quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Vitória! Justiça derruba decreto que acabava com a segunda passagem gratuita

O Tribunal de Justiça do Estado  concedeu nesta quinta-feira (31), uma liminar determinando a suspensão da vigência do Decreto Municipal nº 19.803/17, que acabou com a segunda passagem gratuita em Porto Alegre.

A liminar foi solicitada pela Bancada da Oposição, composta pelo PT e PSOL, e outros vereadores, que através de uma ação popular, solicitava a a anulação da vigência do decreto do prefeito Marchezan, que retirou a gratuidade da segunda passagem, penalizando trabalhadoras e trabalhadores da capital.

O juiz Jose Antonio Coitinho, da 2ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Porto Alegre, diz no documento que "considerando que os passageiros estão desembolsando valor maior para o transporte público e que não se vislumbra forma equilibrada de proceder na devolução deste numerário para cada uma das pessoas atingidas pela mudança legislativa, necessária a pronta intervenção judicial".
Assista a manifestação de Sofia Cavedon: 
Vitória de todos e todas! Vitória da cidade!

Veja o conteúdo da decisão:

Educadoras Populares terão curso de qualificação na Faced/Ufrgs

Foto Rozane Dalsasso
As educadoras e educadores que atuam na Educação Infantil de Porto Alegre conquistaram novo espaço para a qualificação profissional. Curso de formação será oferecido pela Faculdade de Educação (Faced) da Ufrgs já em 2018.

A informação é da vereadora Sofia Cavedon (PT), que participou da reunião realizada no início da tarde desta quinta-feira (31), com o diretor Faced, Prof. Cesar Lopes, juntamente com a coordenação da Associação dos Educadores Populares de Porto Alegre (Aeppa). 

No encontro a Faced apresentou o curso para educadoras da Educação Infantil da rede pública e conveniada, com duração de 90 horas, quatro turmas de 35 alunas cada, para 2018, com aula inaugural ainda este ano. A exigência para o ingresso é a formação em Magistério e dois anos de docência.

Sofia destaca que a proposta vem sendo discutida com a direção da Faculdade e que contou com a contribuição da emenda do deputado federal Pepe Vargas (PT) que destina R$ 560 mil para realização do Curso de Pedagogia à Distância pela Universidade. “Ao ser liberada a verba vai apoiar a continuidade do curso à distância, onde já estudam algumas educadoras populares”, diz Sofia.          

Uergs

Foto Uergs
Na semana que passou Sofia e representantes da Aeppa, estiveram reunidas com a pró-reitora de Ensino, Gabriela Dias, e a chefe de Gabinete, Patrícia Camargo, da Universidade Estadual do RS (Uergs), em busca de cooperação da instituição. De acordo com a reitora, a Uergs tem interesse em ofertar a formação. 

Também participaram da reunião a coordenadora pedagógica da Escola Arco ìris, Denise da Rosa, a dirigente da Escola de Educação Infantil São Marcos, Isabel Cristina Rosa, Giovani Freitas, da Creche São Marcos, Lucimar Tossedo, da Creche São Pedro, e Fernanda Paulo, da Aeppa.

A vereadora Sofia, desde o ano 2000, incentiva e propõe iniciativas junto às universidades para a realização do curso de Pedagogia para a Educação Popular na capital. Veja aqui a sua trajetória nessa luta.

Sofia visita o Estúdio Fly Áudio Produtora

Foto Rozane Dalsasso
A convite, a vereadora Sofia Cavedon (PT) visitou na manhã desta quinta-feira (31), o Estúdio Fly Áudio Produtora,  localizado na rua  Eng. Ludolfo Boehl, 325, bairro Glória.

A Fly Áudio é uma empresa voltada para diversas atividades ligadas à produção de áudio: trilhas, locuções, cinema e TV, eventos, cursos e gravação de CDs e DVDs. Também estabelece parcerias com artistas, quando o estúdio se transforma em um laboratório criativo para que os músicos testem e registrem seu trabalho. Conforme a vereadora, “já formou muitos músicos e, literalmente, tira do bolso pra manter o povo na arte”.            

Foto Rozane Dalsasso
Sofia foi convidada por Rafael Rhoden, um dos construtores da Fly, que tem em seu estúdio uma sala de gravação de 60m² com pé direito de 3.80m com acústica viva e controlada em alguns pontos. O sistema é uma workstation Pro Tools 9 em uma plataforma Mac Pro8 core 2.5 integrado a um console digi 003. Possui ainda processamento analógico com periféricos de marcas como Avalon, Universal Audio, Focusrite, Joemeek e Tascam, informaram.

Cursos

A Fly Audio também oferece cursos regulares voltados para diversas áreas, incluindo aspectos técnicos, criativos e administrativos entre eles: locução; home studio; operação de P.A. (sonorização); áudio digital; pro tools básico; composição musical; concepção e elaboração de projetos culturais; baterista de gravação e DJ.

Foto Fly Áudio
A cargo de professores reconhecidos, e com valores de hora-aula acessíveis, os cursos acontecem em ambiente climatizado e com equipamento profissional. A proposta é formar pessoal qualificado para atuação nos vários setores envolvidos na produção sonora, incluindo publicidade, criação artística, operação de equipamentos e administração. Após participar de qualquer um dos cursos, o aluno recebe 20% de desconto em outro curso de sua escolha.

Saiba mais acessando o Blog da Fly Áudio Produtora.

Golpe parlamentar - Um ano após o impeachment, a verdade em conta-gotas

por Redação/Carta Capital

Foto Denise Iwamoto
Dilma Rousseff é inocentada no caso de Pasadena e da acusação de obstrução da Justiça, enquanto o Ministério Público reabre o processo das “pedaladas”

Dilma Rousseff, afastada pelo "conjunto da obra". Mas qual conjunto?

Há exatamente um ano, o Senado aprovava o afastamento definitivo de Dilma Rousseff da Presidência da República. Naquele 31 de agosto, não importavam mais os argumentos usados para justificar a abertura, meses antes, do processo de impeachment pelo então presidente da Câmara dos Deputados, o hoje detento Eduardo Cunha.

Diante da dificuldade em provar o crime de responsabilidade nas chamadas “pedaladas fiscais”, o adiamento do repasse de créditos a bancos públicos, a petista acabou defenestrada, segundo seus algozes, pelo “conjunto da obra”: a corrupção na Petrobras, que ela tentou combater, a compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, obstrução da Justiça, a crise econômica e a alta do desemprego... Além, é claro, por “defender o aborto” e ser uma ameaça a “Deus e à família”.

Passados 365 dias da catarse política, quando se tornou irreversível o golpe parlamentar, a verdade sobre certas acusações contra Dilma repetidas à exaustão começam a aparecer. Confira algumas:

Dilma inocentada (mais uma vez) no caso de Pasadena

Auditores do Tribunal de Contas da União voltaram a isentar a ex-presidenta de qualquer “ato de gestão irregular” na compra pela Petrobras da refinaria de Pasadena, realizada em 2006.

