terça-feira, 31 de outubro de 2017

Apoio de Sofia à greve d@s Educador@s do Estado

Na terça-feira (07), às 10h, Vigília na Praça da Matriz 

Conforme deliberado na Assembleia Geral realizada no dia 31 de outubro, o CPERS convida a todos os professores (as) e funcionários (as) de escola para a Vigília na Praça da Matriz, na terça-feira (07), às 10h. Neste dia é provável que os PLCs e PLs que tratam da reestruturação do IPE sejam votados. Ou seja, mais um ataque do governo Sartori aos/às servidor@s públic@s estaduais. “Vamos juntos lutar pelo nosso IPE", afirma a direção do CPERS.

Veja também: 
Servidor@s exigem retirada do regime de urgência e mais tempo para debater projetos que reestruturam o IPERGS 

 Assista Sofia Cavedon, vereadora do PT de Porto Alegre, e Edson Rodrigues Garcia, 2º vice-presidente do Cpers, falando sobre as greves d@s Educador@s estaduais e d@s Municipári@s na capital

 

Cinco famílias controlam 50% dos principais veículos de mídia do país, indica relatório

Por José Antonio Lima/Carta Capital

Pesquisa das ONGs Repórteres Sem Fronteiras e Intervozes mostra domínio de poucos na comunicação. Em ranking de risco à pluralidade, Brasil é o último

Relatório destaca a concentração econômica na mídia brasileira

Cinco famílias controlam metade dos 50 veículos de comunicação com maior audiência no Brasil. A conclusão é da pesquisa Monitoramento da Propriedade da Mídia (Media Ownership Monitor ou MOM), financiada pelo governo da Alemanha e realizada em conjunto pela ONG brasileira Intervozes e a Repórteres Sem Fronteiras (RSF), baseada na França.

A pesquisa MOM sobre o Brasil é a 11ª versão do levantamento, realizado anteriormente em dez outros países em desenvolvimento: Camboja, Colômbia, Filipinas, Mongólia, Gana, Peru, Sérvia, Tunísia, Turquia e Ucrânia. Trata-se de um projeto global do Ministério de Cooperação Econômica e Desenvolvimento da Alemanha que tem como objetivo promover transparência e pluralidade na mídia ao redor do mundo.

A pesquisa acompanha um ranking de Risco à Pluralidade da Mídia, elaborado pela Repórteres Sem Fronteiras, no qual o Brasil ocupa o 11º e último lugar. Nos dez indicadores do ranking, o País apresenta risco "alto" em seis deles, como concentração de audiência e salvaguardas regulatórias.

No caso do Brasil, o levantamento listou os 50 veículos de mídia com maior audiência e constatou que 26 deles são controlados por apenas cinco famílias. O maior é o Grupo Globo, da família Marinho, que detém nove desses 50 maiores veículos.

Além da rede Globo, líder de audiência na tevê aberta, a Globo tem presenças relevantes na tevê a cabo (com a GloboNews e outros 30 canais); no rádio, com a CBN e a Rádio Globo; e na mídia impressa, com títulos como os jornais O Globo, Extra, Valor Econômico e a revista Época.

Segundo a pesquisa, o grupo Globo alcança sozinho uma audiência maior do que as audiências somadas do 2º, 3º, 4º e 5º maiores grupos brasileiros.Globo.jpg

Na sequência, aparecem a família Saad, dona do grupo Bandeirantes, e a família de Edir Macedo, da Record, com cinco veículos cada um, seguidas pela família Sirotsky, da RBS, com quatro veículos na lista, e a família Frias, com três veículos.

Se somados o grupo Estado, do jornal O Estado de S.Paulo; o grupo Abril, da revista Veja; e o grupo Editorial Sempre Editora, do jornal O Tempo, são oito famílias controlando 32 dos 50 maiores veículos, ou 64% da lista.
Para a RSF e a Intervozes, cujo blog está hospedado no site de CartaCapital, esse domínio configura um oligopólio. "Nem a tecnologia digital e o crescimento da internet, nem esforços regulatórios ocasionais limitaram a formação desses oligopólios", afirmam as ONGs em relatório.

O parágrafo 5º do artigo 220 da Constituição afirma que "os meios de comunicação social não podem, direta ou indiretamente, ser objeto de monopólio ou oligopólio". Este artigo, assim como outros que dizem respeito à comunicação social, nunca foram regulamentados pelo Congresso.

Essa previsão a respeito de monopólios e oligopólios se aplica apenas a veículos de rádio e televisão, que são serviços públicos e funcionam em espectro limitado, com um limite de número de emissoras que podem existir. Os veículos impressos, como prevê também a Constituição, podem ser constituídos e publicados sem licença de autoridade.

Propriedade cruzada da mídia

O relatório destaca, no entanto, que no caso brasileiro a ausência de restrições à propriedade cruzada dos meios de comunicação, com exceção do mercado de TV paga, permite que os líderes de mercado dominem múltiplos segmentos. Assim, no cenário brasileiro grandes redes nacionais de TV aberta pertencem a grupos que também controlam emissoras de rádio, portais de internet, revistas e jornais impressos.

A propriedade cruzada é, segundo os autores da pesquisa, uma "dimensão central da concentração na mídia brasileira", sendo o principal fundamento do sistema de comunicação de massa nacional. O caso da Globo, com seu conglomerado de emissoras de rádio e tevê aberta e fechada, jornais, revistas e sites é o mais conhecido, mas se reproduz com outras famílias.

A Record, por exemplo, tem canais importantes na tevê aberta e fechada (RecordTV e RecordNews), veículos na mídia impressa (jornal Correio do Povo) e na internet (portal R7), além de controlar a Igreja Universal do Reino de Deus, que possui a Rede Aleluia de rádio e produz o jornal gratuito de maior tiragem no Brasil, a Folha Universal.

Segundo as ONGs, essas situações persistem porque o Brasil tem um marco legal ineficiente para combater a monopolização e promover a pluralidade. Além disso, dizem, nem mesmo as poucas provisões legais existentes são aplicadas de fato, pois a propriedade da mídia não é monitorada constantemente pelas autoridades competentes, que se limitam a receber e registrar as informações enviadas pelas próprias empresas.

Fonte: Carta Capital.

Lula: 'Vamos trazer a democracia de volta ao Brasil'

Foto MidiaNinja
Ex-presidente encerra etapa mineira da caravana em Belo Horizonte, lembrando o Juscelino Kubitscheck: "Estou perdoando os golpistas". Próximo destino deve ser a região Sul, terra de Getúlio Vargas.

Escrito por: Redação RBA

Milhares de pessoas acompanharam ontem (30) o encerramento da caravana do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que, ao fim de oito dias, percorreu mais de 1.500 quilômetros e passou por 28 cidades. O ato final foi realizado no centro da capital do estado, Belo Horizonte, na Praça da Estação.

Ao iniciar sua fala, Lula lembrou que toda vez que a direita age para usurpar o poder, ela tenta "destruir moralmente os seus adversários". "Foi assim com Getúlio Vargas, com Juscelino Kubitschek (JK). Depois, essa gente não deixou João Goulart governar. Eu sou mais paciente do que o Getúlio, mais paciente que o Goulart. E talvez eu seja paciente tanto quanto o JK. Porque diziam que ele não poderia ser candidato, nem ganhar, nem tomar posse, e que se ele tomasse posse, tirariam. Os golpistas desse país, que fizeram a desgraça, que disseram que era culpa da Dilma e do PT, tiraram a Dilma e agora o que estamos percebendo é que eles levaram o país a uma situação de deteriorização".

O ex-presidente exaltou sua disposição para "virar o jogo e trazer a democracia de volta" ao Brasil; "Estou perdoando os golpistas que fizeram essa desgraça no país", disse em referência a Juscelino Kubitschek, que perdoava os militares após as tentativas de derrubá-lo

O ato de encerramento da caravana de Lula por Minas Gerais teve como tema central "a cultura e os movimentos sociais e populares mineiros", segundo divulgou, em nota, o Partido dos Trabalhadores. Além dos discursos, a Praça da Estação recebeu exposições e diversas manifestações culturais. .

O ex-presidente voltou a criticar a gestão Temer e defender que educação é investimento – e não gasto - e condenou o atraso que a sociedade brasileira sofreu com os governos anteriores aos do PT em relação à educação pública. "A elite política desse país é a mais perversa desse continente, porque nunca se preocupou em educar o povo brasileiro. É a única explicação que eu tenho", disse Lula. .

