domingo, 30 de junho de 2019

Financiamento da Educação do RS e o desafio de criar o Fundeb permanente

Arte Mari Martinez
Audiência Pública vai debater o tema no dia 1º de julho em Porto Alegre

O desafio de criar de forma permanente o financiamento da Educação. Chegou a vez do Rio Grande do Sul debater o tema que estará na pauta da audiência pública do dia 01 de julho (Segunda-feira). O encontro, promovido pela Comissão de Educação da Assembleia Legislativa, será às 14h, no Plenarinho, 3º andar da Assembleia Legislativa.

No atual momento que o país vive com cortes de investimentos na área, e a comunidade escolar reagindo com ex-ministros lançando a Carta em defesa das políticas públicas e pela garantia de recursos ratificada pelos presidentes de 23 Comissões Estaduais de Educação com a Carta de Florianópolis, o debate torna-se fundamental para o Estado, que já está sofrendo as consequências disso.

Assim manifesta-se a deputada Sofia Cavedon (PT), presidenta da Comissão e proponente da audiência, salientando a importância de tornar o Fundeb uma política permanente de financiamento da educação básica. "Atualmente tramita na Câmara Federal três PECs tratando do assunto", informa a parlamentar.

A audiência contará com a convidada especial, Nalú Farenzena, professora de História da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Nalú falará sobre a importância da aprovação das PECs. “O Fundeb irá acabar em 2020 se não ocorrerem mudanças. Além disso, ele não está sozinho, faz parte de uma estrutura de investimento de extrema importância para o país”, analisa a professora.

Entrevista do El País “A crise da escola é a crise da democracia”

Foto Juan Barbosa
O pedagogo norte-americano Henry Giroux defende que todas as disciplinas incorporem o pensamento crítico para promover o combate a ideologias extremistas: "A direita não quer que as pessoas pensem"

Por Ana Torres Menárguez

Henry Giroux (Providence, EUA, 1943), um dos acadêmicos mais reconhecidos no Canadá e um dos impulsionadores da chamada pedagogia crítica, tem um discurso radical sobre as falhas do sistema educacional. Ele não fala dos resultados dos exames PISA, que medem o conhecimento em ciências, matemática e compreensão leitora dos alunos de 15 anos de idade nos países da OCDE. Aliás, considera que provas padronizadas são uma estratégia da direita para desviar a atenção do "verdadeiro" problema da educação: não fomentar o pensamento crítico, de modo a criar cidadãos "conformistas" que não exijam nada das autoridades.

Radicado em Toronto, Giroux é conhecido por suas publicações conjuntas com Paulo Freire, um dos pedagogos de referência do século XX por sua teoria da Pedagogia do Oprimido, em que propõe a rebelião dos mais desfavorecidos através do acesso à educação. Giroux, pesquisador da Universidade McMaster de Ontário, foi incluído na obra Fifty Modern Thinkers on Education: From Piaget to the Present (editora Routledge, 2002), que seleciona os 50 pensadores que mais contribuíram para o debate educacional no século XX.

Giroux, autor de Neoliberalism’s War on Higher Education (“a guerra do neoliberalismo contra o ensino superior”, sem edição no Brasil), critica que as universidades estejam sendo atacadas com cortes contínuos em seu financiamento, especialmente os departamentos de humanas, para que deixem de ser centros de pensamento. E cita o caso brasileiro. Na semana passada, depois de dar uma palestra no Centro de Cultura Contemporânea de Barcelona, conversou com o EL PAÍS.

Pergunta. O que é a pedagogia crítica?

Resposta. Não é um método que possa ser aplicado nos colégios. É uma revisão do tipo de escola que queremos. É uma tentativa de reconhecer que a educação é sempre política, e o tipo de pedagogia que se usa tem muito a ver com a cultura, a autoridade e o poder. A história que contamos ou o futuro que imaginamos se reflete nos conteúdos que ensinamos. A pedagogia tal e como está exposta ataca em vez de educar. É um sistema opressivo, baseado no castigo e na memorização, que persegue o conformismo. É preciso desenvolver outros métodos que formem alunos capazes de desafiar as práticas antidemocráticas no futuro.

P. Há alguns anos, houve uma onda de inovação educacional que transformou muitos colégios. Não acha que estão cumprindo essa função?

R. As escolas estão sendo atacadas, especialmente por Governos fascistas e de direita. No Brasil, Bolsonaro incentivou os alunos a denunciarem os professores de esquerda por uma suposta doutrinação, e quer eliminar todas as referências a Paulo Freire dos currículos. Acaba de anunciar um corte nas graduações de humanas, como filosofia e sociologia, para priorizar profissões que "gerem um retorno ao contribuinte". A crise da escola é a crise da democracia. Os governos de direita não querem que as pessoas pensem, e a educação tem um papel central na luta contra as narrativas tóxicas e o surgimento de ideologias ligadas à supremacia branca.

As provas são parte de um discurso de opressão, são uma forma de disciplinar os alunos

P. Como se pode implantar a mudança que você propõe? Acha que os partidos de esquerda estão à altura?

R. Primeiro o interesse tem que vir da rua, da comunidade de moradores e dos próprios professores. O poder tem que levar a educação a sério. A esquerda é muito estúpida no que se refere à educação. Não percebe a importância que ela tem. Nos Estados Unidos, Obama reproduziu o programa dos republicanos, o teaching for the test (“ensinar para a prova”). As provas são parte de um discurso de opressão, são uma forma de disciplinar alunos e professores, e privam os alunos de terem imaginação. É preciso potencializar o diálogo, a construção de identidades e como encaixar os outros, como as minorias, por exemplo.