Um parecer de 2014 do mesmo tribunal havia inocentado a petista, mas, em suas delações premiadas, Nestor Cerveró, ex-diretor da estatal, e o ex-senador Delcídio do Amaral afirmaram que ela teria chancelado a transação. As declarações não se sustentaram em provas. O TCU manteve, porém, as condenações de José Sergio Gabrielli, ex-presidente da Petrobras, e do próprio Cerveró, instados a ressarcir 79 milhões de dólares aos cofres públicos.

No novo parecer, os auditores atestam: “O Conselho de Administração (NR: do qual Dilma fazia parte à época) não deliberou, no mérito, sobre a aquisição dos 50% remanescentes de Pasadena. Assim sendo, não há que se falar em responsabilização de seus membros”.

Foto Marta Resing
Não houve obstrução da Justiça, aponta laudo da Polícia Federal

Também com base na delação de Delcídio do Amaral, a PF investigou se a indicação de Marcelo Navarro para o Superior Tribunal de Justiça teria o objetivo de estancar a Lava Jato. Os investigadores concluíram que a nomeação não visava atrapalhar as investigações, como garantira Amaral, e sugeriram ao ministro Edson Fachin, relator da operação no Supremo Tribunal Federal, o arquivamento do inquérito.

O Ministério Público desarquiva o caso que inocentou Dilma nas “pedaladas”

O procurador Ivan Marx havia solicitado em 2016 o arquivamento das denúncias do processo que analisava diversas operações consideradas ilegais: os pagamentos à Caixa Econômica referentes ao programa Bolsa Família, o repasse dos royalties do petróleo, os desembolsos do Plano Safra, direcionado aos agricultores, entre outros.

No caso da CEF, Marx alegou não ter identificado uma operação de crédito, proibida por lei. Havia uma conta corrente entre o Ministério do Desenvolvimento Social e o banco. Quando o saldo era positivo, o ministério recebia. Se negativo, pagava juros à Caixa. Na maior parte do tempo, o MDS recebeu mais juros do que pagou.

No Plano Safra, o procurador constatou que a prática remetia a 1994, igualmente não se configurava uma operação de crédito e não causara dolo ao Erário.

Apesar da sustentação de Marx, a juíza do caso acatou apenas parcialmente o pedido de arquivamento. O procurador entrou com embargos de declaração, utilizados quando uma das partes enxerga conflitos de interpretação ou omissões em uma sentença.

Por causa dos embargos, o caso foi encaminhado para a 5ª Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público. Depois de um longo período na gaveta, a Câmara decidiu subitamente desarquivar a ação.

O colegiado considerou não ter havido omissão da juíza e redistribuiu o processo para outro procurador, ainda a ser indicado. A movimentação coincide com um questionamento de Marx à recente delação dos executivo da JBS (crimes contra o BNDES teriam sido omitidos).

Uma perícia do Senado do ano passado também havia inocentado Dilma.

Contas no exterior de Lula e Dilma supostamente mantidas pela JBS são "incomprováveis"

Foto Beth Di Gesu
O desarquivamento do inquérito das "pedaladas" e sua redistribuição talvez tenha relação com outra decisão do procurador Ivan Marx. Designado para apurar se Lula e Dilma teriam recebido 150 milhões de dólares em propina no exterior, o representante do Ministério Público afirmou ser impossível provar a versão do empresário Joesley Batista. "A versão dele é incomprovável", disse. "Pedimos documentos para comprovar e não veio nada".

Marx acrescentou, ao citar incongruências do depoimento de Batista: "Ele diz que as contas teriam recursos em favor dos ex-presidentes, mas elas estavam no nome do próprio Joesley. Era ele quem operava". Além disso, acrescentou, o dinheiro, supostamente destinado a doações eleitorais, era remetido ao exterior, mas não voltava ao Brasil para alimentar as contribuições de campanha da JBS.

Desemprego nas alturas

Embora tenha caído levemente em relação ao último trimestre móvel deste ano, a taxa de desemprego está 1,2 ponto percentual acima daquela registrada entre maio e julho de 2016. O Brasil possui neste momento 13,3 milhões de desocupados. Ainda segundo o IBGE, em 20% dos lares, nenhum dos integrantes possuía emprego no segundo trimestre deste ano.

Fonte: Portal da Revista Carta Capital.

Seminário sobre os 100 anos da Revolução Russa começa nesta sexta

Reflexões sobre 1917: Repensar um século de socialismo

Inicia nesta sexta-feira (01/9) o Seminário Reflexões sobre 1917: Repensar um século de socialismo, com a primeira edição contando com a participação de Paulo Visentini e Eduardo Mancuso, que recentemente lançaram livros sobre o centenário da Revolução Russa que acontece este ano.

Promovido pelos mandatos da vereadora Sofia Cavedon, deputado estadual Jeferson Fernandes, deputados federais Elvino Bohn Gass e Pepe Vargas, os encontros irão até o dia 14 de dezembro, sempre às 19h, no auditório do SindBancári@s - Rua Gen. Câmara, 424 – Centro Histórico – Porto Alegre.

A Revolução Russa

Os dois primeiros painelistas são Paulo Visentini, professor titular de Relações Internacionais da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), e o historiador Eduardo Mancuso, que lançaram os livros este ano “Os Paradoxos da Revolução Russa: Ascensão e queda do socialismo soviético (1917-1991)” e “A Revolução Russa de Outubro de 1917”, respectivamente.

No encontro será distribuída a primeira edição do Caderno Opção Socialista, que traz os artigos "Por que a revolução triunfou somente no Império Russo?" de Jose Luís Martins Ramos e "O comunismo soviético e o dilema dos partidos comunistas", de Jordi Borja, publicados na Revista Viento Sur.

Livros

Os Paradoxos da Revolução Russa: Ascensão e queda do socialismo soviético (1917-1991)” de Paulo Visentini - A obra apresenta novas teses sobre o stalinismo, as guerras e a queda da URSS, em um panorama histórico e contemporâneo das venturas e desventuras de uma das revoluções mais marcantes do século XX. Partindo de uma pergunta, O que é Revolução, Socialismo e Comunismo, examinam-se os antecedentes, a evolução e o colapso do sistema soviético em quatro capítulos: “Rumo ao poder: As Revoluções de 1905 e de 1917 (1905-1921)”, “A Revolução Isolada: O Socialismo em um Só País (1921/1947)”, “A URSS no mundo:  A Superpotência Socialista (1947/1987) e “O Colapso: Reformas, Crise e Desintegração da URSS (1987/1991)”.

O ensaio“A Revolução Russa de Outubro de 1917”, de Eduardo Mancuso, mostra as razões da Revolução. No ensaio o autor busca resgatar a legitimidade e a atualidade da utopia de um evento fundador do Século 20 (assim como a Revolução Francesa marcou o início da modernidade). Com o livro, Mancuso homenageia Ernest Mandel, dirigente marxista revolucionário da 4ª Internacional Socialista. A obra se apoia no Ensaio Crítico de Mandel, Octubre de 1917: Golpe de Estado o revolucion social.La legitimidad de la Revolucion Rusa, nunca editado em português.