Ele ressaltou que o governo golpista trabalha para retirar direitos conquistados por lutas históricas dos trabalhadores e alertou para a necessidade de a população voltar a debater política no dia a dia, como forma de combater o retrocesso. "Vocês têm que levantar a cabeça para saber o que está acontecendo no Brasil. Quando criam PEC que proíbe investimento do governo em saúde e educação, quando querem a privatização da Petrobras e acabar com a indústria de óleo e gás, eles praticam um aborto nesse país. O aborto do futuro. Vão tirar os royalties do pré-sal para a educação".

Lula voltou a afirmar que, se for candidato e vencer as eleições presidenciais de 2018, vai convocar um referendo para revogar todos os retrocessos que o governo golpista tem promovido no Brasil. "Eles destruiram a legislação trabalhista. Quer resolver o problema da Previdência? Primeiro, caia fora, Temer. Esse país pode ser desenvolvido, exportador, respeitado pelo mundo, mas só será respeitado se a gente recuperar a nossa autoestima. Temos que gostar do Brasil e temos que assumir a responsabilidade que o Brasil será o país que a gente quiser, e não o que o Temer quiser, não o que o Meirelles quiser." .

Esta foi a segunda etapa do projeto Lula pelo Brasil. Em setembro, a caravana percorreu nove estados nordestinos, passando por 58 cidades em 20 dias. Como afirmou Lula ao longo de seu caminho por Minas Gerais, a intenção das viagens é de "ouvir a população, os problemas e anseios".

Foto Ricardo Stuckert
Agora, o ex-presidente afirma que vai seguir em caravana, partindo da terra de Juscelino Kubitschek para a de Getúlio Varga, que era gaúcho – a terceira etapa da caravana #LulapeloBrasil será pela região sul.

'O Brasil será o país que a gente quiser, e não o que o Temer quiser, não o que o Meirelles quiser', disse Lula 

Dilma e Pimentel

A ex-presidenta Dilma Rousseff exaltou a importância das caravanas para a reconstrução e fortalecimento da democracia brasileira.

"Nossas caravanas são formas de discussão de combate de resistência e de luta. O encontro do Lula com os mineiros. Esse encontro está mostrando uma realidade muito importante. De um lado, há clara consciência e percepção, e a gente vê isso nas ruas e nas pessoas, mas também nas pesquisas. Lula crescendo com o apoio da população, porque essa população tem memória, Sabe também da importância da democracia, porque sempre que nós tivemos democracia nós avançamos", disse.

"Vão tentar nos amendrontar. Colocar na pauta que nós podemos ter um impedimento à candidatura de Lula. Mas o que está ficando claro é que nós não temos o menor medo deles. E essa caravana, esse ato em Belo Horizonte, são uma demonstração de coragem das mineiras e dos mineiros", completou a presidenta.

O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT-MG), fez um relato emocionado sobre o amor do povo mineiro pelo ex-presidente Lula.

"Ele é movido a povo, a gente. É por isso que ele está na estrada de novo fazendo as caravana como ele fez lá atrás, há 20 anos, era presidente e fazia. E continuou abraçando cada brasileiro e brasileira. No coração de cada um aqui e de cada uma, tem o retrato do Lula, cravado lá no fundo".

Fonte: Rede Brasil Atual (RBA)

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Homenagem aos 50 anos do Teatro de Arena

Foto Rozane Dalsasso
Ato contou com as presenças do ex-prefeito e governador, Olívio Dutra; e dos primeiros atores a se apresentarem no palco do Arena, Zezo Vargas, Ludoval Campos e Hamilton Braga.

O transcurso do 50º aniversário do Teatro de Arena de Porto Alegre foi destacado no período de Comunicações da sessão ordinária desta segunda-feira (30/10), na Câmara Municipal da Capital. A homenagem, proposta pela vereadora Sofia Cavendon (PT), foi acompanhada no Plenário Otávio Rocha por Hamilton Braga, vice-presidente da Associação de Amigos do Teatro de Arena, e Clóvis Rocha, diretor do Teatro de Arena e do Instituto Estadual de Artes Cênicas (IEACEN). Tanto Braga quanto Rocha destacaram a importância da lembrança devido a relevância histórica desse espaço cultural para a política e as artes da Cidade, do Estado e do País.

Foto Luiza Dorneles/CMPA
Braga, em sua manifestação, destacou o grupo de fundadores do teatro, composto por Jairo de Andrade, Alba Rosa, Araci Esteves, Câncio Vargas e Hamilton Braga. Ele igualmente estendeu sua homenagem ao ator Ludoval Campos: "importante nos primeiros anos do Arena". O vice-presidente citou ainda a importância desse local na atualidade, "atuando contra a barbárie em prol da arte e da cultura", e falou sobre o período inicial, quando funcionava sem ajuda governamental. "É significativo receber uma homenagem da Câmara, que é uma casa marcada com a atividade artística”, agradeceu.

Foto Luiza Dorneles/CMPA
Rocha citou a oportunidade de desenvolver projeto de reconstrução do local: “Quero deixar algo de concreto para o Teatro e para o Centro de Pesquisa Sônia Duro”, afirmou. Ele classificou o Arena como uma das mais importantes heranças cênicas do país, com grande acervo material e imaterial, "servindo como lembrança histórica dos momentos difíceis desse país e dos que sofreram com isso". Destacou, também, recente programação, que incluiu a Semana da Mulher, o Brique Cênico e as semanas do Teatro, da Dança e do Folclore, além do Festival 50 anos de Arena. Dentre as demais conquistas na atualidade, Rocha deu importância a prêmio de pesquisa e montagem conquistado, que proporcionou a reforma do espaço e a elaboração de um projeto arquitetônico.

“Estamos fazendo a construção do possível, com ótimas perspectivas; o apoio da Associação dos Amigos do Teatro da Arena, da associação dos funcionários e dos artistas é o que faz o Teatro ser o que é”, contou ainda Rocha. "O mérito de o Arena ser conhecido como um espaço política e culturalmente engajado é dos artistas" finalizou ele.

Uma escola para os jovens

Foto Luiza Dorneles/CMPA
Para Sofia Cavedon o Teatro de Arena contribuiu essencialmente para a cultura de Porto Alegre. A vereadora afirmou ser lá o local onde as mais diferentes facetas da arte e atores construíram história. Ela destacou também o ano de 1967, quando o teatro foi fundado no período da Ditadura Militar, se caracterizando pela atuação não só artística, mas também política.

De acordo com Cavedon, o espaço cultural recebeu diversas personalidades não só da cultura local, mas também da América Latina, assim como novas concepções cênicas. “Foi uma escola para jovens artistas em formação e um marco fundamental para que a cultura tivesse a pujança que tem hoje”. A vereadora ainda disse se orgulhar do teatro e afirmou ser preciso dar reconhecimento da importância do trabalho artístico que se construiu ao longo dos anos.

General BoniMores é próxima atração da 3ª Mostra Teatro Glênio Peres

A Mostra de Artes Cênicas e Música do Teatro Glênio Peres é uma iniciativa de Sofia Cavedon (PT), construída com o Sindicato dos Artistas do RS (Sated).

Com entrada gratuita a Banda General BoniMores lança “Não esqueça”, seu segundo compacto em vinil. Conceitual, o disquinho de 7 polegadas abre e encerra com vinhetas extraídas do show que o grupo realizou com Gilberto Gil no Parque Ibirapuera, em São Paulo.

O lançamento será na 3ª edição da Mostra de Artes Cênicas e Música do Teatro Glênio Peres, dias 10 e 11 de novembro, Sexta feira e Sábado, às 20 horas. O Teatro Glênio Peres fica na Avenida Loureiro da Silva, 255 – 2º andar da Câmara de Vereadores/as de Porto Alegre/RS e tem estacionamento gratuito. A classificação é livre.

Não esqueça” marca um momento de transição na carreira do grupo. Encerra o ciclo do primeiro disco — que com um hit certeiro levou o quinteto a vencer grandes festivais — e prepara o lançamento do álbum General BoniMores II, previsto para outubro. “Não esqueça” e “Início, meio e fim” já revelam muito da nova sonoridade banda. Foram compostas e gravadas durante as sessões do disco, registrado em nada menos que 6 dos melhores estúdios do Rio Grande do Sul. Foram produzidas por Ray Zimmer e co-produzidas por Marcelo Fruet e Átila Viana.