P. Qual é o perigo das provas?

R. São uma estratégia para fazer cidadãos menos críticos. Disseram aos professores que eles não são intelectuais, que são tecnocratas e que estão lá para medir o conhecimento dos alunos, que o que importa são os exames. Parece que a avaliação é o centro do sistema educacional. Mas a função da escola deveria ser conseguir criar cidadãos tolerantes, com capacidade de diálogo. O colégio é o lugar onde se criam as identidades. Quem você quer ser? Quando o professor e os conteúdos são incontestáveis, estão inculcando uma forma autoritária de entender a sociedade. Silenciar as dúvidas sobre o que vem dado de cima. A direita sabe tirar partido disso.

P. O Canadá é um exemplo de inclusão nas salas de aula. Acha que é uma referência?

R. O Canadá tem um sistema muito progressista, mas tampouco se salva. Em Ontário, o novo primeiro-ministro [provincial], Doug Ford, do Partido Conservador, suprimiu as classes de educação sexual e obrigou a retomar o currículo de 1990. Quer centrar o sistema em educar para o trabalho. Os Governos transformam a educação em algo que não deveria ser.

As universidades cada vez mais funcionam como empresas. Os estudantes viraram clientes

P. Não acha que as escolas devem preparar os alunos para as habilidades que o mercado de trabalho exige? Vão encontrar um terreno muito competitivo.

R. Não têm que preparar para o trabalho que os alunos terão no futuro, e sim para o tipo de sociedade em que eles querem viver. Eu te ofereço as habilidades digitais para que você trabalhe no Google ou no Facebook, mas você viverá numa sociedade fascista e intolerante. Isso não vale. É preciso priorizar que eles aprendam a serem cidadãos informados, quando há partidos de extrema direita que estão ascendendo ao poder.

P. Poderiam acusá-lo de ter uma visão utópica demais.

R. Sobreviver não é só encontrar o trabalho adequado, é exigir um bom sistema público de saúde ou o direito a uma moradia digna. O sistema escolar, baseado na competitividade entre iguais e na ideia de ganhadores e perdedores, ensina a acreditar que quando você tem um problema a culpa é sua. Que os problemas são individuais. As pessoas não podem transferir os problemas pessoais para as carências do sistema. Então surgem indivíduos alienados que se culpam a si mesmos por sua situação infeliz. "Não fiz o suficiente no colégio, por isso vou mal", pensam, em vez de olhar para o Estado do bem-estar, e ver se ele está sendo desmantelado. É preciso ensinar a lutar e a exigir da administração que cumpra suas obrigações.

P. Em seu último livro você faz uma crítica muito dura ao trato dispensado pelos Governos às universidades.

R. Trump ameaçou retirar recursos federais de universidades que considera serem monopolizadas por liberais e esquerdistas, e propôs reduzir o orçamento educacional em sete bilhões de dólares em 2020. Cerca de 70% dos professores do ensino superior nos Estados Unidos têm contratos de meia jornada. Isso afeta sua liberdade de expressão, pois acham que podem ser demitidos se falarem. Têm medo de se mobilizarem contra a administração. A universidade deveria ser um espaço para o diálogo. As universidades cada vez mais funcionam como empresas, não contratam intelectuais para liderá-las, e sim CEOs. Os alunos viraram clientes. Os jovens são um valor no qual vale a pena investir, um investimento longo. Mas os políticos, tanto de esquerda como de direita, só procuram resultados de curto prazo.

Fonte: Portal do El País

AJUDE a EPD Pasqualini a dançar no Festival de Joinville 2019

Foto EPD Pasqualini
Como no ano passado, a deputada Sofia Cavedon (PT) está empenhada em colaborar com a Escola Preparatória de Dança EMEF Senador Alberto Pasqualini, que está angariando recursos para participar do Festival de Dança de Joinville que acontece a partir do dia 16 de julho.

A oportunidade também de contribuir e assistir, para quem ainda não conhece o trabalho da EPD que é motivo de orgulho e traz resultados excelentes no avanço escolar, ocorre no próximo dia 09 de julho a II Mostra de Dança da EPD Pasqualini, às 20h, no Teatro Renanscença.

Colabore com a Cultura e com a Educação acessando o link http://bit.ly/2YknjHD

Também no jornal Correio do Povo deste domingo (30/6) a matéria "Alunos em movimento", da jornalista Maria José Vasconcelos, reflete muito bem o trabalho da escola, localizada na Restinga, em Porto Alegre.
Veja também:
AJUDE a Escola de Dança da Pasqualini ir ao Festival de Dança de Joinville/SC/2018

sábado, 29 de junho de 2019

Deputadas e Deputados irão se submeter à autocracia de Leite?

Foto Joaquim Moura/PTSul
A deputada Sofia Cavedon (PT) em manifestação na tribuna da sessão plenária da Assembleia Legislativa do RS, nesta quinta-feira (27), sobre os projetos que autorizam o Governador a privatizar as três empresas públicas do setor energético que serão votados na próxima semana, lembrou que na discussão da PEC que retirou o plebiscito da Constituição Estadual para a venda das estatais, o governo Leite e a base do governo argumentaram que a Casa seria o lugar de excelência para discutir a forma de fazer a privatização e que o debate deveria ser realizado na AL e não pela consulta à população. Mas agora, vários deputados e deputadas acenam com a ausência de emendas, evitando que se faça um debate qualificado sobre o tema. “Não aceitamos que este debate seja feito de maneira rasteira”, declarou.