Seminário

Os encontros somam-se as inúmeras manifestações, conferências, seminários que neste ano registram os cem anos da Revolução russa, em todo mundo.

Para as próximas edições já confirmaram presença em uma delas os e as convidadas/os: Céli Pinto, Raul Pont, Miguel Rossetto, Nalu Faria, Enéas de Souza, Margarida Salomão, Flavio Koutzii, Tatau Godinho, Tereza Campello, Aniger Ribeiro e Carlos Henrique Árabe.

Calendário
- 01 de Setembro – Sexta-feira - 1º Debate – A Revolução Russa de 1917
- 28 de Setembro – Quinta-feira - 2º Debate – Crise do Capitalismo - Crise Civilizatório
- 26 de Outubro – Quinta-feira - 3º Debate – Novas estratégias do Século XXI
- 23 de Novembro – Quinta-feira - 4º Debate – Partido e novas formas de participação
- 14 de Dezembro – Quinta-feira - 5º Debate – Reflexões sobre o Socialismo

23° Grito dos Excluídos: Por direitos e democracia

Em Porto Alegre o ato iniciará a partir das 9h, com concentração na Rótula das Cuias, nas proximidades do Parque Harmonia - bairro Praia de Belas.

Durante a Semana da Pátria, a população brasileira estará nas ruas para lutar contra os retrocessos do governo golpista de Michel Temer.

Entre os dias 2 e 7 de setembro acontecerão atos por todo país com o “Grito dos Excluídos, onde os Movimentos Sociais, articulados com a Frente Brasil Popular, irão às ruas em defesa da soberania nacional e pela democracia.

Os atos chamados de “O Grito dos Excluídos” acontecem desde 1995 e, hoje, chega a sua 23° Edição.

A cada ano o ato traz um mote central para dar vida ao movimento. Neste ano o lema será: “Por direitos e democracia“, que retrata a atual conjuntura do país e convoca a população para lutar contra os retrocessos do governo golpista de Michel Temer, que vem retirando os direitos do povo, principalmente dos trabalhadores e trabalhadoras.

O evento é tradicionalmente convocado pelas Pastorais Sociais e Movimentos Populares, e o tom da mobilização é a defesa da soberania nacional.

Com informações do Portal do PT Nacional.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Bancada do PT entra com representação no MP de Contas sobre o DMAE

Foto Luis Carlos Almeida
Em audiência com o procurador-geral do Ministério Público de Contas do Estado, Geraldo Da Camino, no início da tarde desta quarta-feira (30), a Bancada do PT na Câmara Municipal de Porto Alegre, através de sua líder, vereadora Sofia Cavedon, protocolou representação para averiguar a situação de falta de autonomia de gestão por que passa o Departamento Municipal de Água e Esgoto de Porto Alegre (DMAE) no governo do PSDB.

Conforme Sofia no documento está o artigo publicado no Jornal do Comércio do dia 21 de agosto, o engenheiro aposentado do DMAE, Adinaldo de Fraga, que denuncia a perda de autonomia do órgão, no atual governo e, como consequência, o atraso na compra de insumos e equipamentos, o que acarreará desabastecimento de água no próximo verão.

Tais fatos, destaca a parlamentar, são mais graves se considerarmos que o DMAE tem um orçamento de 530 milhões para 2017. “Conforme dados do site da Prefeitura Municipal de Porto Alegre, em 2016, o investimento do DMAE em obras, com recursos próprios, foi de 66,7%. O que demostra que o órgão possui condições de investimento com recursos próprios oriundos da tarifa de água e esgoto, não se justificando atraso na liberação das licitações, por parte do Executivo Municipal”, afirma Sofia.

Para a vereadora causa estranheza que esta situação ocorra justamente quando o Governo Municipal encaminha à Câmara Municipal Projeto de Emenda à Lei Orgânica que prevê a delegação e a contratualização com a iniciativa privada dos serviços de saneamento.

Cabe registrar, salienta Sofia, que o DMAE passa por um processo de redução do número de funcionários ativos: 2.291 em 2006 para 1.681 em julho de 2017, conforme dados do Portal da PMPA.

Da Camino irá analisar os documentos quando dará o encaminhamento para a representação da Bancada petista. Também estavam na audiência o vereador Marcelo Sgarbossa e Adinaldo de Fraga.

Sofia continua na luta por formação para Educador@s Populares na capital

Dando continuidade a uma das lutas do mandato, a vereadora Sofia Cavedon continua empenhada na construção de cursos de Pedagogia com formação em Educação Popular, dirigidos para formação aos profissionais que atuam em instituições de Educação Infantil e que não possuem graduação na área da Educação. Sofia destaca que as e os educadores atuam em instituições mantidas por associações comunitárias conveniadas com a Prefeitura de Porto Alegre.

Foto Gabinete
Nesta quinta-feira (30/8), às 13h, Sofia estará reunida com o diretor da Faced/Ufrgs, Cesar Lopes, juntamente com a Associação dos Educadores Populares de Porto Alegre (Aeppa), parceira na ação, para retomar a discussão de implantação do curso na instituição federal.

Uergs

Na semana que passou Sofia, e representantes da Aeppa, esteve reunida com a pró-reitora de Ensino da Uergs, Gabriela Dias, e a chefe de Gabinete, Patrícia Camargo, da Universidade Estadual do RS (Uergs), em busca de cooperação da instituição. De acordo com a reitora, a Uergs tem interesse em ofertar a formação.
Foto Portal Uergs

Também participaram da reunião a coordenadora pedagógica da Escola Arco ìris, Denise da Rosa, a dirigente da Escola de Educação Infantil São Marcos, Isabel Cristina Rosa, Giovani Freitas, da Creche São Marcos, Lucimar Tossedo, da Creche São Pedro, e Fernanda Paulo, da Aeppa.

Nos próximos dias, o grupo também buscará se reunir com o secretário municipal de Educação, Adriano de Brito, para busca a parceria da SMED na iniciativa.

Com informações do Portal da Uergs.

Veja aqui a atuação de Sofia na luta pela Pedagogia com formação em Educação Popular.

Fumproarte acumula quatro anos de dívidas com grupos e artistas

Pela afirmação do governo não teremos Fumproarte este ano! Importante instrumento de financiamentos da cultura local, sequer pagará os projetos de anos anteriores pendentes. - Sofia Cavedon

A Cece irá convocar o secretário municipal da Fazenda para esclarecimentos sobre a falta de repasses

Foto Luiza Dorneles/CMPA
O gerente do Fundo Municipal de Apoio à Produção Artística e Cultural (Fumproarte) de Porto Alegre, José Miguel Sisto Júnior, informou que o Município não repassa os valores para artistas e grupos de produção cultural beneficiados pelo fundo desde 2013. São quatro anos de dívidas. A declaração ocorreu em reunião da Comissão de Educação, Cultura, Esporte e Juventude (Cece), da Câmara Municipal de Porto Alegre, nesta terça-feira (29/8), solicitada pela vereadora Sofia Cavedon (PT), integrante da Comissão.

