sexta-feira, 21 de julho de 2017

Smed vai fechar turmas do EJA em Porto Alegre


A vereadora Sofia Cavedon (PT) repudia mais esse ataque do Governo do PSDB à Educação Municipal e solicitará agenda na Comissão de Educação, Cultura, Esporte e Juventude (Cece) da Câmara de Porto Alegre, para tratar do assunto.


Também estaremos presente na organização da resistência em Defesa da EJA da RME da capital, contra o cancelamento do projeto feito pelo Prefeito, que mais uma vez atropela a Rede Municipal de Ensino sem diálogo e acabando com políticas públicas importantes para a cidade.


Convidamos educadores e educadoras a participarem da plenária de mobilização e reunião do Fórum da EJA RS!

O EJA de Porto Alegre é uma conquista histórica da Rede Municipal e atualmente é composto por 6.233 alunos e encontrado em 33 escolas municipais.


Novos alunos que quiserem se matricular no programa de Educação de Jovens e Adultos (EJA) em Porto Alegre vão se deparar com algumas mudanças feitas pela gestão do Prefeito Marchezan Junior. A partir do próximo semestre, todos os estudantes que se interessarem pela modalidade terão aulas no CMET (Centro Municipal de Educação dos Trabalhadores) Paulo Freire, no bairro Santana, que atende, atualmente, 756 pessoas.




Leia abaixo a Nota da Atempa sobre o EJA

A Associação dos/as Trabalhadores(as) em Educação do Município de Porto Alegre (Atempa), como defensora intransigente da educação democrática, pública, laica, universal, plural, inclusiva e de qualidade, vem DEFENDER E REAFIRMAR A IMPORTÂNCIA DAS MATRÍCULAS NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS (EJA) A QUALQUER TEMPO. MANIFESTAMOS NOSSO DESACORDO EM RELAÇÃO A QUAISQUER MEDIDAS QUE VENHAM FECHAR VAGAS, DE MODO A REDUZIR A OFERTA E O SERVIÇO NA REDE MUNICIPAL.

A EJA, como uma modalidade da educação básica, tem sustentabilidade legal amparada na Constituição Federal, na Lei de Diretrizes e Bases da Educação-LDB, nas Diretrizes do Conselho Nacional de Educação, no Plano Nacional de Educação, em tratados e pactos internacionais, dos quais o país é signatário, bem como as Metas e Diretrizes em relação à EJA, aprovadas no Plano Municipal de Educação (2015-2025).

Indagamos as medidas com o objetivo de diminuir o número de escolas que oferecem essa modalidade, pois são tomadas sem nenhum diálogo por parte da mantenedora com as comunidades escolares. Desta forma, estarão dificultando o acesso e a permanência dos jovens e adultos na escola, uma vez que a distância da casa do(a) educando(a) para a instituição de ensino pode ser um motivo a mais para o agravamento do já preocupante quadro do “abandono escolar”.

Compreendemos a EJA como direito humano, constitucionalmente garantido a todos(as), independente da idade que possuem, e como condição para a inclusão social dos sujeitos. A educação em Porto Alegre sempre foi vista como um direito em qualquer idade, sendo ofertada a qualquer tempo, ao longo da vida. Por isso, não aceitaremos retrocessos em relação as conquistas dessa rede e a oferta de vagas na EJA.

Diante desse quadro, de acabar com a EJA nas escolas Municipais, exigimos do poder público municipal a obrigação constitucional de garantir políticas públicas adequadas e efetivas, que invistam na qualidade do ensino e na intersetorialidade da educação oferecida aos jovens e adultos.

Não iremos nos calar!!!

#SemAssédio
#SemMordaça
#MarchezanNãoAtaqueaEducação

Fonte: Página do Facebook da Atempa Educadores.