Sofia ainda levantou outras questões que devem ser esclarecidas para a venda das empresas como onde serão investidos os recursos além da propaganda.

Não fará bem ao Rio Grande se a Assembleia Legislativa se submeter à autocracia do governo Leite”, finalizou.

Sofia também lamentou o assassinato dos dois policiais em ação, registrando que, desde o início do governo Sartori, houve a desarticulação do projeto Territórios da Paz em Porto Alegre e a capital foi tomada pelas gangues de drogas.

#SOSEducação - Matéria reforça denúncias de Sofia sobre o desmonte da Educação

Foto José Porto
A deputada estadual Sofia Cavedon (PT), presidenta da Comissão de Educação da ALRS, denuncia o desmonte da educação no Brasil desde o golpe de 2016. Matéria da ZH publicada no seu portal nesta sexta, 28, vem, agora, reforçar as essas denúncias realizadas na tribuna do parlamento, nos MPs, nas manifestações.

Sofia lembra que ano passado, na Jornada pela Educação que fez na capital, já apontava as obras inacabadas e abandonadas das escolas de Educação Infantil - só conferir no link http://bit.ly/2xioGuJ - que agora é noticia: Falta de repasse emperra conclusão de creche na Capital.

Confira: MEC atrasa repasse de verbas para educação - Mais de uma dezena de programas do governo federal destinados a financiar creches, transporte e reforma de escolas não receberam um centavo até a primeira quinzena do mês de maio.

#SOSEducação - Em debate os contratos emergenciais no RS

A Comissão de Educação, Cultura, Desporto, Ciência e Tecnologia, presidida pela deputada Sofia Cavedon (PT), promove na terça-feira (02),  ás 9h30, audiência pública conjunta com as comissões de Cidadania e Direitos Humanos, presidida pelo deputado Sérgio Peres (PRB), e de Segurança e Serviços Públicos, presidida pelo deputado Jeferson Fernandes (PT), para tratar dos/as trabalhadores/as em educação contratados/as emergencialmente para as escolas de ensino público do Estado.

O encontro será no Memorial do Legislativo (Rua Duque de Caxias, 1029).
Arte Mari Martinez

Os impactos da privatização da Refap em Audiência Pública da ALRS

Audiência Pública sobre os impactos da privatização da Refap na economia gaúcha será realizada na segunda-feira (08), às 18h30min, no Plenarinho - 3º Andar da Assembleia Legislativa RS - em Porto Alegre.

A proposição do debate é da deputada Sofia Cavedon, e dos deputados Jeferson Fernandes e Elvino Bohn Gass.

A promoção é da Comissão de Segurança e Serviços Públicos da ALRS.

sexta-feira, 28 de junho de 2019

Conquista - Forros caídos estão sendo retirados na Escola Tuiuti

Após intervir com uma ligação para o diretor de Obras da Secretaria Estadual de Educação (Seduc/RS) a deputada Sofia Cavedon (PT), presidenta da Comissão de Educação da Assembleia gaúcha, informa que já está sendo realizada uma retirada emergencial de todos os forros das salas interditadas da Escola Estadual de Ensino Médio Tuiuti, de Gravataí.

Os problemas da escola foram levados na última reunião ordinária da Comissão na terça-feira (25) que encaminhou a visita do colegiado à instituição, realizada nesta sexta-feira (28).

"Visitamos todos os espaços do colégio que desde o ano passado está com problemas sérios de infraestrutura, especialmente alguns forros desabando, e conquistamos hoje essa vitória para a comunidade escolar", salientou a deputada Sofia.

Além da presidenta estavam presentes o deputado Sergio Peres (PRB) e representação do deputado Vilmar Lourenço (PSL), que foram acompanhados na visitação pela  diretora da Escola, Geovana Affeldt.

Carvão a céu aberto - Com plenária lotada, audiência pública debateu o projeto Mina Guaiba

A deputada estadual Sofia Cavedon (PT) participou nesta quinta-feira (27) da Audiência Pública em Eldorado do Sul, promovida pela Fepam, que debateu o licenciamento do projeto Mina Guaíba. A recomendação pela realização do evento foi dos Ministérios Públicos Estadual e Federal.

Mais de mil pessoas participaram do encontro onde ambientalistas criticaram o projeto que pretende instalar na Região Metropolitana de Porto Alegre a maior mina de carvão do país. Pela proposta o empreendimento fica a 535 metros do Parque Estadual Delta do Jacuí e a 240 metros de área de preservação ambiental.

Foto Aline Seixas
Na avaliação da deputada Sofia, foi preciso lutar muito para a Fepam começar a escutar a população gaúcha. “O que temos aqui é um projeto de impacto que piora todas essas condições. O que vimos é uma lista imensa de vários itens de todos os impactos negativos e vimos três itens de impactos positivos. Não se iludam com os impostos que vão gerar para essas cidades. Os empreendimentos familiares, a economia solidária, a agroecologia, o turismo gera muito mais empregos. E sobre monitoramento: Brumadinho e Mariana tinham monitoramento. Salvaram a vida das pessoas? Quem fará o monitoramento se estão sendo desmantelados todos os órgãos públicos?”, apontou.