Foto Luiza Dorneles/CMPA
Sisto Júnior foi questionado por diversos representantes de entidades ligadas à produção artística dependentes de verbas públicas para tocarem projetos e anunciou que, a partir de setembro, a Secretaria Municipal da Cultura começará a pagar os projetos até R$ 15 mil (2013) e que os de valores superiores a esse montante serão honrados até o final do ano. As dívidas relativas a 2014, 2015 e 2016 devem chegar aos artistas credores até 2018. Por conta desses atrasos, atribuídos a governos anteriores, o gerente do Fumproarte de Porto Alegre adiantou que não ocorrerá edital para 2017, e as verbas para este ano estão congeladas.

Diante do exposto pelo gestor, os vereadores da Cece decidiram convocar o secretário municipal da Fazenda, Leonardo Busatto, para prestar esclarecimentos à comissão. A principal alegação é de que o Fumproarte deveria receber R$ 7,5 milhões, como prevê a Lei Orçamentária Anual (LOA). Diante da manifestação dos vereadores, Miguel Sisto Júnior chegou a afirmar: “Eu nem olho para a LOA, porque é uma peça de ficção”.

Foto Rozane Dalsasso
A vereadora Sofia Cavedon apontou a transferência dos valores do fundo para o caixa único do Tesouro Municipal como o principal motivo para os atrasos e a ausência de repasses, uma vez que o Fumproarte provém de verbas federais que deveriam ser repassados automaticamente à SMC.

Também participaram da reunião os vereadores Alvoni Medina (PRB), Prof. Alex Fraga (PSOL), Reginaldo Pujol (DEM) e Tarciso Flecha Negra (PSD), que, como presidente da Cece, coordenou o debate.

Foto Luiza Dorneles/CMPA
Estiveram presentes representantes do Sindicato dos Músicos, do Conselho Municipal de Cultura, do Conselho Estadual de Cultura e de grupos de teatro, dança, entre outras modalidades de arte popular. A maior queixa é justamente quanto ao fato de que produziram espetáculos nos últimos anos e nada receberam. Eles reclamam que existe uma política de marginalização dos artistas populares em Porto Alegre.

Com informações do Portal da CMPA.

Assista aqui a manifestação de Sofia na reunião:

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Sofia fala em entrevista sobre o seu mandato

A vereadora Sofia Cavedon, líder da bancada do PT, participou na segunda-feira (28) do programa Jornal da Câmara, produzido pela TV Câmara, apresentando as ações do seu mandato em Porto Alegre.

 Assista a entrevista que também será reprisada nos canais 16 da NET ou 61.4 da TV Digital, esta semana na terça às 13h e 22h, e na quarta às 13h.
 

Legado de Paulo Freire é lembrado no Seminário de Educação Popular na Lomba do Pinheiro

Aconteceu na Lomba do Pinheiro no final de semana, dias 25 e 26, o Seminário de Educação Popular: Crianças, Jovens e Adultos e o legado de Paulo Freire. A atividade foi auto-organizada pelo coletivo de Escolas de Ensino Fundamental da Rede Municipal de Educação da Lomba do Pinheiro.

A atividade contou com o apoio do Simpa – Sindicato dos Municipários de Porto Alegre, da Atempa – Associação dos Trabalhadores em Educação do Município de Porto Alegre, do Conselho Popular da Lomba do Pinheiro e do Centro de Promoção da Criança e do Adolescente São Francisco de Assis.

Na oportunidade os cerca de 300 educadores participantes puderam debater a conjuntura educacional, os desafios na defesa da escola pública e popular, com destaque para as especificidades e a defesa da Educação de Jovens e Adultos. O mote do encontro foi os 20 anos da morte do educador pernambucano Paulo Freire, uma referência do pensamento crítico, dialógico e progressista.

O diretor geral do SIMPA, Jonas Tarcísio esteve presente e participou da mesa de abertura, quando fez um balanço crítico dos ataques do governo municipal ao serviço e servidores públicos estimulando os educadores a se engajarem nas agendas construídas na última assembleia e fazendo um chamado para o grande ato do dia 31 de agosto.

Foto Simpa
A atividade ainda contou com mesas com mais de 40 relatos de experiência de educadores e 30 instituições representadas, o que evidenciou a necessidade de formação dos educadores, completamente abandonada pela SMED.

Segundo Marco Mello, professor de filosofia e coordenador da EJA da EMEF Saint Hilaire, e um dos integrantes da Comissão organizadora, o evento foi um sucesso, com grandes momentos nos debates, atividades culturais, integração entre os participantes e partilha de práticas dos professores:

“Nossa atividade demonstrou grande capacidade de unidade das escolas e articulação com o movimento popular da região e com as nossas ferramentas de luta, o SIMPA e a ATEMPA. Em 2018 faremos um novo encontro, ainda maior e vamos ainda realizar uma publicação do encontro. Precisamos cada vez mais re-ler, re-aprender e re-inventar Paulo Freire para construir e manter de pé a escola pública popular frente aos ataques que vimos sofrendo”.

Fonte: Portal do Simpa.

Sobre assumir quem você é e mudar o mundo - Por Vanessa Gil*

29 de Agosto - Dia da #VisibilidadeLésbica

Arquivo Facebook
A primeira coisa que você deve saber ao ler esse texto é que ele é um relato pessoal de como esse processo aconteceu comigo. Cada uma de nós vivencia de forma diversa. O fato é que sempre fui lésbica. Isso não impediu que me relacionasse com homens por muito tempo. Hoje, passados alguns anos, vejo isso como a ação da heteronormatividade na minha vida. No fundo eu sabia, mas crescemos numa sociedade onde ser hétero é a regra. Eu tentei segui-las. Quando nós dizemos bissexuais a coisa flui. A gente ainda esta disponível para os homens. Está disponível é bem dentro do que a pornografia vende, duas mulheres, o sonho da sexualidade masculina. Mas quando você rompe com isso, acorda e diz, sou lésbica, a coisa muda de figura. Você está informando o mundo que seu corpo, sua sexualidade não está mais disponível para o desejo masculino.

Levei muitos anos para me assumir lésbica. Mas sou uma privilegiada. Minha família disse: “a gente já sabia, seja feliz!”. Nunca trataram minhas namoradas com qualquer diferença entre homens que namorei ou as namoradas do meu irmão, do meu filho. Essa não é a realidade da maioria. Mas várias de nós podem se assumir e seguem no medo da rejeição. Amiga, quem te ama de verdade não se importa com quem você transa. Isso vale pra todas as pessoas com as quais você se relaciona. Para mim, e aqui faço um relato bem pessoal, foi libertador. Foi como tirar um peso gigante das costas. Cabe ressaltar que tudo isso foi possível porque o movimento feminista me mostrou que não estava só, que não era a única e que o pessoal é politico. Obrigada as que vieram antes de mim!

