terça-feira, 10 de abril de 2018

Jornada pela Educação Sofia esteve na EMEF Mariano Beck

#LutoPelaEducação #LulaLivre 

Foto José Porto
Localizada no bairro Bom Jesus em Porto Alegre, está com um sério problema de segurança na Escola: estão sem guardas e o vice-diretor é que faz a triagem no portão de entrada. À noite a guarda é itinerante sendo que nos finais de semana não existe. A Escola é constantemente ocupada e devido a isso, em permanente reparo, sem nenhuma verba extra e sem suporte da Secretaria Municipal de Educação, registra a vereadora Sofia Cavedon, em visita na manhã desta terça- feira, 10, a EMEF Mariano Beck. 

Outra situação grave na opinião da vereadora, que também ocorre em outras escolas da Rede detectada em sua Jornada pela Educação, é a mudança no turno integral feita pela atual gestão da Smed. "Retirou a possibilidade dos/as alunos/as do contraturno escolherem os projetos, que possibilitavam o desenvolvimento de habilidades nos talentos como a robótica, esportes, dança música. Já estamos solicitando audiência para tratar da gestão de pessoal e também da nova modalidade de atendimento em turno integral, que é claramente antipedagógica ao levar a lógica do currículo por área aos pequenos e primeiro ciclo, fazendo que no dia cheguem a ter cinco e até mesmo seis professores", destaca Sofia.

Foto José Porto
Este ano a Smed decidiu mudar e os projetos deixaram de ser oferecidos como oficina no contraturno passando a compor o currículo complementar do turno integral. "Antes as aulas não eram obrigatórias, mas por adesão, dando a opção aos/às alunos/as, especialmente adolescentes, a escolherem o projeto que mais se identificassem".

Gestão de Pessoal

Com relação à gestão de pessoal Sofia diz que na Mariano Beck a direção da Smed não respeita a autonomia da escola e trata a hora atividade dos/as professores/as com descaso. "Os que não têm turno de 40 horas na escola não tem direito a um turno para fazer o planejamento individual, mesmo tendo cumprido o turno de 40h em duas escolas. Isso é não ter conhecimento da perplexidade do trabalho do professor/a", afirma a parlamentar.

Foto José Porto
Para Sofia esse método de gestão também está prejudicando o serviço público, pois está obrigando a categoria a ser afastar com problemas de saúde, tendo em vista que alem da falta de condições para planejamento, as condições de trabalho são precárias em muitos casos sem acesso à Internet, livros técnicos e recursos áudio visuais.

Falta de Professores/as

Na escola ainda faltam professores/as para 40h de Educação Física, 40h de Artes e 40h de Português. Na Mariano Beck também a lousa digital continua dentro da caixa. "Na maioria das escolas está ferramenta está encaixotada", lastima Sofia que irá solicitar ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) para averiguar a situação de desperdício de recursos públicos na Rede Municipal de Ensino.

Sofia já esteve nas EMEFs Villa Lobos, São Pedro, Wenceslau Fontoura, Ildo Meneguetti, Chico Mendes, Grande Oriente, Aramy Silva e Pessoa de Brum.

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