Leia matéria completa no Portal do Brasil de Fato.

Dia de lembrar os 50 anos de Stonewall e luta LGBT

Após os choques de rua de 1969 em Nova York, despontaram movimentos de emancipação LGBT pelo mundo afora, quase simultaneamente. A luta continua até hoje!

Veja mais em http://bit.ly/2X8zztt

Arte Mari Martinez

quinta-feira, 27 de junho de 2019

Sofia apoia a #Chapa3Atempa

Eleição é nesta Sexta-feira, 28, durante todo o dia. 

Contamos com teu voto! 

Professora municipal e sócia da Atempa desde 1980, já compus a sua direção, e tenho orgulho de apoiar agora a Chapa 3, uma turma bacana que sabe enfrentar desafios e saberá encarar esse governo destruidor que Porto Alegre vive.

Para que a Atempa se torne cada vez um instrumento mais forte de luta na defesa da Educação pública e de qualidade, com professoras e professores valorizados/as. Nesta Sexta, 28 de junho, vote conosco!

#Chapa3Atempa

Parceria para a consolidação dos espaços da UERGS foi debatida em Audiência Pública

Foto Marta Resing
Combinar esforços, para conquistar a sede definitiva da Uergs em Porto Alegre, assim como para conseguir a sua da autonomia financeira, foram os encaminhamentos da Audiência Pública realizada pela Comissão de Educação, Cultura, Desporto, Ciência e Tecnologia da ALRS, nesta quinta-feira (27). O encontro foi solicitado pela Associação dos Docentes da Universidade (Aduergs) e aconteceu no atual Campus localizado na Agronomia.

Foto Marta Resing
Conforme a presidenta da Comissão, deputada Sofia Cavedon (PT), que coordenou a audiência, o parlamento irá se unir, através da Comissão e da Frente Parlamentar em defesa da Universidade, para atuar em uma proposta que defina a autonomia financeira da instituição, e a comunidade universitária junto com o governo para construir uma solução sustentável e aprofundar os estudos para a sede definitiva do campus central na capital. Observou que a UERGS deveria ter 600 professores, mas tem 270 e mesmo assim é premiada pelas pesquisas, o nível dos estudantes e a qualificação dos docentes. "A instituição luta para assegurar condições básicas, com exemplos de cooperação entre os professores, como no campus rural de Santana do Livramento, para a obtenção de insumos básicos para atividades do curso de Agronomia. Em Porto Alegre, a UERGS está ameaçada diante da possibilidade de venda da CEEE, uma vez que o campus está vinculado à área da empresa pública, onde estudam mais de 1.200 alunos em seis cursos, e o governo ajustou o aluguel apesar do corte de 25% do orçamento da universidade" destacou a deputada.

Foto Marta Resing
Com a presença da Reitoria, docentes, alunos, representantes sindicais, deputados e deputadas e o secretário adjunto da Ciência, Tecnologia e Inovação, Fernando Mattos, que defendeu a construção de um consenso em torno do assunto  afirmando que a Secretaria não tem posição sobre a sede nem sobre a sua mudança. Ele também relatou a reunião da Reitoria com a Secretaria da Fazenda onde ficou definido de que seria dada solução para estes problemas. O Secretário resaltou que os problemas estão sendo debatidos de forma pública "e todos conhecem que a situação da Cientec está judicializada, tanto no que compete aos servidores, quanto aos equipamentos".

Foto Marta Resing
O vice-presidente da Aduergs, Paulo Vargas Groff, disse que a Associação lutou pela conquista do Campus Central junto ao governo Tarso Genro. "Desde o início houve a promessa de que a sede seria definitiva, a partir da cedência de 30 anos". Informou que através de emenda do senador Paulo Paim receberam recursos federais para melhoria das instalações, mas que tiveram que devolver quatro milhões, devido à falta de clareza nos instrumentos legais de cedência e falta de definição da cedência definitiva. "A comunidade da Uergs se considera proprietária do Campus Central". Paulo falou também da luta que acontece nos outros Campus do interior, mas que a luta principal hoje é pela conquista do Campus Central.

Foto Marta Resing
Sandra Monteiro Lemos, vice-reitora da Uergs, destacou que a Universidade move a luta pela sua existência em todas as frentes da comunidade universitária. "Acreditamos na educação e uma universidade impulsiona o desenvolvimento em todos os locais onde está instalada. Entendo que a Uergs pode ser uma das soluções para a crise do Estado, pela sua vocação de desenvolver as mais diversas regiões e os 20 Coredes do RS. É um potencial enorme." Disse que a Uergs tem mais de seis mil alunos, onde mais de 20% são hipossuficientes. Lembrou das gestões anteriores que ajudaram a formar a Uergs forte e voltada para os que mais precisam. Por outro lado, falou da precariedade de financiamento, e que mesmo assim continuam galgando conquistas, como novos cursos de mestrado, onde a demanda é cada vez maior. Também elogiou a qualidade da produção científica dos alunos e professores. Quanto ao parlamento disse que os questionamentos dos deputados são muito importantes, pois são uma oportunidade de mostrar o muito que se faz, com pouco. Sobre os dois Campus, da Cientec e o Central, disse que é um sonho da comunidade universitária, unificar os dois para fortalecer a universidade. Disse que o contrato da CEEE de cedência do imóvel, é oneroso. Também falou que se preocupam com a privatização da CEEE e as consequências para o Campus.