Foto Elaine Campos
Tenho orgulho de ser lésbica. Faço questão de que todo mundo saiba. Passei muitos anos sem contar para ninguém, escondi namoros de anos. Hoje, sempre que entro em sala de aula digo que sou lésbica. O motivo é bem simples. Passei boa parte da vida achando que lésbicas e gays tinham uma vida promiscua. E mais um monte de ignorâncias. Não havia lésbicas entre minhas professoras, minhas médicas, entre as vizinhas. Óbvio que elas estavam lá, mas não contavam para ninguém. E eu achava que era só eu. Depois conheci outras lésbicas, mas todas também vivendo no armário. Falo de mim onde posso para que outras meninas saibam que nós existimos, vamos para a universidade, nos apaixonamos, temos filhos, estudamos.

A primeira vez que contei na escola onde lecionava foi visível o alívio na cara dos alunos gays e alunas lésbicas. As piadas lesbofóbicas e homofóbicas diminuíram, afinal, a autoridade em sala de aula era lésbica. A sala das professoras passou a ter muito mais cuidado com o que dizia. No ano seguinte vários casais gays e lésbicas surgiram no pátio. Ou seja, quando você se assume, quando nós assumimos, mudamos o mundo. E ajudamos as outras que virão depois de nós. Nem todas podemos se assumir com tanta tranquilidade, mas se você puder, faça. O mundo e você ficarão mais livres.

*Vanessa Gil é socióloga e militante da Marcha Mundial das Mulheres do Rio Grande do Sul.

Artigo publicado no Blog da Marcha Mundial de Mulheres.

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Memórias, emoções e homenagem na instalação do Comitê Marco Aurélio Garcia

Foto PT/RS
O PTRS instalou na noite desta segunda-feira (28), em Porto Alegre, o Comitê Marco Aurélio Garcia de Relações Internacionais com uma homenagem repleta de histórias e emoções de quem conviveu e “aprendeu” com aquele que se tornou referência em política internacional e principal pilar da política externa do PT e dos governos Lula e Dilma.

O ato de lançamento do Comitê contou com presenças de vários companheiros que iniciaram a militância política, ainda na juventude, com Marco Aurélio Garcia, falecido recentemente. O presidente do PTRS, deputado Pepe Vargas, ao oficializar o Comitê ao lado de Jorge Branco, secretário de Relações Internacionais do Partido, ressaltou a importância de Marco Aurélio, não só no cenário brasileiro e interno ao PT. “A história de lutas de Marco Aurélio se confunde com a história de lutas do PT e da América Latina”, sintetizou.

A presidenta do PT Nacional, senadora Gleise Hoffmann, saudou a iniciativa do PTRS e, em carta, disse que “não poderia haver forma mais apropriada de manter viva a sua memória: debater e avaliar as perspectivas da conjuntura internacional, lutar e militar pela integração latino-americana e contribuir com reflexões para que o Brasil volte a ter uma política externa autônoma outra vez”. No que concordou o ex-governador Tarso Genro: “Para enfrentarmos esta nova ordem estabelecida, não há outra saída, senão formar um grande bloco de países socialistas e comunistas. E, portanto, elaborar políticas de relações internacionais é elemento vital”.

Foto PT/RS
Os ex-deputados Flávio Koutzii e Raul Pont, companheiros de Marco Aurélio na militância nos tempos da ditadura militar, entre histórias pitorescas, lembraram o humor – que aparecia mesmo nos momentos de lutas difíceis – e destacaram a grande capacidade de Marco Aurélio de integrar e de criar laços de solidariedade. Ao longo de uma hora, renderam homenagem a Marco Aurélio e saudaram a inciativa do PTRS, o ex-governador Olívio Dutra, o jurista Werner Becker, a deputada Maria do Rosário, entre outros. O ato teve também a participação do músico Zé Martins, do Grupo Unamerica. Mais de 50 pessoas participaram do ato, entre elas, políticos, acadêmicos e amigos que, encerraram o evento com “Marco Aurélio Garcia, presente!”.

Foto PT/RS
Segundo Jorge Branco, o Comitê vai funcionar articulado com outros partidos, organizações e personalidades vinculadas à esquerda e à democracia. Também deverá acompanhar o Fórum Social Mundial e o Fórum de São Paulo. Ele será composto por militantes, filiados e simpatizantes que, de forma aberta, acolherá aqueles que querem debater o quadro internacional a partir da perspectiva do PT. “A ideia é trabalhar com principalidade a defesa dos direitos humanos; do feminismo e do internacionalismo; da defesa dos recursos naturais do continente; da soberania nacional e dos povos; da integração latino-americana; dos direitos dos imigrantes, apátridas e refugiados; do combate ao oligopólio privado da mídia e da luta contra a intervenção do imperialismo na desestabilização das democracias no continente”, detalha o presidente do PTRS, Pepe Vargas.

As relações internacionais do PT e a ação deste Comitê darão base e pressupostos da luta contra o neoliberalismo, do combate ao imperialismo, da defesa da democracia, da defesa da soberania dos povos e da unidade da esquerda. “Nossa intenção é reforçar e fomentar o debate e ações, nas quais o PT tem tradição, das relações internacionais e na solidariedade com as lutas populares, em especial, no Cone Sul da América do Sul”, complemente o secretário de Relações Internacionais, Jorge Branco., ressaltando preocupação de recessão, desemprego, de ataques à democracia e à soberania , de crescimento da imposição do imperialismo.

Fonte: Portal do PT/RS

Vereadoras e Vereadores da oposição entram na Justiça contra o fim da segunda passagem

Foto Rozane Dalsasso
Começaram a cobrança da segunda passagem, tirando das trabalhadoras, aumentando lucro das empresas, pra isso serve um prefeito? As educadoras de creches comunitárias já sentiram no bolso e as dirigentes com tão poucos recurso, com convênio deficitário vão arcar com mais este custo de que maneira? - Sofia Cavedon

Vereadores e Vereadoras da Bancada da Oposição entram na Justiça contra decreto que tira gratuidade na segunda passagem no final da tarde desta segunda-feira (28), dia em que começou a valer o decreto do prefeito Marchezan.

Vereadores e vereadoras liderados pela Bancada da Oposição na Câmara Municipal entraram na Justiça para pedir, em caráter liminar, a anulação da vigência do decreto da Prefeitura que acabou com a gratuidade da segunda passagem para quem pega mais de um ônibus na capital. 
Foi protocolada a ação popular que questiona a retirada desse direito no Foro Central – Tribunal de Justiça do Estado do RS.

Foto Rozane Dalsasso
A ação tem dois pedidos: o primeiro que seja suspensa a vigência do decreto, até que a Prefeitura realize os cálculos em relação ao desequilíbrio econômico-financeiro dos contratos e esse seja reestabelecido com redução de tarifa, ou que seja aguardada a manifestação do Tribunal de Contas do Estado em relação à Inspeção Especial, requerida pela bancada de Oposição em 3 de Agosto, com tais cálculos, a partir de Promoção do Ministério Público de Contas. Caso o primeiro pedido não seja acatado, o grupo de vereadores pede, como segunda opção, que seja imediatamente determinado à Prefeitura a redução do valor da passagem em R$ 0,27, enquanto durar a vigência do decreto 19.803/17, levando em consideração os cálculos, realizados pela própria Prefeitura no início do ano, que determinaram o aumento ordinário anual do valor da passagem de ônibus em Porto Alegre.

