domingo, 30 de dezembro de 2018

Feliz Ano Novo!

“Ninguém solta a mão de ninguém” diz que não estamos sozinhos - Seremos resistência!

Feliz Ano Novo!



sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Adeus, Ano Velho - Por Sofia Cavedon (*)

Foto Giulia Secco/CMPA
Artigo publicado no Portal Sul21 no dia 28/Dez/2018

Realmente um ano para superar, esse 2018.

Tememos por nossa democracia em vários momentos em que a violência ocupou o lugar das regras democráticas e em que a batalha virtual pelo poder deturpou a informação, violou a dignidade dos oponentes, flexibilizou direitos da condição humana flertando perigosamente com o fascismo – a destruição do outro, seu contrário.

Tememos pela educação atacada no seu fundamento: processo libertário porque processo de constituição do humano, pois essa é a condição que carateriza e nos diferencia dos outros seres vivos – decidir quem somos, do que gostamos, no que acreditamos.

Tememos pela vida – eis que a exacerbação da violência autorizada para o enfrentamento da violência, chegou à apologia e simbologia da política. A posse de alguns deputados eleitos ser desenhada por sinais de metralhadora sendo disparada ao ar é em si, a renúncia da política.

O bonito é que esses temores e outros tantos, não paralisaram a consciência coletiva da aposta no processo democrático de evolução do país. “Seremos resistência” é o recado que saiu da voz dos jovens de mãos dadas nas escolas, no traço do desenhista, nas cores lilases das mulheres, no multicolorido da luta LGBT, no black vermelho amarelo do povo negro, na palavra crítica, contundente cantada do Slam, no samba de raiz que organiza a roda da resistência no Brooklin da universidade, na reocupação do Arado pelo povo indígena – todos avisando que seremos muitos reivindicando respeito à soberania do povo escrita na constituição.

“Ninguém solta a mão de ninguém” diz que não estamos sozinhos, que os haitianos e os venezuelanos não estão sozinhos; que as crianças sem vaga na educação infantil não estão invisíveis; que os jovens assassinados diariamente na barbárie do estado paralelo das drogas seguem nos indignando; que as meninas e mulheres violadas terão nossa mão; que quem vive do trabalho e perde cada vez mais os direitos, terá apoio para a organização e a luta; que diante da voracidade dos negócios e dos lucros, vamos proteger a água pública, a terra para plantar sem veneno, a cidade para todos e todas terem teto que os abrigue e espaço para sonhar.

Feliz Ano Novo!

(*) Vereadora em Porto Alegre, eleita deputada estadual pelo PT nas eleições de 2018.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

Fechar Escola Infantil é crime!

E a prova está na lista de crianças não contempladas em cada escola que visitamos nessa manhã!

Agora no MP aguardando o plantão para tentar recurso sobre a Unidos da Paineira.

E os dados da pobreza na infância só pioram! Queremos resposta dos órgãos de controle das responsabilidades dos governos!



sábado, 22 de dezembro de 2018

Sobre o DMAE assumir as atividades do DEP

Manifestação de Sofia Cavedon, vereadora do PT, líder da Oposição e deputada estadual diplomada, na sessão plenária desta Quinta-feira - 20/Dez - que aprovou o projeto de lei do executivo municipal autorizando o DMAE a assumir as funções do DEP - Câmara de Porto Alegre.

No debate que nós fizemos sobre DEP e DMAE, que vimos fazendo desde outubro, quando a nossa bancada denunciou no Ministério Público do Patrimônio, e apresentamos uma CPI da regulamentação da estrutura, já denunciávamos que recursos do DMAE estavam indo para o caixa único. É importante saber que votamos hoje de manhã exatamente para cessar essa sangria, para dar nitidez, porque, na sequência da nossa denúncia, um mês depois, foi lançada, no Diário Oficial, a nova estrutura, apenas a estrutura. Um mês e meio depois, aparece a denúncia da perda dos R$ 150 milhões do DEP. 

Pois nós dizíamos: os recursos do DMAE, tarifa 3, estão indo para o caixa único, porque não há mais DEP. É uma tarifa que é para manutenção de rede, que é para conservação, para limpeza, para boca de lobo. Quem é que está controlando se esses recursos não estão sendo perdidos em outras funções? Pois esse debate com a sociedade não existe. Esse debate do projeto que nós fizemos hoje de manhã, com o DMAE, não houve, e os funcionários se queixam com razão. Nós pudemos fazer um pouco de conversa com o DEP e com o DMAE, no telefone, com alguns funcionários, porque não tínhamos,  inclusive, o projeto à disposição.

Agora vem uma mudança nas verbas de representação, e é incrível porque tem uma coordenação da democracia participativa. Mas onde está a democracia participativa nesta Cidade, onde nada é debatido? Mas aí tem uma verba de representação. Aí nos antigos CARs, atuais CRIPs, todo mundo vai ter a sua representação, só que nada do que é
encaminhado pela população tem solução. 

Dez mil pedidos ao DMAE não têm resposta, não têm solução, porque não funcionam os serviços, não funciona a relação com a comunidade, não funciona a articulação entre as secretarias. Ora, podem dizer que a prefeitura está demorando, mas está quase terminando a gestão do prefeito, já vai para o segundo bimestre da gestão do prefeito.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Sofia Cavedon se despede do Parlamento Municipal

Foto Leonardo Contursi/CMPA
A vereadora Sofia Cavedon (PT) usou a tribuna da Câmara Municipal de Porto Alegre na noite desta quinta-feira (20/12), durante sessão extraordinária, para se despedir dos colegas vereadores e vereadoras. Ela foi eleita deputada estadual e ocupará uma cadeira na Assembleia Legislativa a partir de 2019. 

Disse que durante os 18 anos que esteve na Casa aprendeu muito. “Aqui tive a oportunidade de ser presidenta e pude estar na ponta da maior representatividade que é o Parlamento Municipal”.

Ressaltou o “jeito teimoso” de conduzir o mandato. “Cada vez que votamos um projeto, nos deparamos com um dilema, seja lutando por mais emprego, mais segurança ou cidadania. Não é fácil, pois sempre temos que fazer escolhas”.

Sofia lembrou que veio de Veranópolis carregada de princípios. “Trouxe da minha terra natal valores de trabalho e religião”.

Falou também que levará para o Estado os dilemas do cotidiano de Porto Alegre. “Jamais vou esquecer as lutas por mais trabalho e moradia. Aprendi muito com essas batalhas”.

Sofia ainda agradeceu a bancada petista na Casa e aos funcionários. 


quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

Marchezam marca negativamente, mais uma vez, a história de Porto Alegre

Prefeito coloca mais um degrau na escala de destruição da educação de Porto Alegre. Nunca vivemos uma situação de precarização tal e agora teremos contratação temporária por dois anos!

É estratégia desse governo a não valorização da educação e mais, não conseguimos garantir a realização de concurso público. 

A Câmara autoriza o prefeito a precarizar e a entregar a escola pública pobre, para pobre.

Hoje é um dia muito triste para a nossa cidade, para a educação, para os professores e professoras. E sinto muito ter que viver isso, ter resistido e não ter conseguido impedir.

Todas as emendas apresentadas por Sofia foram rejeitadas.

A Câmara Municipal de Porto Alegre aprovou, na manhã desta quarta-feira (19/12), projeto de lei e mensagem retificativa do Executivo que autorizam a contratação temporária de 240 professores para a Secretaria Municipal de Educação (Smed).

Diplomação de Sofia Cavedon Deputada Estadual

Foto Ronaldo Quadrado
Professora de Porto Alegre, Sofia foi eleita para o seu primeiro mandato de Deputada na Assembleia Legislativa do RS.

A diplomação ocorre nesta quarta-feira (19) às 16h30min, no Teatro da Ospa.