Com faixas extremamente radiofônicas e produção de “disco gringo”, o compacto Não Esqueça apresenta General BoniMores em sua melhor forma. Até agora, é o ponto alto na discografia da banda. E como todo bom compacto, é para tocar sucessivas vezes, com a certeza de que as músicas ficam melhores a cada audição.

A banda é composta por Chico Frandoloso: vocal, violão e guitarra - Jei Silvanno: guitarra, vocal e violão - Dig Dembinski: baixo - Zeh Dala Lana: bateria - Alessandro Sebben: teclado

Informações: (51) 3220-4318.

Retirada de Ingressos:  Os ingressos devem ser retirados no Memorial da Câmara (Avenida Loureiro da Silva, 255, térreo), das 9 às 12 horas e das 14 às 18 horas, sempre a partir da terça feira da semana de cada um dos espetáculos (que ocorrem sempre às sextas e sábados). Caso sobrem entradas, poderão ser retiradas no saguão do Teatro antes do início das apresentações.

Com informações do Portal Jornal no Palco.

Confira a programação da 3ª Mostra de Artes Cênicas e Música do Teatro Glênio Peres.

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Em defesa da Carris Pública!

Foto José Porto
Abraço a Carris - Manifestação de Sofia Cavedon no Ato desta sexta, 27, em defesa da Carris Pública!

... a Carris já foi modelo pro país.. tinha  gestão que investia em planejamento estratégico participativo, avaliação coletiva e periódica, de estímulo e qualificação do corpo técnico e dos/as trabalhadores/as...

... a lógica deles é quebrar pra privatizar... ... essa dívida que a Carris tem hoje precisa de uma auditoria...

Assista aqui:

Assista a 3ª edição do Seminário sobre os 100 anos da Revolução Russa

Foto Marta Resing
O 3º encontro do Seminário Reflexões sobre 1917: Repensar um século de socialismo, foi realizado nesta quinta, 26, no SindBancári@s e teve a participação de Nalu Faria, da MMM e SOF; Margarida Salomão, deputada federal do PT/MG; e Enéas de Souza,  economista e crítico de cinema.

Assista acessando aqui.

O evento também contou com a presença de Raul Pont, Miguel Rossetto, Olívio Dutra e José Clóvis de Azevedo.

Foto Marta Resing
Promovido pelos mandatos da vereadora Sofia Cavedon, deputado estadual Jeferson Fernandes, deputados federais Elvino Bohn Gass e Pepe Vargas, os encontros irão até o dia 14 de dezembro, sempre às 19h, no auditório do SindBancári@s - Rua Gen. Câmara, 424 – Centro Histórico – Porto Alegre.

Assista também as 2 primeiras edições:
- Primeiro encontro
- Segundo encontro

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Contas da Prefeitura – TCE/RS irá pedir Inspeção Especial

Foto Rozane Dalsasso 
Falta de informações da Prefeitura para a análise das contas do Executivo Municipal foi o principal item apontado pelo conselheiro Pedro Figueiredo, do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RS), que é o relator do processo gerado por solicitação de um grupo de vereadores e vereadoras da Câmara Municipal de Porto Alegre. O encontro ocorreu nesta quinta-feira, 26, na sede do Tribunal.

Conforme Sofia Cavedon, líder da Bancada do PT, presente na audiência o TCE analisou somente o dia de pagamento dos servidores, pois faltam dados para a realização de uma avaliação mais profunda. “O relatório mostra que, mesmo assim, seria possível pagar em dia a Educação e a Saúde com os recursos vinculados. Apenas com os recursos livres que não teria como”, informa a parlamentar.

No encontro o Conselheiro disse que irá encaminhar ao presidente do Tribunal a solicitação de uma Inspeção Especial nas contas da Prefeitura, recomendando ao prefeito o pagamento em dia de seus servidores.

Nesta terça-feira (24), o grupo de vereadores e vereadoras estive reunido com o presidente do TCE-RS, conselheiro Marco Peixoto. Saiba mais...

É hoje o 3º encontro do Seminário sobre os 100 anos da Revolução Russa

O terceiro encontro do Seminário Reflexões sobre 1917: Repensar um século de socialismo, será realizado nesta quinta-feira, 26 de outubro, e contará com a participação de Nalu Faria, psicóloga,da Marcha Mundial das Mulheres (MMM) e Sempreviva Organização Feminista (SOF); Margarida Salomão, pesquisadora, professora universitária, escritora e deputada federal do PT/MG; e Enéas de Souza,  economista, crítico de cinema e um dos editores da revista Teorema.

Promovido pelos mandatos da vereadora Sofia Cavedon, deputado estadual Jeferson Fernandes, deputados federais Elvino Bohn Gass e Pepe Vargas, os encontros irão até o dia 14 de dezembro, sempre às 19h, no auditório do SindBancári@s - Rua Gen. Câmara, 424 – Centro Histórico – Porto Alegre.

A proposta do Seminário sobre 1917, repensar um século de socialismo, vem cumprindo o seu propósito, conforme os/a organizadores/a. “As primeiras edições deram conta da ideia de não ficarmos presos a uma visita histórica aos acontecimentos, mas, principalmente, tirarmos lições e aprendizados das experiências vividas” destacam na edição do Caderno Opção Socialista nº3 (Acesse aqui a edição completa)

Serão debatidas neste próximo encontro as questões de gênero e da ecologia, que não estavam presentes para formulação teórica e a luta política no inicio do século XX como estão colocadas nas últimas décadas, e a dimensão e as implicações sociais que adquiriu o 8 de Março nos últimos 50 anos. É impensável hoje um programa de transformações que não contenha o universo de questões que o feminismo trouxe para a luta política atual. Da mesma forma, está cada vez mais evidente a contradição, o conflito entre o modo de produção capitalista e o meio ambiente.

O Seminário

No primeiro encontro do Seminário sobre os 100 anos da Revolução Russa, Paulo Visentini e Eduardo Mancuso, discorreram sobre o centenário da Revolução Russa, e no segundo encontro, Flavio Koutzii, Arno Augustin, e Marilane Teixeira debateram a Crise do Capitalismo - Crise Civilizatório.

Para as próximas edições já confirmaram presença em uma delas os e as convidadas/os: Céli Pinto, Raul Pont, Miguel Rossetto, Tatau Godinho, Tereza Campello, Aniger Ribeiro e Carlos Henrique Árabe.

Calendário
- 23 de Novembro – Quinta-feira - 4º Debate – Partido e novas formas de participação
- 14 de Dezembro – Quinta-feira - 5º Debate – Reflexões sobre o Socialismo

Assista aqui
- Primeiro encontro
- Segundo encontro

Celso Amorim: “Todo mundo olha hoje e pergunta: onde está o Brasil?”

Por Marco Weissheimer/Sul21

Foto Guilherme Santos/Sul21
O Brasil deixou de ter uma política externa e um projeto nacional. Na verdade, o que existe hoje é um projeto anti-nação, um assustador processo de desnacionalização e de destruição de ativos nacionais. O diagnóstico é do ex-ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, que participou nesta quarta-feira (25) da sétima edição do Fórum de Grandes Debates, promovido pela presidência da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. Amorim proferiu uma conferência no auditório Dante Barone. O ex-chanceler do governo Lula criticou os rumos da política externa brasileira no governo Temer que, segundo ele, abandonaram completamente o protagonismo que o Brasil vinha exercendo nos últimos anos, voltando a assumir uma postura subalterna aos interesses econômicos e políticos de Washington.

Na avaliação de Celso Amorim, a política externa brasileira praticamente desapareceu. “O Brasil tem participado de certas reuniões, meio na lógica de cumprir tabela. Não se tem notícia de nenhuma iniciativa importante, como houve sobretudo no governo Lula. Pode ser que tenha alguma coisa acontecendo e o problema seja com o porta-voz que não está comunicando”, ironizou. “Nas poucas coisas em que parece haver uma orientação”, acrescentou, “eu não concordo com ela”. Celso Amorim citou o exemplo da Venezuela:

“O Brasil hoje vai nas reuniões dos organismos internacionais para cumprir tabela”.