Com informações do Portal Já.

Aulas Cidadãs

Desde o dia 17 de agosto que o Cpers realiza as Aulas Cidadãs, aprovadas em assembleia geral, que tem o objetivo levar informações sobre os ataques do governo Sartori contra a educação pública, prejudicando estudantes e educadores.

#EmDefesaDaEscolaPública

Taxa de feminicídios no Brasil é a quinta maior do mundo

Por Helena Martins/Agência Brasil

Apenas na última semana, foram registrados pelo menos cinco casos de mulheres assassinadas por seus companheiros ou ex-companheiros só em São Paulo. Dado alarmante que reflete a realidade do Brasil, país com a quinta maior taxa de feminicídio do mundo.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de assassinatos chega a 4,8 para cada 100 mil mulheres. O Mapa da Violência de 2015 aponta que, entre 1980 e 2013, 106.093 pessoas morreram por sua condição de ser mulher. As mulheres negras são ainda mais violentadas. Apenas entre 2003 e 2013, houve aumento de 54% no registro de mortes, passando de 1.864 para 2.875 nesse período. Muitas vezes, são os próprios familiares (50,3%) ou parceiros/ex-parceiros (33,2%) os que cometem os assassinatos.

Com a Lei 13.140, aprovada em 2015, o feminicídio passou a constar no Código Penal como circunstância qualificadora do crime de homicídio. A regra também incluiu os assassinatos motivados pela condição de gênero da vítima no rol dos crimes hediondos, o que aumenta a pena de um terço (1/3) até a metade da imputada ao autor do crime. Para definir a motivação, considera-se que o crime deve envolver violência doméstica e familiar e menosprezo ou discriminação à condição de mulher.

Para a promotora de Justiça e coordenadora do Grupo Especial de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (GEVID) do Ministério Público do Estado de São Paulo, Silvia Chakian, a lei do feminicídio foi uma conquista e é um instrumento importante para dar visibilidade ao fenômeno social que é o assassinato de mulheres por circunstâncias de gênero. Antes desse reconhecimento, não havia sequer a coleta de dados que apontassem o número de mortes nesse contexto.

Apesar dessa importância, a promotora alerta que a lei é um ponto de partida, mas sozinha será capaz de acabar com crimes de feminicídio. “Como um problema bem complexo de causas sociais que estão relacionadas a aspectos da nossa sociedade – ainda tão patriarcal, machista e conservadora – não existe uma fórmula mágica, é necessário um conjunto integrado de ações”, defende.

Lei Maria da Penha

A implementação integral da Lei Maria da Penha é o primeiro ponto desse rol de medidas que devem ser tomadas pelo Estado. Reconhecida mundialmente como uma das melhores legislações que buscam atacar o problema e elemento importante para a desnaturalização da violência como parte das relações familiares e para o empoderamento das mulheres, a lei ainda carece de implementação, especialmente no que tange às ações de prevenção, como aquelas voltadas à educação, e à concretização de uma complexa rede de apoio às mulheres vítimas de violência, na avaliação da promotora Silvia Chakian.

A gente não vai avançar na desconstrução de uma cultura de discriminação contra a mulher, que está arraigada na sociedade, nas instituições e em nós mesmas, sem trabalhar a dimensão da educação”, alerta.

De acordo com a promotora, a rede de atendimento, de atenção e de proteção às mulheres que vivenciam situações de violência pode ser definidora do rompimento desse ciclo, porque ela deveria fornecer apoio multidisciplinar, inclusive psicológico e financeiro, para que a mulher possa tomar a decisão de romper a relação abusiva e tenha condições de se manter fora dela.

Foto Repórter Ceará/Agência Brasil
“Onde não há delegacia especializada, centro de referência, casa abrigo e outras instituições de apoio, essa mulher vai sofrer calada, dentro de casa, sem conseguir buscar ajuda”, afirma. Como o fato extremo do assassinato é, em geral, uma continuidade de violências perpetradas antes, a existência desses mecanismos de auxílio pode interromper o ciclo de violações, antes que a morte ocorra. “Os feminicídios são tragédias anunciadas, por isso, essas são evitáveis”, alerta Chakian.

Outras formas de combater essa realidade dramática é aprimorar as condutas dos profissionais envolvidos nos processos de investigação e julgamento de crimes de feminicídio. Nesse sentido, em 2016 o governo brasileiro, o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) e a ONU Mulheres publicaram as Diretrizes Nacionais para Investigar, Processar e Julgar com Perspectiva de Gênero as Mortes Violentas de Mulheres – Feminicídios.

O documento detalha, por exemplo, quando e como a perspectiva de gênero deve ser aplicada na investigação, processo e julgamento de mortes violentas de mulheres, além de formas de abordagem das vítimas e informações sobre os direitos delas. O documento destaca ainda ações que podem ser desenvolvidas pelo Ministério Público e pelo Poder Judiciário, de modo que a justiça incorpore a perspectiva de gênero em seu trabalho e para que sejam assegurados os direitos humanos das mulheres à justiça, à verdade e à memória.

Fonte: Portal Sul21

Seminário Reflexões sobre 1917: Repensar um século de socialismo

Nossos mandatos somam-se as inúmeras manifestações, conferências, seminários que neste ano registram os cem anos da Revolução russa, em todo mundo.

Este acontecimento é um marco na história da humanidade como se constituíram, também, a Revolução francesa em 1789 e a Revolução inglesa do século XVII. São aqueles momentos que vão além do ocorrido em um dia ou um mês, mas que por sua profunda significação e simbolismo transformam-se em referência para milhões de pessoas em todos os continentes.

Os mandatos da vereadora Sofia Cavedon, deputado estadual Jeferson Fernandes, deputados federais, Elvino Bohn Gass e Pepe Vargas realizam de setembro a dezembro, o Seminário Reflexões sobre 1917: Repensar um século de socialismo.

Serão cinco edições começando a primeira na sexta-feira, dia 01 de setembro, quando será debatida a A Revolução Russa de 1917. Os encontros serão sempre às 19h, no auditório do SindBancári@s - Rua Gen. Câmara, 424 – Centro Histórico – Porto Alegre. Informações: 51. 3335.1313

Palestrantes convidados/as:

Já confirmaram presença em uma das cinco edições os e as convidadas/os: Céli Pinto, Raul Pont, Eduardo Mancuso, Miguel Rossetto, Nalu Faria, Enéas de Souza, Margarida Salomão, Flavio Koutzii, Tatau Godinho, Tereza Campello, Paulo Visentini, Aniger Ribeiro e Carlos Henrique Árabe.

Calendário

- 01 de Setembro – Sexta-feira - 1º Debate – A Revolução Russa de 1917
- 28 de Setembro – Quinta-feira - 2º Debate – Crise do Capitalismo - Crise Civilizatório
- 26 de Outubro – Quinta-feira - 3º Debate – Novas estratégias do Século XXI
- 23 de Novembro – Quinta-feira - 4º Debate – Partido e novas formas de participação
- 14 de Dezembro – Quinta-feira - 5º Debate – Reflexões sobre o Socialismo

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Sarau Adote o Adote um Escritor

Foto Marta Resing
Foi nesta quinta - 24 de agosto - que, com música, poesia e depoimentos de escritores, escritoras, jornalistas, professores/as, o Sarau de Sofia abordou as as alterações feitas, pela Secretaria Municipal de Educação (Smed), no programa de leitura Adote um Escritor, que tem geado críticas das comunidades escolares e literárias.