PARLAMENTO 2019 - Sofia Cavedon (PT)

Matéria publica no Portal da Assembleia Legislativa do RS

A feminista Sofia Cavedon foi eleita com 32.969 votos para o seu primeiro mandato na Assembleia Legislativa, sendo a maioria deles (23.983) em Porto Alegre, onde foi vereadora por cinco legislaturas consecutivas. Ela é uma militante da igualdade de gênero, especialmente na educação.

Em 2011, presidiu o Legislativo de Porto Alegre e, por várias ocasiões, a Comissão de Educação, Cultura, Esporte e Juventude. Em julho de 2018, assumiu a liderança da oposição, no momento em que a Câmara Municipal se transformou em foco das atenções da política de Porto Alegre por conta da votação do chamado “pacote de Marchezan”, que incluía aumento do IPTU e mudanças nas carreiras dos servidores. É de sua autoria a lei que instituiu a Procuradoria Especial da Mulher na Câmara de Vereadores da Capital.

Sofia é professora dos anos iniciais e de Educação Física na rede municipal de ensino. Foi dirigente da Associação dos Trabalhadores e Trabalhadoras e do Sindicato dos Municipários de Porto Alegre. Uma das construtoras do Projeto Escola Cidadã e defensora da escola sem mordaça, foi secretária adjunta da Educação da Capital e titular da pasta de 2002 a 2003.

Natural de Veranópolis, 55 anos (2/8/63), Sofia tem como plataforma o fortalecimento da Educação e da Cultura, o empoderamento feminino, uma economia e ambiente sustentáveis e a alimentação saudável. Defende a inclusão, a diversidade e a saúde pública. Posiciona-se contra as privatizações e em defesa das empresas e bancos públicos e das fundações.

A deputada eleita acredita que a população fará o verdadeiro debate sobre a situação do Estado e do País no período pós-eleitoral. Para ela, a campanha, marcada por fake news”, foi pródiga em disseminar preconceitos e ódio e pobre no debate de ideias. No Rio Grande do Sul, em sua opinião, “a farsa do Regime de Recuperação Fiscal e a mentira de que o Banrisul estava preservado” colaboraram para a realização de um segundo turno sem contraponto de projetos.

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Contratação temporária de professor/a não pode ser uma política permanente

Foto Leonardo Contursi/CMPA
Votação será nesta Quarta - 19/Dez - a partir das 9h na Câmara Muncipal de Porto Alegre

Lutando para que os contratos temporários para professores e professoras para a Rede Municipal de Ensino não se tornem uma política permanente, Sofia Cavedon, vereadora do PT, líder da Oposição e deputada estadual eleita, apresentou duas emendas ao projeto de lei do governo Marchezan.

A primeira  (subemenda 1 à emenda 3 esta que autoriza a contratação temporária para a SMED) determina o prazo de 60 dias para a prefeitura concluir o concurso público, em andamento, para a contratação na Educação Infantil e anos iniciais do Ensino Fundamental, e 30 dias para a realização de novo concurso público visando a contratação de professores e professoras para os anos finais do Ensino Fundamental e ao Ensino Médio.

Na emenda 5, Sofia estabelece o fim da autorização para a contratação temporária prevista na lei, a partir da homologação dos concursos públicos correspondentes.

Assista também:
Faça concurso Marchezan!

Frente Parlamentar do Esporte encerra o ano nesta terça (18)


É uma vergonha o Banrisul cobrar taxa no 13º do/da funcionário/a

Esta Casa há 15 dias votou a "toque de caixa" e sem discussão, a autorização para contratar o Banrisul para o 13º dos municipários e municipárias. Até agora o governo municipal não encaminhou. Cadê a competência do governo municipal?

Lutamos aqui para que a categoria não seja duplamente penalizada, como está sendo o funcionalismo estadual, como está noticiado nos jornais, que o Banrisul está cobrando 25% dos servidores/as estaduais que estão nos jornais. Isso é uma vergonha, penalizar o/a servidor/a.

Um banco lucrativo que vergonhosamente desconta dos/das funcionários/as. O governador deveria agir, atuar, defender os interesses dos/das servidores/as. E espero que o prefeito Marchezan o faça!

Manifestação de Sofia Cavedon, vereadora do PT, líder da Oposição e deputada estadual eleita, sobre o 13º do funcionalismo municipal e a taxa cobrada pelo Banrisul dos/as servidores/as estaduais inadimplentes com o banco. Na sessão plenária da Câmara Municipal de Porto Alegre - 17/Dez/18.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Para onde foram os 53 milhões do DMAE?

Um ano e meio depois de extinto, o Agora o DMAE assumirá as suas funções!

Nossa Bancada, que representou hoje pela segunda vez junto ao Ministério Público do Patrimônio, quer saber onde foi parar os R$ 53 milhões que o DMAE repassa para o DEP desde o ano passado.

Mas qual o DMAE mesmo que fará esse serviço, se o MP de Contas esta pedindo uma inspeção especial na autarquia, pois desde o ano passado estamos denunciando o desmonte da autarquia.

Manifestação de Sofia Cavedon na sessão plenária desta segunda (17). Câmara Municipal de Porto Alegre.

Leia também no Portal Sul21: PT pede ao MP investigação sobre destino de recursos do DEP

Bancada do PT denuncia situação do DEP no MP

Na manhã desta segunda-feira (17) a Bancada do PT de Porto Alegre entrou com representação no Ministério Público do RS contra a prefeitura para saber dos destinos das verbas do DEP.

O descontrole administrativo da Prefeitura de Porto Alegre, com evidentes e significativos prejuízos para a população, foram relatados no documento entregue ao promotor de Defesa do Patrimônio Público do MP, Dr. Adriano Marmitt.

Conforme a vereadora Sofia Cavedon, líder da Oposição, o MP abrirá um expediente específico para investigar a perda dos recursos e o destino dos 53 milhões de reais que saíram do DMAE para o DEP, destaca a parlamentar.

No caso do Departamento Municipal de Esgotos Pluviais (DEP), salienta a Bancada na representação, embora extinto em julho de 2017 e sem definição da estrutura administrativa o Departamento Municipal de Água e Esgotos – Dmae – repassou, em 2017, R$ 35 milhões para o DEP, como antecipação da Tarifa 3 para o pagamento pelo uso da rede pluvial. Recursos estes que foram para o Caixa Único da prefeitura. Em 2018 temos a informação de que o Dmae já repassou R$ 17 milhões ao extinto DEP.

Além disso salientou o líder da Bancada, vereador Aldacir Oliboni, conforme noticiou a imprensa gaúcha a prefeitura perdeu o prazo para entrega de projetos para o Ministério das Cidades e por isso deixará de receber cerca de R$ 150 milhões a fundo perdido. Os recursos seriam utilizados para projetos do Programa Drena Porto Alegre, voltado para a drenagem urbana.

O vereador Marcelo Sgarbossa, também presente na audiência, lembrou a ausência, que era feita regularmente, da limpeza dos bueiros na cidade e hoje o serviço não tem sido feito. Destacou ainda que o governo precisa saber controlar e fiscalizar seus recursos.

#ForaMarchezan

domingo, 16 de dezembro de 2018

Faça concurso Marchezan!

Segunda (17) na Câmara: Votação contratação temporária da Smed

Municipárias, municipários, trabalhadoras e trabalhadores, e toda a comunidade que se preocupa com a educação pública e de qualidade.

Nesta segunda (17/12) vamos votar o projeto de lei do prefeito, na Câmara de Porto Alegre, que pode ser um divisor de águas na trajetória de lutas e de construção da educação na capital.

Contratação temporária de professores e professoras por um ano, prorrogável por mais um ano. Nunca aconteceu isso em Porto Alegre!

Nós temos um quadro de carreira, de professoras/es concursadas/os, que vão se atualizando, se envolvendo com as comunidades. Não vamos aceitar fragilizar as relações desses profissionais.

