quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Nem por “Deus”, nem por “Jesus”. Pela pizza que nos custará caro demais

Por Nayara de Deus*, especial para os Jornalistas Livres

Se foi por “Deus”, pelos “pais” e “netos” que a Câmara autorizou a instauração do processo que arrancaria Dilma Rousseff do cargo legitimamente conquistado nas urnas há exatos um ano e três meses, foi pela instituição “família” que a rede Globo dedicou aquele estratégico domingo de sua programação a fim de efetivar o golpe que então se instalara no país. Patos amarelos gigantes mostravam para o mundo do que seria capaz a tal pedalada fiscal questionada até hoje no meio jurídico, principalmente no que tange à consequente pena aplicada pela Lei.

Dada a largada à temporada do fascismo, a chefe de Estado foi eliminada por parlamentares que “elegantemente” a chamaram de “vaca” junto ao povo que sucumbiu à cegueira promovida por instituições de conluio com a classe patronal. Sendo assim, pelas reformas da Previdência e Trabalhista, afastaram Dilma, uma das poucas personalidades que saiu imune após as delações da Odebrecht.

Hoje, como previsto, a cúpula que sentenciou a petista – muitos deles réus, condenados e investigados na Lava Jato por corrupção, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, lesão corporal, entre tantos outros crimes – votou pela não admissibilidade do impeachment do vampiro Temer traidor. Personagem cujas acusações reúnem indícios efetivos, embora não tenha sido esse o entendimento da Comissão de Consolidação da Injustiça vulgarmente conhecida pela sigla CCJ (Comissão de Constituição e Justiça).

Imagem web
Ou seja, não bastou o registro das câmeras que mostram o ex-deputado Rocha Loures saindo às pressas da pizzaria com a famosa mala com os R$500 mil de propina para atender aos interesses empresariais de Joesley Batista. Tampouco teve relevância a gravação em que o dono do grupo JBS aparece com Temer em encontro extraoficial no Palácio do Jaburu. Dentre ‘patos’ e ‘vacas’ reinou o chiqueiro instaurado na tão frágil democracia de nosso país.

E enquanto Rodrigo Maia em manobra sórdida descumpria os regimentos da Casa objetivando, desesperadamente, safar o mandato do presidente impostor antes do horário nobre em que a maioria dos brasileiros encontra-se com o controle em mãos em frente à televisão, ainda impediu a entrada da população interessada em comparecer à Casa que deveria ser aberta para todos nós.

Se à imprensa branca coube ignorar a compra de votos da bancada golpista, fica a pergunta: se Michel Temer permitiu projeto de lei para diminuir 350 mil hectares da Floresta Nacional do Jamanxim, no Pará, a fim de conquistar a bancada de 230 deputados ruralistas na Câmara e consequentemente garantir a derrubada da tramitação do processo, qual terá sido o montante ($) repassado a cada parlamentar ali que hoje, arriscou a própria cabeça frente ao eleitorado que o elegeu e o manteve no poder para safá-lo dessa?

O saldo? 02 de agosto de 2017. Nenhuma referência a qualquer divindade espiritual ou, de vínculo familiar no Congresso enquanto a bola rola no campeonato brasileiro. E a triste herança moral deixada por nossos representantes aos jovens cidadãos de nosso amado país.

*Nayara de Deus é jornalista

Fonte: Portal Jornalistas Livres

Temer teve 11 votos favoráveis na bancada gaúcha. Veja como votou o seu deputado

Foto Gustavo Bezerra/AGPT
Da Redação Sul21

Dezessete deputados da bancada gaúcha na Câmara Federal votaram a favor da aceitação da denúncia feita pela Procuradoria Geral da República contra Michel Temer e da abertura de investigação sobre a mesma, enquanto 11 parlamentares votaram a favor do arquivamento da denúncia. O deputado Giovani Cherini (PR) não estava presente à sessão.

O voto “Não”, contra o relatório que propõe o arquivamento, é contra Temer, enquanto o voto “Sim” é favorável ao peemedebista. Toda a bancada federal do PMDB votou favorável a Temer. Veja como foram os votos:

VOTO NÃO (Aceitação da denúncia)

Afonso Hamm (PP) – NÃO
Afonso Motta (PDT) – NÃO
Elvino Bohn Gass (PT) – NÃO
Carlos Gomes (PRB) – NÃO
Danrlei de Deus Hinterholz (PSD) – NÃO
Dionilso Marcon (PT) – NÃO
Heitor Schuch (PSB) – NÃO
Henrique Fontana (PT) – NÃO
Jerônimo Goergen (PP) – NÃO
João Derly (REDE) – NÃO
Jose Stédile (PSB) – NÃO
Luis Carlos Heinze (PP) – NÃO
Marco Maia (PT) – NÃO
Maria do Rosário (PT) – NÃO
Onyx Lorenzoni (DEM) – NÃO
Paulo Pimenta (PT) – NÃO
Pepe Vargas (PT) – NÃO
Pompeo de Mattos (PDT) – NÃO

SIM (pelo arquivamento da denúncia)

Alceu Moreira (PMDB) – SIM
Cajar Nardes (PR) – SIM
Darcísio Perondi (PMDB) – SIM
José Fogaça (PMDB) – SIM
José Otávio Germano (PP) – SIM
Mauro Pereira (PMDB) – SIM
Osmar Terra (PMDB) – SIM
Renato Molling (PP) – SIM
Ronaldo Nogueira (PTB) – SIM
Sérgio Moraes (PTB) – SIM
Yeda Crusius (PSDB) – SIM

Ausente - Giovani Cherini (PR)

Fonte: Portal Sul21.