais e movimentos sociais que integram a Frente Brasil Popular no RS, além dos dirigentes Carlos Pestana, do PT, e Abigail Pereira, do PCdoB.

Ao final, as animadoras do ato Suélen Gonçalves e Silvana Conti puxaram o Hino Nacional. Muitos se deram as mãos para entoar a canção. “Não podemos deixar que os golpistas nos roubem o hino, que é um símbolo do povo brasileiro e cantá-lo é um direito que nós temos”, enfatizou Silvana.

Fonte: Portal da CUT/RS.