Prefeito não só enviou projeto pedindo contratação temporária e, ao mesmo tempo, suspende um concurso em andamento. 

Nunca Porto Alegre teve 798 cargos vagos de professor/a. É uma lacuna brutal na vida, no percurso educativo dos nossos alunos/alunas.

sábado, 15 de dezembro de 2018

Sofia faz balanço das últimas votações na Câmara Municipal

Em entrevista para a TV Câmara nesta quinta-feira (13), Sofia Cavedon aborda as últimas votações realizadas na Câmara de Porto Alegre. 

Retirada de direitos, passe livre para estudantes, isenção do ICMS, retirada dos/as cobradores/as dos ônibus, venda de imóveis da prefeitura. Contratação temporária de professores/as e democratização do sistema de transporte público foram alguns dos projetos comentados pela parlamentar.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

57 anos do DMAE

SofiaCavedon, vereadora do PT e deputada estadual eleita, participou nesta sexta-feira (14), das comemorações dos 57 anos do DMAE, promovida pelos funcionários e funcionárias da autarquia.

Sofia ressaltou as ações das servidores e servidores, que junto com a Câmara Municipal, tem resistido, apesar do desmonte que o Departamento vem sofrendo nos últimos anos. 

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

UBS deverão ter equipamentos adaptados para mulheres deficientes

A Câmara Municipal de Porto Alegre aprovou por unanimidade o projeto de lei da vereadora suplente Margarete Moraes (PT) que prevê que as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) disponibilizem, sempre que possível, equipamentos adaptados às necessidades de mulheres com deficiência quando da realização de exames médicos.

Assista a manifestação de Sofia Cavedon, vereadora do PT e deputada estadual eleita, no encaminhando da proposta na sessão plenária desta quinta (13).

Aprovado projeto que exige adaptação das estruturas da saúde para atender mulheres com deficiência!

A vereadora Margarete Moraes fez uma leitura da discussão que as nossas mulheres com deficiência, organizadas em coletivos, como a Inclusivass, que refletem e debatem as necessidades de autonomia, empoderamento, respeito e políticas públicas.

Em uma sociedade, tudo deveria, e precisa, estar adaptado para receber a diferença. Uma sociedade que exclui, ela que é deficiente.

Vamos fazer esse processo de adaptação para que o atendimento na saúde seja humanizado, seja respeitoso com a diferença e suas necessidades específicas.

Nós também recebemos indicação das Inclusivass na nossa lei recentemente aprovada aqui, que trata do combate a violência contra mulheres e meninas nas escolas municipais de Porto Alegre, com a diretriz  que identifica e problematiza as formas de violência e de discriminação contra mulheres e meninas com deficiência.


Leia mais no Portal da CMPA.

O mundo reestatizando e Porto Alegre privatizando

"Aprovada a PPP da iluminação pública com 8 votos contrários e 22 favoráveis. Em várias manifestações demonstrei que as evidências com aumento de tarifa e perda de qualidade e investimentos estão resultando que 160 cidades no mundo estejam reestatizando o saneamento, por exemplo".

A manifestação é de Sofia Cavedon, vereadora do PT e deputada estadual eleita, na sessão plenária desta quinta (13), sobre o projeto de lei do Executivo que estabelece a Parceria Público-Privada para a prestação dos serviços de iluminação pública em Porto Alegre.

Sofia levantou questões sobre o custo de energia elétrica com a aplicação do projeto. A vereadora questionou como ficaria a alteração do custo no bolso do consumidor e qual será o montante da geração desta nova receita.

A gestão e o mecanismo de controle da eficiência da empresa contratada foram outros pontos levantados por ela. “Não consigo imaginar uma PPP sem uma capacidade de controle muito grande de fiscalização”, destacou.

Sofia ainda pediu esclarecimentos a respeito do centro de controle e qual canal seria utilizado para intermediar as demandas da população. "Não há nenhum mecanismo na proposta de proteção ao direito do/da cidadão/cidadã", destaca a parlamentar.

Aula na Rua em defesa da Unidos da Paineira

Assista a Aula na Rua na frente da EMEI Unidos da Paineira, realizada na manhã desta quinta (13) pelas mães e pais que lutam contra o fechamento da escola.








Saiba mais sobre a situação da EME

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Terceirizadas da Smed em aviso prévio!

Manifestação de Sofia Cavedon, vereadora do PT e deputada estadual eleita, nesta quarta (12/12) na Câmara Municipal de Porto Alegre

Sofia destacou que diversas/os funcionárias/os terceirizadas/os da Secretaria Municipal de Educação (Smed) estão em aviso prévio, por causa da simples falta renovação do contrato.

No ano passado, essas mulheres foram receber no mês de janeiro. E isso é um escândalo. É uma irresponsabilidade do secretário de Educação, com as professoras e com as crianças. É um crime. Não é possível o secretário e o prefeito não ter licitado. E a promessa da Smed de que não teria problemas nesse ano de 2018. Isso é revoltante", desabafou.

Governo Marchezan também é desastre na Educação

Sofia ainda falou que a forma como o gestor público trabalha nesta questão é um desastre. “Tinha 300 servidoras/es da Smed e agora existem 30, e está fechando 70 vagas em uma das escolas da Capital. Vou representar essas crianças no Ministério Público para lutar por melhores condições."

Assista aqui:

Prefeito perde 150 milhões para a drenagem urbana

Diante da incompetência deste governo Marchezan é capaz deste projeto piorar a cidade, porque hoje está nos jornais: governo municipal, já não bastasse ter perdido R$ 70 milhões para a Educação ano passado, agora perdeu recursos fundamentais no valor de R$ 150 milhões a fundo perdido para a drenagem urbana. 

Essa emenda que discutimos aqui é uma taxa de arrecadação, que será um pouquinho daquela banca, outro pouquinho da outra banca, e o próprio governo que quer taxar perde de tacada R$ 150 milhões! É um escândalo!

A cidade alagada, um DEP desestruturado e que ninguém assumiu as suas funções. É um prefeito que faz muito mal à cidade e não vai fazer idosos, nem jovens, nem o direito dos/das trabalhadores/as pagar essa conta! 

Sem parceira com o servidor e a servidora, sem gestão séria e sendo incompetente, não adianta nós ficarmos liberando as tais de parcerias público/privadas. 

Meu maior respeito aos/às empreendedores/as que há muitos anos fazem a história desta cidade, mas que sofre como toda a população, pela incompetência e falta de amor pela gestão pública deste prefeito.

Manifestação de Sofia Cavedon, vereadora do PT, líder da Oposição e deputada estadual eleita, no encaminhamento do projeto de lei (aprovado) que trata sobre o Mobiliário Urbano e Veículos Publicitários em Porto Alegre., referindo-se a taxa de cobrança ambiental e a perda de recursos federais que poderiam ajudar a cidade.

Aula na Rua em Defesa da EMEI Unidos da Paineira nesta quinta/13

Nesta quinta-feira - 13/Dezembro - às 7h30min - Na Tobias Barreto, 170

Foto José Porto
Resistir. Essa é a ação definida por mães e pais de alunos/as da EMEI Unidos da Paineira, em reunião realizada no final da tarde desta terça-feira (11/12), em frente a escola, quando avaliaram a atual situação e planejaram ações para defender a manutenção da escola e evitar o seu fechamento.

Uma das ações será a realização de uma Aula na Rua em Defesa da Escola, nesta quinta-feira (13/12), às 7h30min, em frente ao atual prédio alugado da EMEI - Rua Tobias Barreto, 170.