Veja aqui um registro do evento que teve as participações de: 

Foto Marta Resing
- Celso Sisto - Escritor, contador de histórias, arte-educador, ilustrador, crítico de literatura infantil e juvenil;
- Clô Barcelos - Jornalista, designer e artista plástica;
- Alexandre Brito - Escritor, poeta, editor e músico;
- Cátia Simon - Professora da Rede Municipal de Ensino de Porto Alegre;
- Rafael Guimaraens - Jornalista, roteirista e escritor;
Foto Marta Resing
- AGES - Associação Gaúcha de Escritores
- Vitor Diel - Jornalista, assessor de Imprensa da Câmara Rio-grandense do Livro;
- Sônia Zanchetta - Agitadora Cultural e da Câmara Rio-grandense do Livro.
Foto Marta Resing

E apresentação musical com: Gerusa Bittencourt, Loma Pereira, Alexandre Brito e Nilson Tòkunbò.

Ilha do Pavão – Situação provisória, mas com dignidade

Foto José Porto
Com intervenção da vereadora Sofia Cavedon (PT) as famílias da Ilha do Pavão serão abrigadas provisoriamente, mas com dignidade. Assim manifestaram-se nas redes sociais as pessoas que apoiavam o protesto na frente da Prefeitura, das e dos moradores da Ilha do Pavão que tiveram suas casas demolidas por tratores, ação realizada pela concessionária Triungo Concepa no meio do mês.

Sofia foi no início da tarde apoiar a comunidade – pela manhã esteve no apoio ao Movimento Ocupação Lanceiros Negros Vivem que estavam sendo despejados mais uma vez  - “tinha umas 40 crianças ali. Moradores e moradoras foram retirados da beira da rodovia há alguns dias e alojados em num galpão no Humaitá onde chove dentro, não tem água, nem luz, nem banheiros. Não estavam sendo se sequer atendidos pelas secretarias responsáveis!”, lamenta a parlamentar.

Frente ao descaso, Sofia intercedeu junto ao governo municipal e foi construída a reunião ocorrida no meio da tarde com o secretários municipais, comunidade e representantes do Legislativo da capital, com as famílias conquistando, mesmo que temporiamente, uma saída para a crítica situação que se encontravam. Elas foram alojadas na Escola Estadual Erneto Tocchetto - Jardim Floresta, que está fechada.

MP vai investigar ação

Foto José Porto
O Ministério Público Estadual, através da Promotoria da Ordem Urbanística de Porto Alegre, decidiu entrar com uma ação na tarde desta quinta, para investigar a situação ocorrida com as famílias.  Em entrevista para jornal local o promotor Cláudio Ari Melo afirmou “Não existe legalidade neste ato. É uma solução radical. O Ministério Público não concorda com o desalojamento definitivo de famílias que estavam numa ocupação consolidada há décadas. Mesmo que as casas estivessem vazias, continuavam sendo delas. Afinal, se saíram por conta do tráfico, existia a possibilidade iminente de todas voltarem para o local. A prefeitura deve se envolver na definição de um novo local para elas morarem.” Ele ainda questionou a falta de mobilização da prefeitura para atender as famílias desamparadas.

Famílias abandonadas

Foto Mateus Bruxel/Agencia RBS
Morando há décadas às margens da BR-290, 20 famílias da Ilha do Pavão foram expulsas do local devido ao tráfico e ao retornarem para suas casas encontraram apenas uma cena de demolição.  Após perambularem pela cidade, encontraram um galpão abandonado, sem telhas, sem água, sem luz, com apenas um vaso sanitário, e ali sobreviveram à espera de uma solução, que não veio. A Prefeitura ignorou o que estava acontecendo com as famílias, até esta quinta-feira quando fora protestar em frente ao paço municipal.

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Acordo garante saída pacífica dos moradores da Ocupação Lanceiros Negros

Foto Equipe Gabinete
Sem política de moradia, as crises se multiplicam na cidade. Assim manifestou-se a vereadora Sofia Cavedon que acompanhou desde cedo, ajudando na construção de uma solução negociada para a Ocupação Lanceiros Negros Vivem, criticando a ausência das Secretarias Estaduais da Habitação e Justiça, que deveriam estar fazendo a negociação, que ficou a cargo da Brigada Miliar.

Após o longo processo de negociação, os moradores da Lanceiros começaram a deixar o prédio com seus pertences por volta das 18h30min.

Da Redação/Sul21

Foto Guilherme Santos/Sul21
Após um dia de intensas negociações, com muitas idas e vindas, foi firmado no início da noite desta quinta-feira (24) um acordo entre os integrantes da Ocupação Lanceiros Negros Vivem e o comitê de negociação formado no início do dia, resultando na saída pacífica das famílias do prédio do antigo Hotel Açores, na rua dos Andradas, no Centro Histórico de Porto Alegre. A reunião final de negociação durou cerca de três horas e tratou, fundamentalmente, do destino das famílias.

Ficou acertada que as famílias seriam levadas ainda nesta quinta para o Centro Vida, localizado na avenida Baltazar de Oliveira García, na zona norte. O acordo definiu a liberação imediata de aluguel social para 24 famílias – o número é resultado da negociação entre Brigada, moradores e governo municipal – com possibilidade de ampliação desse número, e a saída das pessoas do local ficou condicionada ao pagamento desse aluguel social. A última fase do acordo prevê a destinação definitiva das famílias da Ocupação Lanceiros Negros para o conjunto residencial Belize, na Restinga, que faz parte do programa Minha Casa, Minha Vida.

Foto Guilherme Santos/Sul21
O acordo entre os integrantes do comitê de negociação e os moradores da ocupação foi assinado com a chegada da secretária de Desenvolvimento Social do município, Maria Paludo. Participaram do comitê formado para a desocupação pacífica do prédio o comandante do Comando de Policiamento da Capital (CPC), coronel Jeferson de Barros Jacques, o deputado estadual Jeferson Fernandes (PT), presidente da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa, a deputada estadual Manuela D’Ávila (PCdoB), representantes da Defensoria Pública, do Ministério Público, da Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc) e do Conselho Tutelar, entre outras entidades.

Após o longo processo de negociação, os moradores da Lanceiros começaram a deixar o prédio com seus pertences por volta das 18h30min, sem incidentes de violência.

Fonte: Portal Sul21

É nesta quinta: Adote o Adote um Escritor - Sarau debaterá as mudanças no programa

Com Música, Poesia e depoimentos de escritores, escritoras, jornalistas, professores/as sobre as alterações feitas no programa pela Secretaria Municipal de Educação (Smed) gerando críticas das comunidades escolares e literária da capital.