Participaram da Audiência as deputadas Sofia Cavedon e Luciana Genro; Secretário Adjunto da Ciência, Tecnologia e Inovação, Fernando Mattos; Diretora Regional da Uergs, Adriana Leal Abreu; Paulo Vargas Groff, vice-presidente da Aduergs; Lindseiara, do Centro Acadêmico da UERGS; Sandra Monteiro Lemos, vice-reitora da Uergs; e Sandro Donadel da Associação dos Servidores Técnicos e de Apoio Administrativo da UERGS e representantes dos deputados Sebastião Melo (MDB) e Capitão Macedo (PSL), que preside a Frente Parlamentar em defesa da Uergs.


quarta-feira, 26 de junho de 2019

Seminário Nacional do PNE - Na Mesa, Sofia defende a valorização do profissional da Educação

Foto Vera Amaro
Compondo a Mesa "PNE, Autonomia e Valorização dos Profissionais da Educação" do Seminário Nacional 5º Ano do PNE que se realizou na Câmara Federal nesta quarta-feira (26) em Brasília, a deputada estadual Sofia Cavedon, presidenta da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do RS, defendeu que o novo Fundeb também traga novos critérios para a efetiva valorização do profissional que atua no magistério.


Foto Vera Amaro
Sofia propôs a  vinculação da complementação do Fundeb, feita pela União, para que estados e municípios façam concursos públicos, paguem o piso profissional e invista na carreira dos e das trabalhadoras/es da Educação. Ela informou que no Rio Grande do Sul, o piso profissional, que em 2014 chegou a 74%, hoje está em 50% do seu valor. "É uma opção dos atuais governos de penalizar a Educação. Por isso precisamos avançar e construir um Fundeb permanente e forte que trabalhe efetivamente na valorização da carreira, na realização de concursos públicos e a inclusão do regime de colaboração entre estados e municípios para assegurar o incremento desses investimentos" destacou a parlamentar.

Foto Vera Amaro
Com Sofia na Mesa, Nilton Brandão, presidente da Federação de Sindicatos de Professores e Professoras de instituições Federais de Ensino Superior e de Ensino Básico Técnico  e Tecnológico (Proifes), e o deputado federal Pedro Uczai, presidente da Frente Parlamentar em Defesa do PNE.

Balanço dos 5 anos de existência, financiamento, Emenda Constitucional 95, metas, autonomia e valorização dos profissionais da Educação foram os temas debatidos no Seminário, promovido pela Comissão de Educação do Congresso em parceria com a Frente Parlamentar em Defesa do PNE e com a Frente Parlamentar Mista da Educação, ambas da Câmara Federal.

Assista a manifestação de Sofia na Mesa do Seminário

26 de Junho - Tortura nunca mais!

26 de Junho - Dia Internacional de Apoio às Vítimas de Tortura e  Dia Municipal de Memória dos Desaparecidos Políticos (Iniciativa Sofia Cavedon)

Pelo direito de todos, homens e mulheres, a viverem em liberdade e sem medo da tortura!

A tortura continua a ser praticada por muitas nações como força de punição, principalmente em países ditatoriais. Mas, infelizmente, também está presente em diversos outros espectros da sociedade, inclusive as democráticas.

#LulaLivre
Arte Marta Resing

Sofia cobra responsabilidade dos parlamentares ao votarem projetos pelas privatizações

Foto Celso Bender/ALRS
A deputada estadual Sofia Cavedon (PT) ocupou um espaço de liderança na sessão plenária desta terça-feira (25) para tratar do papel que o Legislativo deverá exercer a partir da próxima semana, quando os três projetos do Executivo, que solicitam ao parlamento a autorização para privatização das empresas públicas (CEEE, CRM e Sulgás) serão votados. As propostas trancam a pauta a partir do dia 28.

Sofia observou que as bancadas do PT, PSol e PDT apresentaram emendas determinando que o governo detalhe em projeto cada uma das operações, trazendo os números e o diagnóstico, um levantamento do patrimônio, passivo, superávit de cada uma das empresas. Contudo, advertiu a deputada, o governador Leite resumiu em pedir autorização para partir, alienar e vender o patrimônio.

Para a parlamentar, a atitude do governador Eduardo Leite é contraditória, pois na abertura do ano legislativo ocupou a tribuna da casa legislativa para dizer que a Assembleia é o lugar para decidir coisas importantes como o destino das três empresas, pois esse seria o foro qualificado que deveria decidir o futuro das empresas públicas. “O governador disse que era um tema muito complexo para o povo decidir em plebiscito, sustentou que os deputados e deputadas eleitos pelo povo gaúcho eram sim o foro qualificado que deveria decidir. Mas agora o que faz o governo é retirar desta casa com seu projeto de lei a possibilidade de opinar sobre o destino das estatais”.

Ela falou ainda na submissão do parlamento, que está aceitando calado a essa imposição feita pelo governador e sua equipe. “Leite fez uma metamorfose: Na campanha eleitoral disse que o povo seria consultado ainda no primeiro semestre. Depois de eleito, dizia que não dava para fazer o plebiscito porque o povo gaúcho não compreenderia um projeto muito complexo e que todo poder estava no parlamento. Pois agora o governador pede todo o poder para si e eu gostaria de saber se esse parlamento dará essa autorização, se também abrirá mão como tirou o direito do povo gaúcho opinar sobre as empresas”, indaga.