Chamada para o encontro, a vereadora Sofia Cavedon (PT) informa que a prefeitura, que está como ré na ação civil do Ministério Público, tem até esta quarta-feira (12) para responder ao MP. "No documento expedido para o prefeito, o MP determina o não fechamento da escola infantil no seu endereço provisório (Rua Tobias Barreto, 170) até que se realizem as obras necessárias para viabilizar o funcionamento da escola na sede original (Rua Antônio de Farias, 130), ou, se não for possível, que o governo transfira a escola para novo endereço provisório, desde que nas proximidades da sua sede original (Partenon), em prazo que viabilize o funcionamento regular do calendário escolar", destaca a parlamentar.

Foto José Porto
Sofia também lembra que na tutela, a Dra. Danielle Bolzan fixa uma multa diária ao município em caso de descumprimento da ordem liminar, em valor não inferior a R$ 1.000,00.

As mães apresentaram para a vereadora, os  portifólios com a avaliação das crianças.

Veja aqui a luta contra o fechamento da EMEI Unidos da Paineira

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Nossas Escolhas - Sofia Cavedon - Edição 276/2018

Nossas Escolhas - Edição 276 - Dezembro de 2018

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Em transição para a Assembleia, Sofia fala sobre o projeto do ICMS
Foto  Ronaldo Quadrado/AL
Manifestação de Sofia sobre a posição da Bancada Estadual do PT referente ao projeto de manutenção das alíquotas do ICMS.

Compromisso do novo governador de colocar o salário em dia do funcionalismo estadual e assegurar o repasse mensal aos hospitais e municípios, que acumula hoje uma dívida de mais de R$ 800 milhões provocando o fechamento de hospitais e emergências no interior do estado. Para nós essas duas questões são decisivas para aprovarmos a manutenção das atuais alíquotas.


Assista aqui...

Veja também: Posição da Bancada do PT/RS sobre o projeto do ICMS

Empenho desde já pela Educação

Foto Marta Resing
Sofia, deputada estadual eleita pelo PT, reuniu-se nesta segunda com a direção do Cpers/Sindicato e apresentou seus 21 compromissos assumidos durante a campanha eleitoral.

Saiba mais...
Artigos de Sofia publicados esta semana:
Foto Giulia Secco-CMPA- O anti-herói entra e rouba a cena - Jornal do Comércio

- Lições Freireanas - Revista da Aoergs


Leia também: 
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Gabinete: Av. Loureiro da Silva, 255, Sala 211 - Centro Histórico
Porto Alegre/RS - Fone (51) 3220.4263
Jorn. Marta Resing - mandatosofiacavedon@gmail.com

Gabinete: Av. Loureiro da Silva, 255, Sala 211 - Centro Histórico
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Empenho desde já pela Educação

Foto Marta Resing
Com um mandato respaldado na Educação, Sofia Cavedon, deputada estadual eleita pelo PT, reuniu-se nesta segunda com a direção do Cpers/Sindicato e apresentou seus 21 compromissos assumidos durante a campanha eleitoral. 

Foto Marta Resing
Recursos do Fundeb, Escola Sem Mordaça, reforma do Ensino Médio, necessidade de formação permanente e combater o congelamento e parcelamento dos salários da categoria foram destacados no encontro.

Sofia também recebeu, dos representantes do Sindicato no Conselho do Fundeb, o relatório estadual de jan/out e o pedido: fiscalize.

Veja aqui os 21 compromissos de Sofia com para fortalecer a Educação gaúcha.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Gratuidade nos estacionamentos de Hospitais será votado nesta Segunda (10)

De iniciativa de Sofia Cavedon, vereadora do PT e deputada estadual eleita, será votado na sessão plenária desta segunda-feira (10/12), o projeto de lei - PLL 281/15 , que propõe a gratuidade nos estacionamentos de Hospitais e Centros de Saúde, nos casos de Emergências e Urgências e, nos casos de acomodação de pacientes. 
Foto Marta Resing

A proposta tramita desde maio na Casa Legislativa e prevê a gratuidade de até 30 minutos no local, nos casos citados no projeto.

Acreditamos que o uso desses estacionamentos só acontece por pura necessidade de saúde, em situações muitas vezes extremas, tendo ainda que pagar preços abusivos por esse serviço. 

A proposta com certeza não afetará o lucro das permissionárias que administram os estacionamentos, mas dará mais segurança e trará mais agilidade para as pessoas que nesse momento enfrentam uma situação séria e, muitas vezes, grave, afirma Sofia.

Conheça o projeto de Sofia Cavedon.

O anti-herói entra e rouba a cena - Por Sofia Cavedon

Foto Giulia Secco/CMPA
Artigo publicado na edição impressa do Jornal do Comércio desta segunda-feira (10/12)

O Brasil levou muito tempo para começar a reconhecer seus verdadeiros heróis e heroínas, líderes das lutas populares por liberdade, direitos e igualdade. Derrotados pelo poder central, eram relegados a pequenas notas nos livros didáticos e suplantados pela versão oficial dos vencedores, substituídos seus feitos pelas "benesses" daqueles.

Assim que a Princesa Isabel teve, por muito tempo, mais celebrações e méritos que Zumbi dos Palmares na narrativa do fim da escravização do povo negro. Sem se perceber protagonista da história, o povo não constrói autoestima, pertencimento tal que o faça participar dos destinos do País. Só o exercício democrático continuado, a participação direta desde a escola até o debate nacional, vai constituindo o protagonismo do próprio povo como o "herói" de sua história. Cidadania e democracia acontecem juntas ou não se constituem!

Pois, nessa eleição, o processo democrático que vinha se consolidando sofreu um revés perigoso. Os discursos políticos que preservavam civilidade, valores democráticos e racionalidade foram substituídos na campanha eleitoral pela brutalidade, pelo preconceito e pelas mentiras. Mentiras, sim, ou seriam outra coisa as tais "fake news"? Por elas, muito machismo, ódio, simplificação caricata, indução à violência como solução dos problemas. Pelas "news mentiras" patrocinadas em larga escala, a manipulação da opinião pública, o apelo ao senso comum conservador que subjaz a formação do povo brasileiro contra movimentos, partidos e pessoas que lutam por participação, liberdade e igualdade.

Bolsonaro tomou o papel dos déspotas de outrora, como "salvador da pátria, dos bons costumes, da retidão" - valores hipócritas das elites que por eles justificavam a violência contra o povo e mantinham a estrutura econômica desigual, injusta e a entrega da riqueza pública à exploração privada - projeto não debatido na eleição e que ele pretende aprofundar.

Espero que o povo não demore em perceber os novos anti-heróis e retome o próprio protagonismo e o processo verdadeiramente democrático da construção de um Brasil igualitário, sem preconceitos e sem violência.

Sofia Cavedon é vereadora e deputada estadual eleita (PT).

domingo, 9 de dezembro de 2018

Escolas gaúchas promovem prevenção à violência contra mulher

Matéria publicada no Jornal Correio do Povo deste Domingo, 09|DEz|2018.

Em Porto Alegre, lei que determina ações de conscientização em escolas municipais aguarda sanção do prefeito

Combater a violência contra a população feminina é o objetivo da campanha internacional 16 Dias de Ativismo Pelo Fim da Violência contra as Mulheres, realizada, no Brasil, de 20/11 a 10/12. No RS, vários municípios integram a programação, com iniciativas ligadas ao ensino e visando à conscientização sobre o problema, desde a infância e adolescência. E, em Porto Alegre, um projeto de lei (PLL) que determina diretrizes para ações de prevenção na rede municipal de educação, foi aprovado, dia 28/11, na Câmara Municipal.
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Foto Magda Rabie/CP
Criada em 1991, a campanha é promovida pelo Centro de Liderança Global de Mulheres (CWGL, na sigla em inglês) e, no Brasil, a agenda de atividades é mais longa, começando no Dia da Consciência Negra e seguindo até o Dia Internacional dos Direitos Humanos. Segundo a CWGL, mais de 6 mil organizações, em cerca de 187 países, participam desta iniciativa.