“Você pode ter a preferência que quiser, mas não pode, em uma situação grave envolvendo um país vizinho ao nosso, se dar ao luxo de não contribuir para a construção de um diálogo. Eu fico chocado quando ouço que o Brasil não pode participar de uma mediação na Venezuela porque tomou partido. Acusavam o presidente Lula de ter uma política externa ideológica, mas o Brasil ouvia a oposição da Venezuela da mesma forma que ouvia o governo. Quando havia uma disputa entre a Venezuela e a Colômbia, que tinha um governo de centro-direita, o Brasil participava tentando construir uma situação de diálogo, pois nos interessava a paz e esta se baseia no diálogo. O que o país não pode é se auto-excluir do diálogo, o que aconteceu confessadamente”.

O Brasil, acrescentou Celso Amorim, era chamado para facilitar conversas na America Latina, na África e no Oriente Médio. “O Brasil estava a frente dessas conversas. Agora, não está nem a reboque. Está parado lá atrás. Todo mundo olha hoje e pergunta: onde está o Brasil? O Brasil hoje vai nas reuniões dos organismos internacionais para cumprir tabela, não apresenta nenhuma iniciativa. Nós sempre tínhamos uma iniciativa nova. O próprio G-20 nasceu, entre outros fatores, pelo papel que o Brasil passou a desempenhar no cenário internacional. O nosso país tinha um papel muito importante no cenário internacional, tanto na parte econômica como na parte política. O Brasil foi chamado para intervir em questões envolvendo o Oriente Médio. Muita gente questionou o envolvimento do Brasil no Irã. Mas não foi o Brasil que quis se envolver no Irã. O presidente do Estados Unidos, Barack Obama, pediu que o Brasil ajudasse, apenas para dar um exemplo”.

Celso Amorim falou sobre as relações entre a política externa e o desenvolvimento, na Assembleia Legislativa.

Falando sobre o cenário internacional, Celso Amorim avaliou que o mundo pode estar entrando, mais do que na era Trump, na “era Xi”, uma referência ao novo presidente da China, Xi Jinping. O grande fato novo, enfatizou, é o crescimento da China, não só o crescimento econômico, mas a disposição desse país em assumir uma postura de liderança. O ex-chanceler lembrou que, na primeira reunião dos BRICS (grupo que reúne Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul), a China não mostrava muito engajamento, ao contrário do Brasil e da Rússia. Hoje, a China desempenha um papel central, sendo a sede, inclusive, do banco dos BRICS. “No último congresso do Partido Comunista chinês ficou claro não só o fortalecimento do presidente Xi, como também uma disposição de atuar com liderança”.

Foto Guilherme Santos/Sul21
Questionado sobre o futuro dos BRICS a partir da mudança política ocorrida no Brasil, Celso Amorim disse não acreditar que o país saia dessa iniciativa. “Por mais subserviente que a nossa classe empresarial possa ser, há fortes interesses econômicos em jogo, como os do agronegócio que exporta muito para esses países. Por mais voltado ideologicamente para Washington que possa ser o atual governo, não vejo a possibilidade de o Brasil sair dos BRICS. Acho que há aí um mínimo de pragmatismo que não permite que eles saiam. Só não vão tomar nenhuma iniciativa, até porque não têm nenhuma credibilidade para lançar alguma coisa nova. Vão indo na rabeira. Hoje, nestes encontros internacionais, ninguém quer tirar foto com o Temer. Na época do Lula, todo mundo queria aparecer na foto com ele”.

Amorim manifestou preocupação, por outro lado, com a destruição dos ativos nacionais, que estão sendo entregues a outros países. Para ele, o que está ocorrendo no governo Temer não é propriamente uma privatização, mas sim uma desnacionalização. “Comparando com o que está acontecendo hoje, Roberto Campos seria considerado um desenvolvimentista desvairado. “Muitos dos nossos ativos estão sendo comprados por estatais de outros países. O que não presta é a estatal brasileira, a estatal de outros países serve? As empresas brasileiras ficaram sob suspeita com essa questão da Lava Jato, de uma maneira que não se vê em país nenhum. A Volkswagen teve um problema sério recentemente com a falsificação de resultados envolvendo um software de meio ambiente. Você ouve falar que a Alemanha está destruindo a Volkswagen por isso? Aqui há uma autoflagelação que está a toda velocidade”.

“Quando os Estados quiseram vender os aviões F-18 para o Brasil teve carta da Condolezza Rice, da Hillary Clinton”.

Na opinião do diplomata, a Lava Jato acabou provocando a criminalizando coisas que são absolutamente normais como oferecer subsídios para um investimento na África, por exemplo. “Está sendo colocado como tráfico de influência uma coisa que todos os países fazem. Pergunte ao rei da Suécia, ao presidente da França ou ao presidente dos Estados Unidos o que eles fazem? Quando os Estados quiseram vender os aviões F-18 para o Brasil teve carta da Condolezza Rice, da Hillary Clinton. Essas coisas são normais. No Brasil, tudo isso foi criminalizado. Fico até com pena dos diplomatas brasileiros. Eu não sei o que eu faria se eu fosse um diplomata brasileiro no exterior diante de uma oportunidade comercial para uma empresa brasileira. Ele vai pensar: melhor não falar nem fazer nada, senão vão dizer que estou sendo corrompido”.

Celso Amorim questionou também alguns mitos que ficam sendo repetidos pela grande imprensa como se fossem verdade, como o suposto fracasso do Mercosul. “Uma das mentiras mais repetidas é que o Mercosul deu errado. Desde a criação do Mercosul até 2014, o comércio envolvendo os países do bloco cresceu 12 vezes, enquanto, no mesmo período, o comércio mundial cresceu cinco vezes. Que fracasso é esse?”.

Fonte: Portal Sul21.

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Greve d@s Municipári@s - ... à altura desta cidade! - Manifestação de Sofia

Reprodução video
Nova Assembleia será na segunda, dia 30, às 14h, na Casa do Gaúcho

Em assembleia geral lotada realizada na terça, 24, a categoria municipária de Porto Alegre rejeitou a proposta do prefeito e se mantém em greve.

Sofia Cavedon, líder da Bancada do PT na Câmara Municipal, afirma, este prefeito não está à altura desta cidade!

Assista aqui a sua manifestação  na tribuna da sessão legislativa desta quarta, 25, em defesa das e dos servidores municipais.

... a categoria municipária apostou muito na reunião de negociação, que teve um grande esforço desta Câmara... estava com grande expectativa... mas foi frustrada...

... e a nossa Casa, de novo, a responsabilidade de retomarmos, imediatamente, medidas para que esse impasse seja superado em nome de uma cidade... Esta Casa, sim, tenho certeza, estará à altura desta cidade!
Assista:

Guarda Municipal – Sofia pede providências ao MP sobre contratação de empresa para realizar o serviço

Foto Gabinete
Providências para que a contratação, pela Prefeitura, de uma empresa privada para realizar serviço de vigilância armada e desarmada seja suspensa antes de gerar ônus para o município, e para que o Executivo esclareça o motivo do número de contratados ser maior do que o número de cargos vagos na Guarda Municipal.

A solicitação é de Sofia Cavedon, vereadora líder da Bancada do PT na capital, que entregou nesta terça-feira, 24, ao Procurador-Geral do Ministério Público de Contas do Estado, Dr. Geraldo Da Camino, ofício requerendo a instauração de processo investigativo para esclarecer a situação.

Para Sofia, mesmo considerando os encargos sociais que incidem sobre o salário dos guardas municipais os valores pagos a empresa de vigilância são significativamente maior do que o custo com a contratação de candidatos aprovados no concurso público para guarda municipal, o que compromete o princípio da economicidade. “Também chama a atenção o fato do número de vigilantes contratados serem maior do que o número de cargos vagos na Guarda Municipal”, destaca a parlamentar.

No documento Sofia expõe que a Guarda Municipal conta com 471 cargos providos e 161 vagos, conforme relatório mensal publicado no Portal Transparência e Acesso à Informação da prefeitura (referente ao mês de setembro). Paralelamente o município tem um Concurso Público para guarda municipal homologado em 16 de junho de 2016.

O salário básico inicial de um guarda municipal – Padrão 6 – é de R$ 1.344,71 para uma jornada de trabalho de 30 horas semanais, em valores de setembro de 2017 acrescidos de 30 % de risco de vida sobre o vencimento inicial R$ 403,41 e, se convocado para jornada de 40 horas semanais, conta com um acréscimo de 50% sobre o vencimento básico R$ 672,35, totalizando uma remuneração de R$ 2.420,47.