Fonte: Portal PTSul.

Assista a manifestação de Sofia:

terça-feira, 25 de junho de 2019

Continuamos lutando por justiça neste país com #LulaLivre

Foto Juliana Thomas
Acesse aqui o álbum de fotos do Ato.

STF nega um dos habeas corpus e decide manter em cárcere político o presidente Lula. Mas Moro começa a ser desvendado e sua isenção já é questionada até mesmo no Supremo. Na Câmara Federal, o jornalista do The Intercept Brasil Glenn Greenwald expõe ainda mais o escândalo da #VazaJato. Continuamos lutando por justiça neste país com #LulaLivre.

Foto Marta Resing
A manifestação é da deputada estadual Solfia Cavedon (PT) que participou da aula pública em frente ao TRF4, realizada um pouco antes do julgamento no STF que manteve Lula preso político.

Aula pública “Justiça e Democracia: o Brasil exige respostas”

A menos de duas horas do início do julgamento do habeas corpus da defesa do ex-presidente Lula na 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), foi realizada ao meio-dia desta terça-feira (25) a aula pública “Justiça e Democracia: o Brasil exige respostas”, em frente ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), em Porto Alegre. A atividade virou mais um ato pela liberdade do ex-presidente e pela anulação do processo do tríplex do Guarujá, onde Lula foi condenado sem provas e sem crime pelo ex-juiz e hoje ministro Sergio Moro, cuja sentença foi mantida no TRF4.

O primeiro a falar foi o desembargador do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS), Rui Portanova. “Não vou falar contra o TRF4 e não posso falar de decisões jurídicas já tomadas, mas a direita e aqueles que estão a favor de Moro querem nos confundir e nos enganar. Ninguém é contra o combate à corrupção. Nós somos contrários à ideia fascista de que os fins justificam os meios. Somos totalmente contra um simulacro de processo, em que o juiz combina a sentença com o Ministério Público. Moro foi parcial e, por conta disso, o rito jurídico está viciado”, avaliou o magistrado, em frente ao prédio, onde foi mantida a condenação sem provas e sem crime de Lula, no caso do triplex do Guarujá (SP).

Foto Marta Resing
Para Portanova,"Moro era considerado ídolo entre os juízes, mas herói não pisa na Constituição Federal. Ídolo mesmo é o Rogério Favreto", disse ele em alusão ao desembargou que pediu a soltura de Lula.

O jurista defendeu a suspeição de Moro e adiantou como acha que o STF deve se pronunciar sobre o assunto. “Este conluio entre a parte que julga e a que acusa é uma afronta ao Estado Democrático de Direito. O que interessa agora é que Lula não foi julgado, pois ele foi perseguido em um processo falcatrua”, salientou o desembargador, que encerrou a sua fala soltando pela primeira vez o grito de “Lula Livre”.

“Ninguém está acima da Constituição, nem Moro ou Dallagnol”

A professora Roberta Camineiro Baggio, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), deu uma aula de Direito Constitucional. “Nós estarmos aqui debatendo o que está acontecendo no país, é uma forma de defesa do Estado Democrático de Direito. Ele está, sim, sob ameaça, que isto fique bem claro a todos”, destacou.

Ela defendeu que os vazamentos das conversas da força-tarefa da Lava Jato são a prova cabal de que uma parte do poder judiciário foi instrumentalizada para a realização de uma guerra contra o Partido dos Trabalhadores e demais agremiações de esquerda no país.

“Ninguém está acima da Constituição, mas Moro e Dallagnol quiseram estar acima da lei e não foram capazes de respeitar as garantias fundamentais mínimas de um processo legal. As provas do processo do triplex foram forjadas e quem acabou prejudicado não foi apenas o ex-presidente, mas cada um de nós. Perdemos a soberania popular e não tivemos direito a um pleito eleitoral justo, com todas as forças políticas podendo participar dele”, explicou Roberta ao analisar o impacto que a prisão política de Lula surtiu nas eleições de 2018.

O deputado estadual Pepe Vargas, presidente do PT/RS, ressaltou que “há muito tempo sabemos que Lula não cometeu crime algum. Ele foi submetido a um julgamento com cerceamento de defesa, é isto que está claro ao analisarmos os vazamentos do The Intercept Brasil. O Supremo Tribunal Federal não tem outra escolha senão anular a condenação do ex-presidente”. “Este circo de horrores teve sempre como objetivo o aprofundamento do golpe, iniciado com o afastamento da presidenta Dilma Rousseff. A prisão de Lula teve como meta a eleição de um projeto de governo que não atende aos reais interesses do Brasil e compromete todo seu futuro”, pontuou o parlamentar.

“TRF4 é cúmplice da destruição dos empregos no país”

Foto Marta Resing
Para o presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo, “o judiciário cometeu um ato de corrupção ao prender Lula sem provas materiais dos crimes que eram atribuídos a ele”.  Ele lembrou a todos da parcela de culpa que carrega o TRF4 na prisão política do ex-presidente.

“Uma parte do Tribunal foi cúmplice da corrupção de Moro, já não resta dúvidas. Além de alterar o resultado da eleição, está na conta deles a destruição de 10 milhões de empregos e de diversas cadeias produtivas do nosso país. Não é possível que tipos como esses passem pela história de lombo liso”, enfatizou o dirigente sindical.