Entre os objetivos, estão a demonstração da solidariedade de mulheres em todo o mundo em relação ao problema e a criação de ferramentas para pressionar governos a se comprometerem com o combate à violência. De acordo com o Ministério dos Direitos Humanos (MDH), de janeiro a julho de 2018, a Central de Atendimento à Mulher registrou 27 feminicídios, 51 homicídios, 547 tentativas de feminicídio e 118 tentativas de homicídio. No mesmo período, os relatos de violência chegaram a mais de 79 mil, sendo os mais frequentes relacionados à violência física (37.369) e à psicológica (26.527). Projeto

De autoria da vereadora Sofia Cavedon, o PLL 209/17, aberto em junho de 2017, foi aprovado em novembro deste ano e, agora, depende da sanção do prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Júnior. A proposta foi elaborada a partir de seminários realizados, durante dois anos, na Procuradoria Especial da Mulher, na Câmara, e inclui diretrizes para ações ligadas à valorização de meninas e mulheres e ao combate à violência contra esse público. Entre as iniciativas propostas estão a capacitação de educadores, a promoção de campanhas educativas, a realização de debates e reflexões e a atuação com outras entidades e redes de ensino.

Foto Andielli Silveira/CMPA
Na avaliação da vereadora, enquanto o tratamento desse tipo de violência já é bastante abordado na legislação – como a Lei Maria da Penha e a inclusão do feminicídio como crime hediondo –, a prevenção e a mudança cultural, visadas pelo projeto, ainda estão longe de acontecer. “Uma das formas de se mudar a cultura é pensar na formação dos meninos e das meninas. Se pensarmos que eles passam, na escola, no mínimo, quatro horas por dia, durante treze anos, podemos imaginar que potência ela tem para problematizar essa situação”, argumenta.

Sofia defende, ainda, que as ações podem ir além das mudanças pedagógicas, envolvendo familiares e comunidade nos momentos de reflexão. Além disso, ela salienta a importância de abordar não só as questões de gênero, mas, também, a violência contra mulheres e meninas pertencentes a outros grupos discriminados, como negras ou pessoas com deficiência.

Segundo a autora do PLL 209/17, a proposta enfrentou alguma resistência na Câmara, com o resultado da votação de 15 a favor, 5 contra e 1 abstenção. “Alguns acreditam que precisa aumentar a repressão para resolver o problema e outros consideraram a questão da ideologia, que essa formação seria papel da família. Mas foram manifestações isoladas, e a maioria, na votação, era homem, então considero uma vitória”, afirma.

Leia mais no Jornal Correio do Povo.

Veja também:
Escolas terão diretrizes para combate à violência contra mulheres

sábado, 8 de dezembro de 2018

É neste Domingo - Festa da VITÓRIA - Sofia Cavedon Deputada Estadual eleita 2018

Vamos comemorar a VITÓRIA de Sofia Cavedon Deputada Estadual eleita 2018

Confirme sua presença e convide amigos e amigas acessando: http://bit.ly/FestaVitoriaSofiaDeputada

Com o DJ Luciano Fernandes e apresentação especial do Teatro Musical Cósmica - Com Lud Flores, Rafa Cambará, Juliano Barros e Frigo Mansan.

09|Dezembro | Domingo
Das 19h30 à 00h30
Bar Ocidente - João Telles esquina com Osvaldo Aranha - Bom Fim - Porto Alegre

Informações: 51.3220.4263  - Whats: 51.986390428



sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Concurso da Smed não pode ser cancelado!

Foto Giulia Secco/CMPA
Atualmente o município tem 798 cargos de professores/as vagos.

Considerando inaceitável a decisão do prefeito Marchezan de cancelar a nomeação das/os concursadas/os para professor/a de Educação Infantil e Anos Iniciais da rede municipal de ensino, Sofia Cavedon, vereadora do PT e deputada estadual eleita, entrou na tarde desta sexta-feira (07/12) com representação no Ministério Público de Contas para que o processo seletivo seja imediatamente homologado e as pessoas chamadas. A parlamentar estava acompanhada de Lissane Dolores Ricacheski, uma das candidatas do concurso que está suspenso.

Para Sofia nada justifica a não nomeação. "Desde o ano passado a promotora de Justiça da Infância e da Juventude de Porto Alegre, Danielle Bolzan Teixeira, vem questionando o prefeito e a Secretaria Municipal de Educação (Smed) sobre a falta de professores/as na rede. O MP  já propôs três Ações Civis Públicas visando a garantia do direito fundamental a educação de qualidade para os alunos das escolas municipais: Vereador Carlos Pessoa de Brum, João Antônio Satte e Governador Ildo Meneghetti, sempre devido à falta de professores/as.

Foto Luís Carlos de Almeida
Além disso, afirma Sofia, "o não andamento do referido concurso compromete o atendimento as crianças e adolescentes matriculados nas escolas da Rede Municipal de Ensino, fere os direitos dos/as candidatos/as que pagaram pela realização no concurso, investiram na preparação prévia e agora tem as suas expectativas frustradas e representa desperdício do dinheiro público, com a contratação de professores/as temporários."

O prefeito, através de projeto de lei que tramita na Câmara Municipal, está solicitando a contratação temporária de 240 professores/as.  "É contraditório que ao mesmo tempo que envia projeto prevendo a contratação temporária o Executivo paralisa um concurso público em andamento que poderia assegurar novos docentes nas escolas municipais no início de 2019", enfatiza a vereadora.

"Como que a prefeitura não tem recursos para pagar a Fundação La Salle?", questiona Sofia  afirmando que o Concurso contou com 2,4 mil inscritos e cada inscrição teve o valor de R$ 144,00 e considerando que 109 inscritos obtiveram a isenção de pagamento do valor da inscrição, o valor arrecada pelo município foi da ordem de R$ 330 mil, portanto os valores arrecadados dos candidatos/as inscritos/as são suficientes para pagar a instituição organizadora do concurso.

Sofia lembra ainda que o concurso contempla vagas para docentes da Educação Infantil e dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, persistindo, ainda a necessidade de realização de concurso para defensores especialistas. Atualmente o município conta com 798 cargos de professores/as vagos, conforme informação disponível na página da Transparência da Prefeitura de Porto Alegre, com dados referentes ao mês de outubro de 2018.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Com Emendas da Cultura, Esporte e de Sofia, Orçamento 2019 é aprovado

Foto Giulia Secco/CMPA
A Câmara Municipal de Porto Alegre aprovou nesta quinta-feira (06/12), com a inclusão de várias emendas parlamentares e populares, a proposta do Executivo para a Lei Orçamentária Municipal (LOA) de 2019 - Projeto de Lei do Executivo - PLE 010/18.

Uma das conquistas em plenário, destaca Sofia Cavedon, vereadora do PT, líder da Oposição e deputada estadual eleita, foi a aprovação da emenda 107,  construída coletivamente, que garante o reajuste dos salários do funcionalismo municipal em 2019, com o objetivo de evitar maiores perdas salariais que a categoria vem acumulando desde que o prefeito Marchezam assumiu o governo.

Outro destaque da parlamentar foi a aprovação da Emenda 120, de sua autoria que busca a qualificação dos laboratórios de informática das escolas de ensino fundamental, no valor de R$ 400 mil. 

Entre as Emendas Populares, Sofia ressalta a importância de ter aprovado a Emenda 22 que destina R$ 200 mil para o FUMPROARTE, e a Emenda 34 que destina recursos para a manutenção das piscinas comunitárias no valor de R$ 500 mil.