Já a empresa selecionada para prestar serviço de vigilância armada e desarmada para a Administração Pública Municipal (Job Segurança  e Vigilância Patrimonial Ltda.), através do Pregão Eletrônico 414/2016, Processo 001.008743.16.9, publicado no Diário Oficial de Porto Alegre (DOPA) em 10 de outubro de 2017, receberá pelos serviços o total de R$ 29.010.000,00, por 12 (doze) meses, para disponibilizar 376 vigilantes, conforme o Anexo I do Edital, a um custo de R$ 6.429,52, pagos à empresa, por vigilante.

Contas as Prefeitura: Vereadoras e Vereadores reúnem-se nesta quinta, 26 com o TCE/RS

Foto TCE/RS
Nesta quinta-feira, 26, às 16h, o grupo de vereadores e vereadoras que solicitou ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-RS) para que verifique as contas da Prefeitura de Porto Alegre, será recebido pelo relator do processo, conselheiro Pedro Figueiredo. A audiência será na sede do Tribunal - Rua Sete de Setembro, 388, Centro Histórico.

Nesta terça-feira (24), as vereadoras Sofia Cavedon (PT) e Comandante Nádia Gerhard (PMDB) e o vereador Mauro Zacher (PDT) foram recebidas/o pelo presidente do TCE-RS, conselheiro Marco Peixoto. Na reunião foi solicitado o acesso às informações do relatório da a auditoria técnica sobre os pagamentos que o Executivo vem realizando, com o objetivo de saber se há receita para manter em dia os vencimentos dos/as municipários/as. Em 04 de setembro eles/as ingressaram na instituição com o requerimento.

Também participaram do encontro os técnicos do TCE-RS.

Com informações do Portal do TCE/RS.

Veja também:
Vereadores pedem que TCE verifique se a Prefeitura não tem realmente dinheiro para pagar funcionalismo

Conferência Municipal da Democracia Socialista inicia nesta Sexta, 27

Convidamos as companheiras, companheiros e simpatizantes para a nossa

Entrevista com Raul Pont

Esquerda precisa se apresentar unida em 2018 com uma alternativa ao desmonte do Estado’

Marco Weissheimer/Sul21

Raul Pont: “Precisamos sentar à mesa e discutir um programa. Isso não significa abrir mão de nada”.

Foto Guilherme Santos/Sul21
A esquerda carrega a fama de se dividir com frequência e de ter grande dificuldade em construir unidade entre suas diferentes forças. O processo do golpe que afastou a presidenta Dilma Rousseff e colocou Michel Temer no governo, dando início a um processo de desmonte de direitos e políticas públicas construídas na última década, aproximou a luta de partidos e organizações de esquerda que, até então, não se encontravam. A proximidade das eleições de 2018, porém, mesmo que a realização destas esteja cercada por um véu de incertezas, mostra que os caminhos da divisão seguem abertos. Superar esse caminho da divisão é o principal desafio que a esquerda tem para 2018, diz Raul Pont, ex-prefeito de Porto Alegre e integrante do Diretório Nacional do PT.

Em entrevista ao Sul21, Pont fala sobre o processo eleitoral de 2018 e, em especial, sobre a disputa para o governo do Estado. Ele defende a construção de uma ampla frente política com os partidos que lutaram contra o golpe e seguem lutando contra o desmonte de direitos e em defesa da democracia. “O que a gente ouve na rua das pessoas que estão lutando contra esse processo de desmonte e de ataque à democracia é que elas querem uma alternativa. Não uma alternativa isolada e demarcatória simplesmente, mas um projeto que tenha força e capacidade e de disputa”, defende o ex-prefeito da capital gaúcha. E acrescenta:

“Precisamos nos apresentar à sociedade como um bloco sólido. Precisamos sentar à mesa e discutir um programa. Isso não significa abrir mão de nada, de debates estratégicos que podem nos diferenciar em um ou outro aspecto. Neste momento, o que a população espera do conjunto da esquerda no Rio Grande do Sul é a apresentação de uma alternativa concreta, o que passa pela elaboração de um programa comum”.

“O ataque à democracia, que ocorreu no processo do golpe, fica a cada dia mais escancarado”

Sul21: Estamos chegando ao final de 2017 e o debate sobre o processo sucessório para o governo do Estado vai ganhando espaço, inclusive já com o lançamento de pré-candidaturas. Como é que o PT entra neste processo, na sua avaliação?

Raul Pont: Temos uma resolução aprovada no sexto congresso do partido, que aponta claramente para a não coligação do PT com os partidos golpistas. Acho que isso deve orientar todos os estados, incluindo o Rio Grande do Sul. Os debates feitos na direção partidária estadual vão nesta direção. Durante o processo de impeachment, foi organizada em Brasília uma frente de partidos que denunciou o golpe e tentou conquistar a antecipação das eleições diretas para presidente ainda este ano, o que não avançou muito. Essa frente incluiu PT, PCdoB, PSOL, PDT, Rede e partidos que não tem representação na Câmara, mas estavam na rua denunciando o golpe, como o PCO e uma parcela considerável do PSTU, hoje organizada em um movimento chamado Mais. O movimento Raiz, encabeçado pela Luiza Erundina, ainda não é um partido, mas também já tem ramificações importantes pelo país.

O ataque à democracia, que ocorreu no processo do golpe, fica a cada dia mais escancarado. Estamos diante de um golpe ilegítimo e ilegal, com a cumplicidade do Supremo Tribunal Federal que também está cada vez mais desmoralizado pela incoerência das posições que assume. A justiça é seletiva, dependendo de quem é o cidadão acusado. É uma situação muito difícil, mas não creio que seja desesperadora, no sentido de não existir nenhuma saída. No caso do Rio Grande do Sul, o alinhamento das políticas de Temer, Sartori e Marchezan demonstra claramente que o inimigo do interesse nacional e popular está bem visível. Esses três governos têm a mesma visão de uma austeridade fiscal suicida em um momento de crise cíclica do capitalismo.

Diante deste quadro, o que a gente ouve na rua das pessoas que estão lutando contra esse processo de desmonte e de ataque à democracia é que elas querem uma alternativa. Não uma alternativa isolada e demarcatória simplesmente, mas um projeto que tenha força e capacidade e de disputa. Nós vivemos a experiência da eleição municipal aqui em Porto Alegre no ano passado, onde a nossa candidatura e a candidatura do PSOL, somadas, chegaram a praticamente 30% dos votos, em uma condição de brutal desigualdade de recursos financeiros e de cobertura de mídia. Mesmo assim, chegamos a esse patamar, mostrando que há um eleitorado importante na cidade que entendia que o governo que findava e este que não tinha começado ainda eram nefastos para a população.

“Precisamos ter grandeza política e clareza de raciocínio”.

Neste momento, o que mais precisamos ter é clareza política com grandeza de raciocínio e de análise sobre a conjuntura que estamos vivendo. Estamos fazendo um esforço nesta direção em defesa de uma política de aliança com os partidos que lutaram contra o golpe e seguem lutando contra o desmonte de direitos. Esse campo está sintonizado com a luta dos movimentos sociais, dos sindicatos, dos estudantes, dos grevistas que estão na rua lutando contra o neoliberalismo em curso no Estado e no país. Precisamos nos apresentar à sociedade como um bloco sólido, incluindo os partidos que estão nesta luta. Precisamos sentar à mesa e discutir um programa. Isso não significa abrir mão de nada, de debates estratégicos que podem nos diferenciar em um ou outro aspecto. Neste momento, o que a população espera do conjunto da esquerda no Rio Grande do Sul é a apresentação de uma alternativa concreta, o que passa pela elaboração de um programa comum.

Sabemos que o sistema eleitoral não nos ajuda. Infelizmente, não ocorreu a aprovação da figura da federação partidária, que facilitaria a construção desse tipo de aliança, como ocorre no Uruguai, onde a Frente Ampla reúne diferentes partidos. Ela tem um programa e estatuto próprios, mas é composta por um conjunto de forças políticas que têm suas identidades e particularidades, mas atuam unidas contra o inimigo comum. É o que precisamos fazer aqui.

Sul21: Já estão ocorrendo conversas neste sentido aqui no Rio Grande do Sul?

Raul Pont: Temos nos reunido com lideranças desses partidos à luz da iniciativa da frente contra o golpe construída em Brasília, coordenada pelo senador João Capiberibe, do PSB, partido que, também aqui no Rio Grande do Sul, gostaríamos que estivesse no nosso campo. Queremos construir um polo de debate com os partidos que mencionei com o objetivo de construir um programa comum. Não é o momento de cada um já vir com o seu candidato. Cada partido tem os seus processos internos e, em um sistema de dois turnos, podem ter uma candidatura própria ainda no primeiro turno. Eu entendo que, considerando tudo o que está acontecendo e o sentimento que hoje aflora entre professores, funcionários e trabalhadores de diferentes setores, é necessário um grande esforço da nossa parte para construir uma unidade em torno de um programa comum.