“Os juízes que compartilharam da corrupção do judiciário devem estar muito contentes com a entrega do Brasil para as potências estrangeiras. Afinal, o dinheiro deles está garantido. Eles acham bacana desempregar a classe trabalhadora, como de forma irresponsável fizeram ao longo da Operação Lava jato”, criticou Nespolo ao cobrar a imediata soltura de Lula.

“Vocês terão de tirá-lo daquela cela, o mais rapidamente possível, e pedir desculpas ao povo trabalhador pelo desemprego, pelo fim de leis trabalhistas e pelo ataque às aposentadorias”, concluiu sob fortes aplausos de centenas de manifestantes.

Fonte: Portal da CUT/RS

Comunidade de escola de Gravataí acusa Seduc de descaso com estrutura do prédio

Foto Aline Seixas
Na sexta-feira (28) a Comissão vai até a escola para ver de perto os problemas.

A comunidade escolar em torno da Escola Estadual de Ensino Médio Tuiuti denunciou, durante reunião da Comissão de Educação, Cultura, Desporto, Ciência e Tecnologia realizada na manhã desta terça-feira (25), descaso por parte da Secretaria de Educação do Estado (Seduc) em resolver os problemas de estrutura física dos quatro prédios que abrigam a escola. Na semana passada pais, alunos e professores paralisaram as atividades com medo de um possível desabamento do prédio. A comunidade denunciou, ainda, a falta de professores, o fechamento da biblioteca, do bar e recursos para obras perdidos pelo Estado.

Foto Marta Resing
A presidente da Comissão de Educação, deputada Sofia Cavedon (PT), observou que o governo desmontou, em janeiro, a força-tarefa composta por 25 engenheiros contratados para avaliar e acompanhar projetos das estruturas físicas das escolas. Ela elencou ações governamentais que considera prejudiciais aos estudantes, como o desmonte de bibliotecas, a não utilização dos sábados para atividades escolares, contratos para trabalhadores em escolas de apenas dez meses, entre outras questões. “O descaso com a educação está muito claro, com o parcelamento dos salários dos professores, com a falta de concursos públicos para a área. A ideologia de um estado mínimo não é incompetência, é de propósito”, alertou.

A Escola 

Foto Celso Bender/ALRS
A Tuiuti, localizada no bairro Bonsucesso, em Gravataí é uma das maiores escolas estaduais do município, contando com mais de mil alunos estudando em três turnos. À noite a escola disponibiliza ensino técnico. A Tuiuti apresenta elevados índices de aprendizagem entre as escolas públicas gaúchas e é referência em esportes, destacando-se nos jogos estudantis (Jergs) em várias modalidades.

Conforme a diretora da Escola, Geovana Affeldt, os problemas de estrutura do prédio são conhecidos há bastante tempo. Ela contou que em novembro do ano passado o forro de uma das salas do Prédio 4 (que abriga alunos das séries iniciais em cinco salas de aulas) desabou em horário de aula. “Na véspera interditei a sala porque o forro estava abaulado”, lembrou a diretora. Desde estão as crianças recebem aulas na biblioteca, na sala multimídia e em outros locais. “Enquanto isso o restante dos alunos ficaram impossibilitados de usarem estes espaços”, explicou Geovana. Segundo ela, o temor é que aconteça o mesmo em outros locais do prédio, todos construídos há 40 anos. A diretora também informou que alguns alunos sofreram choques elétricos e houve queima de ventiladores das salas de aula.

Foto Marta Resing
A diretora relatou aos deputados que no ano passado chegou a acreditar numa solução rápida para o problema. Contratada emergencialmente, uma empreiteira iniciou as obras de recuperação do teto, abandonando-as, em seguida, por questões técnicas. Geovana narrou, ainda, a perda recente dos recursos do Banco Mundial (R$ 120 mil reais) em que a Tuiuti havia sido contemplada.

Outros problemas

Foto Marta Resing
Geovana considera a falta de professores (21, segundo levantamento do CPERS/Sindicato) e o fechamento da biblioteca e do bar como ações que aumentam o quadro de precariedade da escola. Ela disse que o fechamento do bar vai afetar os recursos de custeio da Tuiuti. Cerca de 40%, dos R$ 1.800,00 reais do aluguel pelo uso da cantina vão para custeio. “O espaço é licitado e o permissionário não poderá mais atuar a partir de 2020. Essa foi uma ordem recebida em circular da Seduc”, explicou a diretora. Conforme ela, todos os problemas estruturais da escola foram relatados para a 28ª Coordenadoria Regional de Educação. “A última informação obtida com a 28ª CRE é que enviariam à escola um engenheiro eletricista para avaliar o problema. Eles também nos informaram, com um tom de ameaça, que as atividades da escola continuarão paralisadas porque nós divulgamos a situação de precariedade e risco aos estudantes”, lamentou.

Além da diretora, se manifestaram, apoiando a direção da escola, Ana Lucia Maffioletti e Jeferson Julião, mãe e pai de alunos da Tuiuti; o estudante Victor Melo; a professora Stela Mari Oliveira; a presidente do Cpers/Sindicato Helenir Schürer; e os vereadores de Gravataí Vagner Padilha e Carlos Fonseca.