Emendas de Sofia Cavedon APROVADAS

Emenda 120 - Qualificação dos laboratórios de informática das escolas de ensino fundamental. - R$ 400 mil
Emenda 122 (Aprovada na Cefor) - Aquisição de equipamentos para iluminação cênica para o Teatro Glênio Peres da Câmara Municipal de Porto Alegre - R$ 180 mil
Emenda 125 - Execução do PPCI no  Instituto das Filhas de Maria Imaculada Morro Santa Teresa - R$ 30 mil

Emendas de Sofia Cavedon REJEITADAS

Emenda 118 -  Qualificar o atendimento dos alunos/as do berçário e da educação infantil da Instituição Social Nosso Sonho - R$ 15 mil
Emenda 119 - Ampliação da rede pluvial na Rua Paulo Maciel, na Cohab Cavalhada - R$ 250 mil
Emenda 121 - Qualificação das bibliotecas das escolas de ensino fundamental - R$ 250 mil
Emenda 123 - Implantação de biblioteca (mobiliário e livros) no Instituto das Filhas de Maria Imaculada - Morro Santa Teresa - R$ 437 mil
Emenda 124 - Para a implantação de 140 metas para atendimento de crianças e adolescentes no contra turno escolar pelo Instituto das Filhas de Maria Imaculada - Morro Santa Teresa
Emenda 126 - Material pedagógico e recursos para alimentação das crianças e dos adolescentes (seis a 15 anos), da Associação Cultural Amigos da Sagrada Família, Cristal - R$ 15 mil
Emenda 127 - Conclusão do ginásio de esportes da EMEF Prof. Gilberto Jorge Gonçalves da Silva - R$ 200 mil

Emendas Populares da Cultura e do Esporte, Lazer e Recreação.

Emendas Cultura APROVADAS

- Emenda 22 -  Destina mais recursos no FUMPROARTE. - R$ 200.000,00
Foto Casa do Artista
Emenda 24 -  Destina recursos para a implantação da Biblioteca Comunitária na Associação Comunitária Flores da Cunha. - R$ 10.000,00
- Emenda 27 -  Destina recursos para a implantação da etapa final do PPCI na sede do Centro Cultural Companhia de Arte. - R$ 80.000,00
- Emenda 29 -  Destina recursos para a realização da segunda etapa da obra do Mausoléu da Casa do Artista Riograndense. - R$ 35.000,00

Emendas Cultura REJEITADAS
 Emenda 23 -  Destina mais recursos no FUNCULTURA. - R$ 200.000,00
Emenda 25 -  Destina recursos para a realização do Encontro de Circos em Porto Alegre. - R$ 30.000,00
Emenda 26 -  Destina recursos para a realização de Oficinas Hip Hop nas escolas de ensino fundamental da Rede Municipal de Porto Alegre. - R$ 80.000,00
Emenda 28 -  Destina recursos para a realização do Seminário sobre o acervo das obras de arte públicas da capital, exposição de fotos das obras e publicação de catálogo - R$ 20.000,00
Emenda 30 -  Destina recursos para o fomento ao trabalho continuado em Artes Cênicas. - R$ 250.000,00

Emendas Esporte, Lazer e Recreação APROVADAS

Foto Marta Resing
- Emenda 31 -  Destina recursos para a elaboração de projeto para cobertura da quadra esportiva do Ceprima. - R$ 30.000,00
- Emenda 32 -  Destina recursos para a reforma do telhado e do piso do Ginásio Lupi Martins - R$ 50.000,00
- Emenda 33 -  Destina recursos para a reforma do telhado e do piso do Cecopam - R$ 50.000,00
- Emenda 34 -  Destina recursos para a manutenção das piscinas comunitárias - R$ 500.000,00

Emendas Esporte, Lazer e Recreação REJEITADAS
Emenda 35 -  Destina recursos para a execução do Programa Em Cada Campo uma Escolinha - Edição 2019. - R$ 134.000,00

Com informações do Portal da CMPA.

Sofia em defesa dos/as Municipários/as, Esporte, da participação popular e da Educação

Foto Giulia Secco/CMPA
Manifestação de Sofia Cavedon, vereadora do PT e deputada estadual eleita, na sessão plenária desta quinta-feira (06/12), na Câmara Municipal de Porto Alegre.

Defendendo que não é justo a categoria municipária mais uma vez pagar pela incompetência de gestão do prefeito Marchezan, Sofia afirmou na tribuna da Câmara Municipal que todos os impostos que o governo recebe são reajustados automaticamente, como o IPTU, o ISSQN , e o próprio Orçamento Municipal é reajustado, mas os/as servidores/as até mesmo com os salários congelados e parcelados estão.

O prefeito mente para a população para justificar a maneira perversa como ele ataca as e os municipários/as da capital. Por que, sinceramente, a prefeitura depositar na sexta-feira um valor e depois mais uma migalha na segunda-feira, qual é a mudança que tem de receita entre sexta e segunda?

As emendas que fizemos estão suprindo a falta de participação popular. Pela primeira vez na história do Orçamento Participativo, o Conselho rejeitou a peça orçamentária que veio para esta Casa. Essa é a resistência do que ainda existe do OP.

Sofia salientou que várias das emendas apresentadas se referem ao esporte, lazer e recreação: "houve uma redução brutal de recursos para essa política e hoje os ginásios, todos, estão com problemas de goteiras e nos pisos. Essas emendas são populares, vieram da luta do povo que frequenta as praças e parques da cidade."

Sofia irá pedir imediata homologação do concurso para a Rede de Ensino da Capital

Considerando inaceitável a decisão do prefeito Marchezan de suspender a nomeação das/os concursadas/os para professor/a de Educação Infantil e Anos Iniciais da rede municipal de ensino, Sofia irá entrar com representação no Ministério Público para que o processo seletivo seja imediatamente homologado e as pessoas chamadas.

Segunda a parlamentar, nada justifica a não nomeação. "Desde o ano passado a promotora de Justiça da Infância e da Juventude de Porto Alegre, Danielle Bolzan Teixeira, vem questionando o prefeito e a Secretaria Municipal de Educação (Smed) sobre a falta de professores/as na rede, que até pouco tempo estava com várias escolas sem professores/as de matemática e português, por exemplo".

Sofia defende também que a nomeação dos/as concursados/as é melhor alternativa do que a contratação temporária, solicitada pelo prefeito através de projeto de lei que tramita na Câmara Municipal, considerado pela vereadora como um perigoso caminho para a precariedade da educação do município.

"Como que a prefeitura não tem recursos para pagar a Fundação La Salle?", questiona Sofia  afirmando que os/as 2,4 mil inscritos/as pagaram cada um/a R$ 144,50, totalizando R$ 346,8 mil. "Para executar o serviço a Fundação cobrou o valor de R$ 326,7 mil. Até agora, nenhumas das duas parcelas vencidas, de R$ 163 mil, foram pagas. Onde foram gastos os recursos que entraram nos cofres do governo?", pergunta a parlamentar.

Entrevista de Sofia Cavedon para Gabriela Soares, estudante de Jornalismo da UniRitter

Publicamos aqui a entrevista de Sofia Cavedon para a estudande Gabriela Soares, do curso de Jornalismo do Centro Universitário Ritter dos Reis (UniRitter).

Foto Larissa Mascolo
Essa foi minha primeira experiência em entrevistar uma personalidade importante na política e com um papel tão significativo na sociedade. Procurei me informar o máximo sobre a vereadora e principalmente saber quais são as suas lutas e os seus ideais.

A fonte mostrou-se interessada em me conceder esta entrevista. Larissa Mascolo, minha colega, me acompanhou e foi a responsável pela filmagem. Tivemos uma ótima receptividade, conhecemos o gabinete da vereadora e mais sobre sua rotina.

A entrevista durou cerca de uma hora. Por ser a minha primeira entrevista filmada, fiquei muito nervosa. Entretanto, Sofia Cavedon demonstrou muito amor pelo que faz e sinceridade em todas as respostas. Ela faz com que as pessoas voltem a acreditar de novo na política, como deixa destacado em uma de suas respostas. Inclusive, a minha esperança.