O nosso inimigo principal é o núcleo formado por PMDB e PSDB que dirigem o processo de golpe, de ataque à democracia e de desmonte de direitos, com o apoio de alguns partidos menores. Estes são os inimigos da democracia, do país e da população brasileira. Precisamos ter um bloco político que se contraponha a esse núcleo com um programa, que certamente não será o programa ideal de cada um, mas será um programa que a população espera. Há muitas pessoas que estão tomando consciência do golpe e, ao mesmo tempo, estão na rua brigando por seus direitos. Outras estão mais apáticas, têm dúvidas e estão desesperançadas, sem ver uma saída. Nós precisamos apresentar uma saída que tenha força. Isoladamente, não conseguiremos fazer isso. Se entrarmos de novo no processo eleitoral, cada um com o seu programa e com sua candidatura, remoendo problemas do ano passado, do ano retrasado, ou divergências históricas, não estaremos à altura do que a população espera de nós. Precisamos recuperar a esperança de que é possível ter um programa. Já fizemos isso, dá para fazer de novo e dá para fazer melhor.

Sul21: A esquerda tem certa tradição, na qual a unidade não é exatamente o forte. As divisões são frequentes. Você apontou dois desafios para a construção dessa frente: a elaboração de um programa comum e a definição de uma candidatura, que muitas vezes acaba implodindo essas tentativas de unidade. No último final de semana, o PCdoB manifestou a intenção de ter candidatura própria ao governo do Estado, citando a deputada Manuela D’ Ávila e Abigail Pereira como possíveis nomes. O PT, que sempre teve candidatura própria ao governo, poderia eventualmente abrir mão da cabeça de chapa para viabilizar essa unidade?

Foto Guilherme Santos/Sul21
“Temos um processo de consulta e de debate interno no partido que pretendemos concluir até o final de novembro”.

Raul Pont: Cada partido tem o seu ritmo, a sua lógica interna e isso tem que ser respeitado. Cada um tem o seu sistema democrático interno de consulta. Nós também estamos fazendo isso no PT. Temos um processo de consulta e de debate interno no partido que pretendemos concluir até o final de novembro. Estamos ouvindo também figuras históricas do partido que já representaram o PT em cargos majoritários, como o Olívio, o Tarso, eu mesmo que já fui prefeito em Porto Alegre, lideranças da Assembleia e da Câmara dos Deputados. Também estamos em um processo de consulta junto às organizações da base do partido e com as entidades com as quais a gente sempre conversou. Esse processo está em curso e também estamos preocupados em oferecer um nome com muita força e legitimidade.

A Manuela é um nome forte aqui no Estado e já provou isso eleitoralmente. A Abigail já esteve conosco numa chapa junto com o Tarso. Eu e a Silvana Conti formamos uma chapa no ano passado, alcançamos uma unidade programática para disputar a Prefeitura e fizemos uma boa campanha. Gostaria de insistir que, neste momento, temos que ter a capacidade política de discutirmos um programa para o Estado, nem que isso se reflita só no segundo turno. Temos acordo em torno de vários pontos. Temos acordo, por exemplo, na necessidade de uma profunda democratização do Estado e da gestão pública, de voltar a ter mecanismos diretos para a participação da população. O atual governo extinguiu todas as instâncias e formas de participação.

Temos unidade também na defesa de que o Estado deve ter um setor financeiro sólido, que está sendo liquidado pelo governo Sartori com a venda de 49% das ações do Banrisul. Concordamos em que o Estado deve estar presente em alguns setores estratégicos. Não nos rendemos à lógica de que a energia elétrica, a telefonia, os pedágios ou a água sejam serviços voltados para a acumulação capitalista. Um sistema de transporte público de qualidade também é fundamental.

Nós temos acordo em torno destes e de outros pontos. Se conseguirmos construir um programa em torno desses temas fica mais fácil definir quem expressá-lo em uma candidatura. Os nomes têm que brotar deste processo de debate. Não é o caso de nos digladiarmos agora, discutindo quem está melhor na pesquisa, quem é bom ou ruim de voto. O que as pessoas esperam de nós hoje é muito mais esse gesto de construirmos uma unidade contra o inimigo comum que está liquidando com o município, com o Estado e com o país.

Sul21: Figuras históricas do PT, como Olívio Dutra e Tarso Genro, têm manifestado sua disposição de não concorrer ao Piratini. O ex-vice-governador e ex-ministro Miguel Rossetto vem aparecendo, de forma crescente, como possível nome do PT para o governo do Estado. Como está esse debate dentro do partido?

Raul Pont: Nós estamos concluindo um processo de consulta às figuras públicas do partido. Nos reunimos com o Olívio e nesta semana teremos uma reunião com o Tarso para ouvi-lo. É claro que isso não será uma decisão da Executiva do partido. Estamos organizando o debate para que possamos levá-lo a um congresso partidário. O nome do Miguel, de fato, é um dos nomes que vem sendo referendado por vários setores do partido. Ex-vice-governador, ex-ministro dos governos Lula e Dilma, dirigente histórico do movimento sindical gaúcho e fundador do Sindipolo, ele tem toda uma trajetória não só na área política, mas também como presidente da Petrobras Biocombustíveis. Outro nome que surgiu é o do Edegar Pretto que vem tendo um grande destaque como presidente da Assembleia Legislativa.

Esse é um direito que todo partido tem. Mas, reafirmo que, neste momento, não acho que esse seja o debate principal. Acho que o principal agora é esgotarmos uma etapa importante que é a construção de um programa comum. Tenho absoluta certeza que é possível construir uma unidade neste campo de esquerda. Todo ano, o PDT rende sua homenagem à carta-testamento de Getúlio Vargas. Ora, essa carta é um manifesto político-partidário. Se as pessoas têm uma referência nela, honrá-la é estar contra o golpe, contra Temer e Sartori. E o campo da esquerda, que se reivindica como socialista e marxista, precisam ter esse compromisso mais ainda. A esquerda precisa se mostrar capaz de responder coletivamente a esse momento histórico que estamos vivendo.

Publicada no Portal Sul21.

Exposição "Raizes" de Maria Aparecida Roxo na Câmara Municipal de Porto Alegre

Aberta ao Público de 06 a 17/11, das 09h às 18h a Exposição tem o apoio de Sofia Cavedon

A partir do dia 06 de novembro (Segunda) até o dia 17 (Sexta), estará no espaço T Cultural Tereza Franco da Câmara Municipal de Porto Alegre, a Exposição Raízes, de Maria Aparecida Roxo Rodrigues.

Conforme explica a artista plástica, é uma exposição de pinturas em acrílico, com 16 telas., que tem como temática os negros/as e índios/as. “Nossas raízes culturais estão intimamente ligadas à cultura africana e indígena, através das palavras, do alimento, da música, entre outros elementos”, destaca.

Maria Aparecida Roxo Rodrigues é professora de Português de uma escola estadual em Porto Alegre e pinta expressões humanas em acrílico, trabalhando etnias.

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Cpers chama assembleia extraordinária da categoria na terça, 31

O CPERS esta chamando a todos (as) os educadores e educadoras a participarem da Assembleia Geral Extraordinária que será realizada no dia 31 de outubro, terça-feira, em frente ao Palácio Piratini, na Praça da Matriz, em Porto Alegre. A primeira chamada será às 10h e a segunda às 10h30.

Dia 31 é o dia de mostrar para o Sartori o quanto é grande e forte a nossa Greve. E juntos vamos decidir os rumos da nossa mobilização. Todos e todas na Assembleia Geral”, conclama a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer.

A Assembleia tem o objetivo de avaliar a mobilização da categoria.

Cpers volta a se reunir com representantes do governo

‘Sartori segue fingindo preocupação’

O Cpers Sindicato voltou a se reunir com integrantes do governo Sartori (PMDB) na tarde desta terça-feira (24). De acordo com o sindicato, o Executivo insiste que a única saída para o impasse é a adesão do Rio Grande do Sul ao regime de recuperação fiscal. O fim dos parcelamentos de salários é uma das principais reivindicações da categoria para o fim da greve, iniciada em 5 de setembro.