Veja quem estará:

- Celso Sisto - Escritor, contador de histórias, arte-educador, ilustrador, crítico de literatura infantil e juvenil;
- Clô Barcelos - Jornalista, designer e artista plástica;
- Alexandre Brito - Escritor, poeta, editor e músico;
- Cátia Simon - Professora da Rede Municipal de Ensino de Porto Alegre;
- Rafael Guimaraens - Jornalista, roteirista e escritor;
- AGES - Associação Gaúcha de Escritores
- Vitor Diel - Jornalista, assessor de Imprensa da Câmara Rio-grandense do Livro;
- Sônia Zanchetta - Agitadora Cultural e da Câmara Rio-grandense do Livro.

E apresentação musical com: 

Gerusa Bittencourt, Loma Pereira, Alexandre Brito e Nilson Tòkunbò.

Sarau Adote o Adote um Escritor - 24 de agosto - Quinta-feira; 19h; No La Pizza Mia - R. João Alfredo, 208 - Largo Zumbi dos Palmares -  Cidade Baixa.

Entrada gratuita - Gasta o que consome!



Conforme a vereadora Sofia Cavedon (PT), promotora do evento, “a mudança no Adote um Escritor, criado em 2002 em parceria com a Câmara Rio-Grandense do Livro (CRL), que seleciona anualmente uma lista de livros recém-lançados para aquisição e trabalho em sala de aula, com o objetivo de incentivar a leitura e o debate pedagógico através de um contato mais profundo com as obras literárias e ao fim do semestre recebe a visita de um autor na escola, com a medida da nova gestão da Smed, o Adote não vai comprar livros novos para as bibliotecas, não será mais investido no acervo”, lamenta a parlamentar. 

Desde quando foi criado, há cerca de 15 anos, mais de 200 escritores já participaram do programa.

Conforme entrevista para o jornal Zero Hora, a Smed considera que as escolas já tem acervo suficiente "até porque, se analisarmos os números, a maioria dos alunos da rede municipal pública não tem proficiência em português", afirmou a atual diretora Pedagógica. Pela proposta da Secretaria não serão mais adquiridos livros e apenas manterão os recursos para a realização da visita dos/as escritores, como passagens, hospedagem e alimentação.

Segundo Rafael Guimaraens, em entrevista ao Portal Sul21, o escritor e jornalista, que está a 14 anos participando do Adote afirmou que foi através do programa, que os alunos da rede pública municipal leram alguns livros de sua obra, conversaram com ele, criaram mapas e linhas do tempo dos casos abordados por Rafael em determinados trabalhos. “Para o escritor, é um momento muito especial, de perceber a utilidade social para além da obra sem si. De conhecer pessoas, trabalhar para que se aumente o índice de leitura”, conta ele, que será um dos debatedores do Sarau.

O Programa de Leitura Adote um Escritor foi criado em 2002, a partir da parceria entre a SMED e a Câmara Rio-Grandense do Livro. Consiste em uma série de ações de incentivo à leitura realizadas nas escolas da Rede Municipal de Ensino. A partir do repasse de verbas, garante a atualização e a qualificação do acervo e do espaço das Bibliotecas Escolares com a aquisição de livros e equipamentos. O programa tem colaborado para a formação de leitores, atendendo mais de 50.000 alunos de todas as faixas etárias. Além da leitura e do trabalho pedagógico com obras literárias de diferentes gêneros, promove o encontro com escritores consagrados e visitas orientadas à Feira do Livro de Porto Alegre.

O Programa de Leitura Adote um Escritor foi agraciado com o Troféu Destaque Literário do Prêmio Açorianos de Literatura, uma das mais importantes referências culturais da cidade. Também recebeu diversas indicações e prêmios nacionais e regionais.

*Fonte: Portal da Smed.

Fórum pela Inclusão Escolar promove formação

O Fórum pela Inclusão Escolar promove no dia 30 de agosto - quarta-feira - das 18 às 22h, uma formação sobre legislação e práticas pedagógicas de inclusão escolar responsável.

O evento será no auditório do Cpers - Av. Alverto Bins, 480, sala 903. As inscrições são pelo email: seminarioforuminclusao2017@gmail.com.

O encontro tem o apoio do Conselho Estadual de Educação, Conselho Municipal de Educação de Porto Alegre, Associação dos Trabalhadores em Educação de Porto Alegre (Atempa), Sinpro/RS - Sindicato dos Professores do Ensino Privado do RS e CPERS/Sindicato.

Racismo Não! "Tem cara de empregadinha; devia morrer". Nova miss Brasil reage ao racismo

Portal Pragmatismo Político
'Empregadinha', 'plebeia', 'devia morrer'. Vitória da miss Brasil foi marcada por festival de racismo. Monalysa Alcântara, negra, 18 anos, comentou os ataques que vem sofrendo e diz que não vai baixar a cabeça

A piauiense Monalysa Alcântara, de 18 anos, foi coroada como a nova Miss Brasil na noite deste sábado (19), em concurso realizado em Ilhabela, no litoral de São Paulo.

A jovem desbancou outras 26 candidatas e representará o país no Miss Universo deste ano, que ainda vai anunciar o local do evento.

Foi a primeira vez na história do concurso que uma negra transmitiu a faixa a outra – Monalysa recebeu o título das mãos da paranaense Raíssa Santana; antes delas, a única negra a vencer a competição foi Deise Nunes, do Rio Grande do Sul, em 1986.

Por ser a terceira mulher negra a conquistar o título, a modelo tem sido alvo de comentários racistas e preconceituosos nas redes sociais.

Um dos comentários mais reproduzidos e criticados foi feito pela usuária do Twitter Juliana Porto, que comparou Monalysa a uma empregada doméstica. “Credooo! A Miss Piaui tem cara de empregadinha, cara comum, não tem perfil de miss, não era pra estar aí. Sorry”, escreveu ela.
Já Josimar Quintinho desejou a morte da modelo por ser negra. “Não é exagero. Só espero que ela morra antes do Miss Universo, pra Ju assumir o posto”, disse o internauta em referência à gaúcha Juliana Mueller, de 25 anos, que ficou em segundo lugar.

De acordo com o Código Penal brasileiro, vale lembrar, o crime de injúria racial, pelo qual se ofende a dignidade ou o decoro de uma pessoa com base em elementos de raça, cor ou etnia, rende pena de reclusão de um a três anos, além de multa.

“Fomos marginalizadas”

Monalysa, evidentemente, sofre com os comentários racistas. Afinal, é uma jovem de apenas 18 anos. A nova miss afirma, porém, que irá encarar os preconceituosos de frente.

Acredito que estão enxergando a mulher negra como sempre deveriam: é uma mulher como qualquer outra, que tem sua beleza, sua personalidade e sua luta. Por muito tempo, fomos marginalizadas e vistas como feias e solitárias, mas hoje isso está mudando. O racismo é crime e eu estou aqui para lutar e dar voz contra ele”, afirmou após vencer o prêmio.

Se lutar e acreditar nos direitos das mulheres é ser feminista, sim, eu sou”, disse a jovem após ser questionada sobre feminismo.

Fonte: Portal Pragmatismo Político.