Sofia Cavedon e a luta pela educação pública de qualidade

A vereadora faz da política um instrumento de empoderamento popular, de inclusão e cuidado com a vida

Gabriela Soares

Líder da Oposição na Câmara Municipal de Porto Alegre, Sofia Cavedon foi professora, sindicalista, secretária de Educação e presidente da Câmara Municipal, em 2015. No seu quinto mandato de vereadora de Porto Alegre pelo Partido dos Trabalhadores (PT), foi eleita para deputada estadual, na 55ª legislatura que se inicia em 1º de fevereiro de 2019.

A parlamentar foi secretária adjunta da Educação de 1997 a 2000 e secretária Municipal de Porto Alegre na Administração Popular em 2003/2004. Atua em diversos movimentos populares, pelos direitos da criança e do adolescente, pela moradia popular, milita pela igualdade de gênero, inclusão e contra toda a forma de discriminação. Ela destaca sua luta na valorização da educação e que o maior desafio na política é retomar a esperança do brasileiro.

Como iniciou o interesse pela política?

Foto Tonico Alvares/CMPA
Surgiu de um debate educacional em Porto Alegre quando eu fui aprovada em um concurso para a Prefeitura de Porto Alegre. Então, o meu interesse se deu pela mobilização da educação da defesa de uma carreira para os professores e depois, pela luta na questão salarial.

Qual o papel do vereador?

Vereador em uma cidade tem pelo menos três dimensões. Uma delas é ser um grande ouvidor da cidade. O voto da cidadania em uma eleição é escolher um prefeito, que é chamada escolha majoritária e esta pessoa fica representada no legislativo. Então, são 12 partidos, são 12 ideias diferentes. A gente escuta ambos os lados com visões diferentes.

O segundo papel, é a proposição, seja de legislação a partir desta escuta e desse diálogo com o governo. Também é um mediador com o orçamento, onde vai se aplicar a riqueza coletiva. Essa mediação é feita representando as diferenças na sociedade, vai ser através de um votação, em uma iniciativa de lei ou em uma iniciativa de indicação.

E uma terceira dimensão muito importante, é a fiscalização do executivo. Nós temos um papel de aprovar aqui as contas de prefeitura, de verificar se os recursos são bem utilizados, de verificar se há cumprimento da legislação por parte do executivo municipal. Então, tem esse papel do cumprimento da legislação e da vontade de população.

Como foi concebido o projeto de lei que inclui o dia mundial contra o trabalho infantil?

Eu fui a única vereadora que se dispôs a compor o Comitê Municipal de Erradicação do Trabalho Infantil, representando o legislativo municipal. Eu comecei a me aproximar mais do tema e me dei de conta que nós temos no dia 12 de junho um dia tão significativo, dia dos namorados, dia do amor e dia do cuidado. No RS, 177 mil crianças entre 5 e 17 anos, já pré-adolescentes, estão no trabalho infantil. Portanto, o RS é o terceiro estado do país com maior número.

Além disso, o trabalho infantil abre portas para a violência, exploração sexual, a degradação na qualidade de vida, principalmente ao direito à educação, direito a uma infância saudável e feliz. O bolsa família fez muita diferença. Na verdade, o bolsa família tem o cadastro nacional das famílias que estão dentro da proteção social. Tem que ser informado mensalmente a frequência da criança na escola para família poder continuar recebendo. Isso tirou muita criança do trabalho infantil e da rua. O comitê, do dia 12, é para que a gente articule ação integrada. Todos os órgão da prefeitura tem algum papel na prevenção do trabalho infantil.

Qual a tua opinião sobre a atual conjuntura do governo municipal de Porto Alegre?

Pra mim, esse governo está de costas para a cidade real. Surgiu com uma ideia de que o estado era grande, que a Prefeitura Municipal de Porto Alegre era onerosa, tinha muitos funcionários, que dava pra privatizar e que tinha que retirar direitos de carreira. O prefeito, Nelson Marchezan Júnior, no início da sua gestão, extinguiu um decreto que regulamentava a rotina escolar dos nossos professores. O prefeito está de costas, desconhece e desrespeita a caminhada participativa de Porto Alegre.

Ele está retirando direitos ou tentando conceder, por exemplo, a gestão da água ou querendo vender a Carris. A Carris é um patrimônio histórico nosso, uma conquista nossa. Ela já foi premiada três anos seguidos como a melhor empresa do Brasil. O prefeito não apresenta nada de novo para sair da crise econômica. Ele não faz e não deixa fazer. A cidade só é bem servida quando o gestor sabe escutar e sabe propor coisas novas a partir desta escuta. E nós não temos isso.

Aproveitando então, tua opinião sobre o parcelamento dos salários?

O parcelamento dos salários é evitável. Porto Alegre gasta 50%, no máximo 52%, da sua receita com o funcionalismo. Então, não há o que se explique que ele não pode organizar a receita de maneira para chegar no fim do mês e pagar integralmente o salário. Tanto que, a justiça entendeu que ele é obrigado a pagar. Ele não tem sido penalizado mas vai tomar multas, com certeza em um processo mais longo.

Pra mim ele tem um objetivo com o parcelamento, é continuar convencendo que a cidade está quebrada. Então, precisa que a Câmara aprove projetos, tire carreira dos municipários, reduza o regime de trabalho e aumente impostos. Isso é um desrespeito profundo com os trabalhadores. Na minha opinião, é uma ilegalidade.

Sofia foi a primeira procuradora especial da Mulher na Câmara Municipal de Porto Alegre 

Por ser defensora da Educação Pública, qual o principal problema, hoje em dia, para ter uma educação de qualidade e igualitária?

Foto Tonico Alvares/CMPA
Não tem um problema. Não existe uma solução. A escola pública é o direito de todos e todas. A idade obrigatória, recentemente, em 2016, nós passamos para 4 anos até os 16 anos. Nós criamos o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). Todos os parâmetros da educação que é direito de todos são muito recentes.

A gente vem desprestigiando os professores, principalmente tirando o tempo de formação dos professores. Ser professor exige um capital inicial muito grande além da técnica pedagógica. Cada criança que não aprende vem um desafio enorme pela frente, principalmente para entender porque ela não aprendeu. Temos uma única medição que é o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), que não é suficiente. Mesmo assim, esse único indicador vem mostrando que devagar a educação vem obtendo mais resultado e alargando.

Hoje, nós temos muito mais jovens nas salas de aulas do que tínhamos antes e aumentamos muito o número de vagas no ensino superior e o ensino médio. O desafio é chegar a 10% do produto interno bruto (PIB) investido em educação. Hoje, nós estamos com 5%. Então é dobrar os recursos em educação em dez anos. Tem muita demanda educacional para ser cumprida ainda. Se todo mundo se empenhasse a educação ia dar um salto importante.

Os professores têm sido vítimas de ataques nos últimos dias. Queria tua avaliação para a valorização dos professores.

Eu to acompanhando muito de perto. Um nível de ataque é a desautorização do professor, é a ruptura da confiança entre aluno e professor, através de movimentos como Escola sem Partido. O Escola sem Partido é acusação aos professores que eles fazem ideologização nas escolas e doutrinação. Isso não é uma questão menor, está acontecendo no país inteiro.

E a outra, é a violência física está casada também com a violência da sociedade. As políticas públicas não vem melhorando. Infelizmente não podemos dizer que o Brasil está evoluindo, encontrando fórmulas e investindo. Por exemplo, na minha opinião, temos que secar a fonte de jovens e crianças que vão entrar nos negócios do crime. A gente não consegue disputar esse jovem. Não temos políticas para ele nem política adequada para a repressão. Nosso sistema penitenciário é péssimo. Então, nós temos um sistema penitenciário que não corrige e produz mais violência, temos uma ação desintegradas das polícias e não temos ações preventivas eficaz.