Imagem Web
Em nota assinada pelo comando de greve, o Cpers afirma que o governo “finge o diálogo e uma negociação que de fato nunca existiu”. “Sartori segue fingindo preocupação, mas suas ações o contradizem, pois acentuam a permanência do impasse. Para a imprensa e a sociedade tenta vender a imagem de diálogo e negociação. Mas, na verdade, tem uma postura totalmente autoritária, constatada em ataques como: ameaça de corte de ponto e demissão de educadores contratados”.

Já o chefe da Casa Civil, Fábio Branco, que se reuniu com os professores acompanhado da secretária adjunta da Educação, Iara Wortmann, diz que o governo não firmará compromissos que não possam ser cumpridos. “Não vamos criar falsas expectativas. Não vamos mentir aos servidores, aos professores, mas estamos preocupados com os nossos alunos”.

Branco também criticou o bloqueio às Coordenadorias Regionais de Educação realizado pelo Cpers na segunda-feira (23), em protesto à medida do governo do Estado que autorizaria a transferência de alunos de escolas em greve para outras, onde poderiam seguir com o ano letivo. Para o sindicato, a decisão do governo de remanejar estudantes de escolas em greve é “absurda”. “Toda a sociedade gaúcha quer uma solução, exceto o governo. Inclusive, os interlocutores, o secretário da educação, o empresário Ronald Krummenauer, o chefe da Casa Civil, Fábio Branco e a secretária adjunta da educação, Iara Wortmann, que o governo coloca para o pseudo diálogo com o Cpers, não tem nenhum poder de decisão”.

Fonte: Portal Sul21.

É um escândalo fechar vagas na Educação Infantil

Sofia Cavedon em visita com a Cece à EMEI Pica-pau Amarelo

Foto Luiza Dorneles/CMPA
É um escândalo.É inaceitável!”. Assim manifesta-se a vereadora Sofia Cavedon (PT), que com a Comissão de Educação da Câmara Municipal, visitou na tarde desta terça, 24, a Escola Municipal de Educação Infantil Jardim de Praça Pica-Pau Amarelo, pois o governo está extinguindo o turno integral e maternal da escola. A EMEI fica na rua Fernando Machado, Centro  da cidade, onde não existe nenhuma outra escola infantil pública.

Para Sofia, que já agendou audiência para tratar do assunto para o dia 01 de novembro, às 14h, com a Promotora de Justiça da Educação de Porto Alegre do Ministério Público (MP), Dra. Danielle Bolzan Teixeira, o encerramento de vagas na educação básica é ilegal: “anualmente a Prefeitura vendo sendo notificada por não cumprir as metas da Educação Infantil desde 2016 quando foram aprovadas no Plano Nacional de Educação (PNE) que é, universalizar a Educação Infantil na pré-escola para as crianças de 4 a 5 anos de idade e ampliar a oferta de Educação Infantil em Creches de forma a atender, no mínimo, 50% das crianças de até 3 anos até o final da vigência do PNE”.

A  ameaça de fechamento do anexo é um desrespeito com a região. É uma conquista recente e muito necessária”.  A parlamentar declarou ainda que medidas são urgentes e devem ser encaminhadas o quanto antes para a Smed. “É ilegal fechar escolas”, reafirma Sofia. 

A comissão planeja um encontro com o secretário da Smed para tratar do assunto

Foto Luiza Dorneles/CMPA
Com faixas penduradas no entorno, a comunidade manifesta o pedido de não fechamento do prédio ao lado – chamado de anexo – alugado em regime emergencial pelo governo do município, que pretende extinguir o turno integral e maternal do local. Neste momento, a diretora da instituição, Denise Ayla, explicou que a luta da comunidade é para manter o local e o turno integral. “Nunca se deve fechar as portas de uma escola”, lamentou. A estrutura do prédio anexo, que começou a funcionar em 2016, conta com salas de aula, de recreação, cozinha e atendimento diário das 8h às 17h.

Ayla também destaca que a partir deste ano, a demanda tem aumentado consideravelmente. De acordo com ela, a falta de vagas para o maternal 2 (crianças na faixa etária de 3 anos) é o que tem preocupado mais as famílias. O que também assusta a comunidade é o fechamento do turno integral, que funciona desde o ano passado, conforme a diretora. Ainda segundo Ayla, manter o funcionamento do anexo trata-se de uma questão de legalidade, e o que a escola busca é a lei para organizar a situação e assim evitar o possível fechamento do espaço. 

Foto Luiza Dorneles/CMPA
Defendendo a permanência e a ampliação do horário de atendimento da escola, os moradores pedem atenção da Secretaria Municipal de Educação (Smed) para que mais vagas sejam disponibilizadas. Jéssica Fonseca, moradora do bairro, é uma das mães engajadas na causa. Ela afirmou que tem tentado colocar seu filho na escola sem sucesso, devido à incompatibilidade com o horário de ensino. “É preciso ampliar a escola e não destituir. É uma decepção muito grande”, disse. Para unir esforços, a comunidade está recolhendo assinaturas com uma lista de demandas a serem enviadas para o Executivo. Até agora, o abaixo-assinado em defesa de vagas já conta mais de 5 mil assinaturas. Os moradores ainda lamentaram ter que conciliar horários de trabalho com a luta para permanência da escola.

Assine aqui o abaixo-assinado contra o fechamento de vagas na EMEI.

Com informações do Portal da CMPA

Veja também matéria publicada no Portal Sul21 - Vagas fechadas pela Prefeitura em escola infantil Pica-Pau Amarelo revoltam pais e mobilizam Centro

Reunião na Cuthab trata sobre situação do Pisa no bairro Cristal

Moradores reclamam do descumprimento de contratos e da falta de solução à construção de moradias.

Foto Leonardo Contursi/CMPA
 A reunião foi proposta pela vereadora Sofia Cavedon (PT) que solicitou na audiência que o MP abra um  expediente para averiguar as informações.

A Comissão de Urbanização, Transporte e Habitação (Cuthab) da Câmara Municipal de Porto Alegre debateu, na manhã desta terça-feira (24/10), a falta de atendimento ao acordo firmado com as famílias do Bairro Cristal envolvidas no Projeto Integrado Socioambiental (Pisa). O projeto foi implementado na capital gaúcha por administrações anteriores, com financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) no Brasil.

Conforme esclarecimentos iniciais, o Pisa foi implementado em Porto Alegre com o objetivo de promover a redução do risco de inundações ao longo do Arroio Cavalhada, através da construção de diques, canais de drenagens, medidas de proteção, reassentamento de famílias com moradias estabelecidas em  área de risco e construção de moradias na Vila Hípica do Cristal. Porém, o contrato com o BID se encerra em dezembro deste ano, e os prazos estabelecidos não foram cumpridos. A não conclusão e execução de alguns empreendimentos de responsabilidade da administração municipal acarreta a perda de recursos ao Município.

A Comunidade

Foto Leonardo Contursi/CMPA
De acordo com Jurema Silva, líder comunitária e moradora da Vila Hípica do Cristal, "a incerteza de manutenção ou construção de novas moradias, por falta de recursos aos programas habitacionais, o temor pelo despejo dos que se mantêm na região que abrange o Pisa, a possibilidade da retomada das Áreas Especiais de Interesse Social (Aeis) gravadas para construção das moradias aos envolvidos, a falta de pagamento do aluguel social aos moradores retirados das suas residência para ações do Pisa, o descaso com os cidadãos que residem no local há mais de 50 anos e ajudaram a construir o bairro e o não cumprimento das conquistas e acordos" são fatores que estão gerando "completo pavor aos que sofrem com a instabilidade do processo e com a possibilidade de não conquistarem a casa própria prometida".

A líder comunitária pede transparência nos critérios para concessão do aluguel social, critica o atendimento e ressalta a necessidade de orientações para solução às moradias dos cidadãos da comunidade, "prejudicados por um problema da administração pública".

O Governo

A representante da  Secretaria Municipal de Gestão e coordenadora do Pisa, Márcia Rodrigues, esclareceu sobre as etapas pertinentes ao Projeto Integrado Socioambiental, as reuniões e os acordos com a comunidade, ressaltando os problemas gerados a partir da realização da Copa do Mundo, "quando os imóveis foram inflacionados na região, o que ocasionou uma disparidade no orçamento inicial para construção de novas moradias na localidade", além de citar as dificuldade à contratação de construtora. Ela disse ainda que não há tempo suficiente para construção de moradias com o orçamento disponível pelo BID, destacando que a solução encontrada foi o Bônus Moradia, com a conquista da atualização de valores, que passaram de cerca de R$ 52 mil para R$ 72 mil, a fim de que os interessados providenciem suas habitações. Ela informou que 326 famílias manifestaram interesse no Bônus Moradia e, no momento, está em avaliação a documentação dos manifestantes.

Em atenção aos questionamentos do representante do Ministério Público, promotor Cláudio Mello, e das demais manifestações, o representante do Demhab, Emerson Correa, citou e lamentou as irregularidades existentes no pedido de aluguel social, informou que não há risco de remoção dos moradores envolvidos no Pisa, reiterou que as AEIs da Rua Tamandaré e da Rua Claudino estão gravadas para atender a reivindicação para construção de moradias destinadas às famílias da Vila Hípica do Cristal e se comprometeu em avaliar o atraso do aluguel social de nove famílias da região da Avenida Icaraí. Emerson reiterou a dificuldade financeira do Município, afirmando que não há previsão de obras ou projetos de habitação popular, lembrando que são necessárias as liberações de orçamentos nacionais para essas ações.

Encaminhamentos

Como encaminhamentos do encontro, a Cuthab confirmou o  agendamento de reunião para tratar do tema específico na próxima sexta-feira (27/10), às 14 horas, na sede do Demhab. Além disso, para tratar de temas relativos às ocupações, programas de habitações populares, esclarecimentos sobre cooperativas habitacionais e outros, foi agendada outra reunião, na sede do Ministério Público, às 15h30min, no dia 16 de novembro, com representantes comunitários, Cuthab, Demhab e Governo Municipal.

Também participaram da reunião o representante da Rede Nacional de Advogados Populares, Rodrigo de Medeiros, a defensora pública Luciana Schneider, além de assessores parlamentares e moradores dos bairros Cristal e Humaitá.

Leia a íntegra da matéria no Portal da CMPA.

50 anos do Teatro de Arena de Porto Alegre será homenageado na Câmara Municipal

Homenagem aos 50 anos do Teatro de Arena de Porto Alegre será realizada na próxima
segunda-feira, 30, às 14h, na Câmara Municipal de Porto Alegre (Av. Loureiro da Silva, 255). A proposição é da vereadora Sofia Cavedon (PT), membro da Comissão de Educação e Cultura da Casa Legislativa.

Da história até hoje

O Teatro de Arena fica nos Altos do Viaduto Otávio Rocha, na Avenida Borges de Medeiros, no Centro Histórico de Porto Alegre. Fundado pelo Grupo de Teatro Independente, então composto por Jairo de Andrade, Araci Esteves, Alba Rosa, Câncio Vargas, Hamilton Braga e Edwiga Falej, foi inaugurado em 17 de outubro de 1967, com a peça de Dias Gomes: “O Santo Inquérito”. O Arena atuou como um núcleo de resistência cultural no período da Ditadura Militar (1964 – 1985).

Desde 1991, o Teatro de Arena abriga Centro Documentação e Pesquisa em Artes Cênicas. Seu acervo conta com textos oriundos do Departamento de Censura da Polícia Federal, 2.100 textos dramáticos, de autores nacionais e estrangeiros, adultos e infantis; livros de artes cênicas; uma videoteca com o Projeto Memória Viva.

 O Projeto Memória Viva – idealizado por Dilmar Messias no final da década de 80 – objetiva organizar e registrar em vídeo o depoimento de figuras representativas na área das Artes Cênicas, ampliando, assim, a memória artística do Estado do Rio Grande do Sul.

Foto Reprodução Facebook
Atualmente sob a responsabilidade de Clovis Rocha, diretor do Instituto Estadual de Artes Visuais (IEACen), o Teatro de Arena funciona em horários flexíveis, de acordo com os espetáculos em cartaz. E o Centro Documentação e Pesquisa em Artes Cênicas – Espaço Sônia Duro está aberto ao público interessado de segunda a sexta-feira das 13h30mim às 17h.

 O Teatro lança todos os anos um edital de Prêmio de Incentivo à Pesquisa Teatral no Teatro de Arena, o qual contempla dois grupos para ocuparem o teatro nos dois semestres do ano. O objetivo é de fomentar o desenvolvimento de pesquisa no Teatro de Arena, com o intuito de valorização do espaço, devolvendo e desenvolvendo seu caráter de lugar de pesquisa e propiciando a realização de espetáculos teatrais profissionais de qualidade, fora de propostas do circuito comercial. Visa também desenvolver pesquisa inédita para uma arena de três lados – de acordo com a disposição de seu espaço Os grupos, além de poderem ensaiar na arena, recebem o valor de R$ 30.000,00 (trinta mil reais) para a realização do projeto.

A instituição está voltada para projetos variados, como teatro, dança, música e outros. Os produtores culturais interessados em realizar atividades artísticas no Teatro de Arena devem enviar um e-mail solicitando pauta (informando o período desejado), com um breve release do trabalho.

Fonte: Página do Facebook do Teatro de Arena de PoA

Vitória contra a cultura do estupro é de todas as mulheres, diz Eleonora

Ex-ministra ganhou processo após acusar ator de apologia ao estupro

Escrito por Rafael Silva e Vanessa Ramos/CUT-SP 

Num cenário de tantos retrocessos, ao menos desta vez o Judiciário cumpriu seu papel ao reconhecer a cultura do estupro e não culpar a vítima. A ex-ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci, ganhou nesta terça (24) ação judicial movida pelo ator Alexandre Frota, em julgamento do recurso em segunda instância.

Eleonora, ainda ministra do governo da presidenta eleita Dilma Rousseff, fez críticas à entrevista do ator pornô em um canal de televisão, quando ele confessou, em tom de piada, ter feito sexo com uma mãe de santo desacordada. Frota exigia a condenação e uma indenização de R$35 mil.

Após a vitória, ao sair do Fórum João Mendes onde ocorreu o julgamento, Eleonora foi abraçada por mulheres sindicalistas, parlamentares, de movimentos populares e religiosos que estiveram na frente do prédio e promoveram uma manifestação de solidariedade.

Emocionada, ela afirmou que a decisão favorável significa uma conquista coletiva. “Esta vitória é de todas as mulheres. Ela não me pertence, mas a todas as brasileiras. Ela representa a condenação do estupro e a absolvição total das mulheres. Ela saiu de mim. Ela é agora da sociedade brasileira. É uma luta pela democracia, em favor da justiça social, dos direitos humanos das mulheres”, disse.

Aos 73 anos, ela demonstrou o que significa a resistência contra a violência e a cultura do estupro. “Tenho honra de ser uma mulher que já viveu dois golpes neste país e que hoje enfrenta esta luta, em nome de um compromisso com as mulheres brasileiras. Essas que me ensinaram a lutar”, destacou.

A ex-ministra garante que sai fortalecida deste processo.  “Me sinto ainda mais comprometida com a luta pela democracia, pelo retorno do Estado de direito no nosso país, contra o golpe que tirou a primeira mulher presidenta, eleita e reeleita, e contra este clima de ódio que os golpistas instalaram em nosso país. Viva as mulheres brasileiras.” 

Para a vice-presidenta da CUT Nacional, Carmem Foro, não apenas neste caso, mas em outros, o  estupro e os violadores não podem vencer. "Temos voz, vamos gritrar em todos os momentos de nossa vida. Eles jamais irão nos calar", afirmou.

Violência estrutural

Minutos antes do julgamento, o ator pornô, um dos apoiadores do golpe, foi acompanhado por representantes de grupos de direita que agrediram as manifestantes em sua defesa. A Polícia Militar esteve no local e, ao invés de tranquilizar a situação, fez pressão aos militantes de esquerda.

Secretária de Comunicação da CUT-SP, Adriana Magalhães lamentou a violência neste episódio. “Existe movimentos de direita que são patrocinados. Gente que esteve hoje no fórum, que defende estuprador, que defende intervenção militar no Brasil”, criticou.

A filósofa e teóloga feminista brasileira, Ivone Gebara, também repudiou a violência e fez uma breve análise do cenário brasileiro. “Eleonora denuncia um crime e é acusada porque o denuncia. E o criminoso tenta sair impune. Isso é um testemunho de que a legalidade não funciona no país e que o regime do terror, da banalidade, é que está vencendo, sobretudo na política e nos meios de comunicação.”

Publicado no Portal da CUT Nacional.