Isso tudo faz com que as comunidades se relacionem de maneira violenta. Não de forma geral, porque em todas as situações onde houve pontualmente o ataque ao professor, seja de um mãe, seja de um irmão, as comunidades se levantaram em defesa da escola. Então é bem importante a gente não generalizar. A maioria da violência acontece nesse contexto, mas às resistência pela paz são muito maiores.

Então, a senhora é contra o movimento Escola sem Partido. Destacar sua opinião.

É completamente ilegal. A censura e a ruptura que ele faz da relação de confiança entre educadores e alunos. A educação é uma relação entre dois sujeitos cognoscentes, ou seja, o professor ele é o sujeito de um conhecimento, e ao mesmo tempo que ele tem que ensinar, ele tem que continuar aprendendo. Há versões na história que poderão contar a versão dos ganhadores e a versão dos perdedores. Não podemos ter a ilusão da neutralidade.

O professor tem que lidar com todas essas manifestações e ele tem que ter o direito dessa ação, mas precisa ser profundamente democrático. A escola sem partido não faz isso. Ela quer estabelecer de fora pra dentro. Inclusive o nome é incorreto. Nos debates políticos eles dizem que os professores fazem campanhas partidários, e isso não é verdade. Os professores, no máximo, vão responder, no recreio ou em um intervalo, o que o aluno quer saber sobre o seu partido. Eles vão expressar posicionamentos.

O que eu tenho visto dentro das escolas lidando com manifestações após as eleições, tem sido exemplar. Todas as escolas lidaram bem com as diferentes manifestações, não permitiram confronto e lidaram pedagogicamente.

Tua opinião sobre filmar professores na aula de aula, supostamente doutrinando alunos.

Eu acho que filmar aulas tem que ser um acordo mútuo entre professores e alunos. Combinado. Agora a ideia de filmar a sala de aula para fiscalização, eu acho absurda. Acho que é retirar totalmente a confiança do profissional da educação e pressupor que os alunos não têm pensamento próprio, não têm condições de pensar e não têm condições de se colocar de maneira diferente. Não acredito que os nossos alunos são folha em branco. Eles trazem uma condição de sujeito, uma cultura desde pequeno. O ser humano sabe se manifestar.

Imagina tu fazer um processo de educação onde o aluno aprende que o professor tem que ser vigiado. Ele nunca vai construir heteronomia, ou seja, tomar postura sem controle, de fora para dentro.

Vereadora atua pela igualdade de gênero 

Foto Marta Resing
Segundo o próprio presidente Bolsonaro: “A família ensina sexualidade, a escola não trata disso”. Qual tua opinião sobre essa declaração?

Com a questão da declaração é algo que eu acho uma aberração. As questões de sexualidade vão aparecer na escola, no diálogo dos estudantes. Isso é um tema a ser discutido sim. Bom, se a família tem divergência da questão tratada na escola, é preciso garantir a democracia dentro da escola. A família tem que ter um espaço pra discutir e expressar isso. A escola tem que modular e respeitar se for algo que fere as questões religiosos e morais de determinada família.

Tenho que destacar que isso é um processo político pedagógico, nós não nascemos democráticos ou não nascemos autoritários. Não nascemos preconceituosos, machistas nem racistas. Nós nos tornamos. A escola é um lugar da construção do humano, um processo de aprendizagem, individual, de desenvolvimento, de construção de si e do mundo. Precisamos experimentar a democracia para construir sujeitos democráticos. Eu tenho um projeto de lei contra o machismo.

Nós vamos trabalhar o tema do machismo dentro da escola com alunos e alunas para terem acesso às mesmas experiências, meninos e meninas.

Tua opinião sobre o novo presidente.

Pra mim, o Bolsonaro é um representante do estado ultra neoliberal, ou seja, um capitalismo aprofundando a sua extração da mais valia, extração da força do trabalho, abocanhando fatias do que é a riqueza pública para a exploração privada. Como foi as vendas da Petrobrás por valores baixíssimos, abrir mão da soberania energética e ainda isentando as petrolinas de impostos para favorecer a venda.

Ele apresentou durante a campanha uma armadura do conservadorismo, do machismo, do preconceito e da LGBTfobia. É a pior combinação que nós podíamos ter para o Brasil. Ele terminou com o Ministério do Trabalho, então ele vai flexibilizar ainda mais, tirando o direito de quem vive do trabalho. O Brasil foi fundado em cima do autoritarismo e da violência. É um país que teve 350 anos de escravização do povo negro. É um país instalado em cima da violência e do preconceito com negro, pobre e mulheres. O Bolsonaro representa a política contrária dos avanços que precisamos.

Qual sua visão sobre a participação das mulheres do cenário político?

É simplesmente necessário. Está muito longe de ser garantido, exatamente por ser espaço político. É o reflexo do sexismo da nossa sociedade. Esse sexismo é produzido pelas famílias, pelas religiões e propaganda. Desde as mais sutis até as mais grosseiras. As mais grosseiras é uma legislação que existe para cercear comportamentos de mulher, sobre o seu corpo. Não existe legislação em que o homem não pode fazer isso e aquilo com o corpo. Inclusive, a legislação que diz que a mulher não pode tomar uma pílula no dia seguinte. A história da mulher é como se ela fosse um objeto a ser regrado. Mesmo saindo para o emprego, para o espaço de trabalho público, ela somou responsabilidades majoritariamente. Isso tira a mulher da participação do espaço político.

Eu sou uma deputada da minha bancada, sou eleita em 8 deputados. Hoje nós somos 4 vereadoras em 36. Isso é por que a mulher não quer? Não, isso é porque a mulher é induzida, pressionada e cobrada. Quando um filho não vai bem na escola, é responsabilidade da mãe, quando um filho está mal vestido, é responsabilidade da mãe. Essa é uma pressão histórica, da forma como a sociedade olha para o homem e coloca outro papel. Faz com que o homem não se sinta digno se ele está limpando um banheiro e perdendo tempo cuidando de filho.

O espaço público ele é duro, ele é machista e violento. Se cria uma ideia de que a mulher não está preparada para isso. Nós, que estamos neste espaço, temos que furar esta bolha e temos que ser exemplo. Temos que criar estratégias de empoderamento para as mulheres. Por isso eu insisto muito na relação, educação e gênero.

Vereadora de Porto Alegre aos 55 anos, Sofia Cavedon foi eleita como Deputada Estadual nas eleições de 2018

O que deve ser prioridade em uma gestão estadual?

Foto Marta Resing
A falta de estímulo e de investimento com a educação estadual, vai ser um trabalho muito forte meu, que atualmente está sem condições de trabalho, sem dignidade e com salários parcelados. O meu desafio é somar e aumentar as somas de resistência a essa combinação de farsas que está representada no Bolsonaro e que se reproduz aqui no RS. Quando a gente veio ganhando governos progressistas e dobrando vagas nas universidades, conseguindo cotas raciais e cotas públicas e moradias, a gente tinha criado uma esperança de que o outro mundo era possível. No meu pequeno espaço de vereadora já faço isso.

Retornaremos a esperança do povo brasileiro para não chutar o seu voto. Fizeram uma escolha desta vez como “não acredito”, “nada muda”, “nós vamos colocar alguém radical”. Esta eleição é uma eleição da não política. Nós temos que retomar a ideia da esperança na política e na participação de todos para construir melhor.

Pensa em se candidatar a prefeita?

Essa é uma pergunta que não tenho uma resposta para dar agora. Eu pretendo primeiro instalar um mandato forte, muito presente e participativo. Pretendemos que tenha uma frente de esquerda, que melhor vai conseguir potencializar essa mudança. Então, não poderei dizer que o meu nome não estará futuramente, mas a prioridade agora é fazer um grande mandato como deputada.

Entrevista publicada em 27 de Novembro/2018.