Manifestações

Ainda durante a manifestação da comunidade escolar, o deputado Sergio Peres (PRB) sugeriu que a Comissão visitasse a escola. “Por que leva tanto tempo para chegarem os recursos para reformas das escolas?”, questionou. Já a deputada Luciana Genro (PSOL) disse que a retaliação por parte da SEC à escola é em função da ocupação do colégio pelos pais e alunos. “Vocês são um exemplo. Se vocês não tivessem feito algo a coisa ainda estaria escamoteada, e quem sabe algo pior poderia acontecer”, destacou. O deputado Fernando Marroni (PT) afirmou que a exemplo da Tuiuti, a maioria das escolas gaúchas passam pelo mesmo problema. “Está sendo impraticável ministrar aulas com as atuais estruturas físicas das escolas”, apontou. Ele cobrou o anúncio de política educacional do governo do Estado. “São seis meses de governo sem palavra do governador sobre professores terceirizados, sobre o salário dos professores, sobre a estrutura das escolas. Qual é o projeto do governador?" , indagou. Para o deputado Issur Koch (PP) a política da SEC é apenas de administrar do “status quo”. “O governo diz que é bombeiro, mas não vemos o arquiteto", lamentou.

Após o término da reunião, deputadas, deputados e comunidade escolar presente à Assembleia se deslocaram até a Casa Civil do Governo do Estado onde entragaram o dossiê com os problemas e reivindicaram solução.

Fonte: Agência de Notícias da ALRS

segunda-feira, 24 de junho de 2019

Sofia participa de Seminário Nacional sobre o PNE em Brasília

Balanço dos 5 anos de existência, financiamento, Emenda Constitucional 95, metas, autonomia e valorização dos profissionais da Educação serão os temas do Seminário Nacional 5º Ano do Plano Nacional de Educação (PNE) que se realizará em Brasília na próxima quarta-feira (26).

Presidindo a Comissão de Educação da Assembleia Legislativa, a deputada Sofia Cavedon (PT) estará no encontro promovido pela Comissão de Educação do Congresso em parceria com a Frente Parlamentar em Defesa do PNE e com a Frente Parlamentar Mista da Educação, ambas da Câmara Federal.

O Seminário inicia às 9h e será no Plenário 10 do Anexo II da Casa Legislativa.

Programação

9h - Mesa de Abertura
- Deputado Rodrigo Maia - Presidente da Câmara (A CONFIRMAR)
- Alexandre Ribeiro Pereira Lopes - Presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) - presença confirmada
- Deputado Pedro Cunha Lima - Presidente da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados
- Deputado Pedro Uczai - Presidente da Frente Parlamentar em Defesa do PNE
- Deputada Professora Dorinha Seabra Rezende - Presidente da Frente Parlamentar Mista da Educação
10h - Mesa I - Balanço dos 5 anos do PNE
- Deputada Natália Bonavides - Relatora da Subcomissão Especial do PNE
- Alexandre Ribeiro Pereira Lopes - Presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) - presença confirmada
- Márcia Abrahão Moura - Reitora da Universidade Federal de Brasília (UnB) - presença confirmada
- Luiz Roberto Liza Curi - Presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE) - presença confirmada
11h30 a 12h - Debates
12h - Intervalo para almoço
13h - Mesa II - Financiamento, Emenda Constitucional 95 e Metas do PNE
- Heleno Araújo Filho - Coordenador do Fórum Nacional Popular de Educação (FNPE)
- Alessio Costa Lima - Presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) - presença confirmada
- Daniel Cara - Coordenador-Geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação - presença confirmada
14h30 - 15h - Debates
15h - Mesa III - PNE, Autonomia e Valorização dos Profissionais da Educação
- Antonio Paulo Vogel - Secretário-Executivo do Ministério da Educação (MEC)
- Rodrigo de Paula - Coordenador de Assuntos Institucionais da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (CONTEE) - presença confirmada
- Nilton Ferreira Brandão - Presidente da Federação de Sindicatos de Professores e Professoras de Instituições Federais de Ensino Superior e de Ensino Básico Técnico e Tecnológico (Proifes) - presença confirmada
16h30 - Debates
17h - Encerramento

Comissão debate educação domiciliar em audiência pública

Foto Celso Bender/ALRS 
Reunida em audiência pública na manhã desta segunda-feira (24), a Comissão de Educação, Cultura, Desporto, Ciência e Tecnologia debateu a educação domiciliar como modalidade de ensino a ser reconhecida no estado do Rio Grande do Sul. Também chamada de Homeschooling, esta forma de ensino – em que pais ou tutores responsáveis assumem o papel de professores, excluindo a escola como único processo de aprendizagem da criança – ainda não está regulamentada no país.

Foto Celso Bender/ALRS 
Para a presidente da Comissão de Educação, deputada Sofia Cavedon (PT), a primeira questão é que o direito de educação dos filhos é também uma obrigação das famílias. “O que o grupo que apoia o homeshooling quer é o direito de não levar seus filhos à escola”, examina. Sofia entende que esta questão não aparece na discussão. “O que aparece é uma crítica à escola”, avalia. A parlamentar defendeu a função da escola e das redes públicas escolares como uma construção humana em razão da complexidade da sociedade.

O tema da audiência foi proposto pelos deputados Fábio Ostermann (NOVO) e Tiago Simon (MDB) com o objetivo de ampliar o debate sobre o Projeto de Lei 170 2019, de autoria do deputado Ostermann, que permite a educação domiciliar como modalidade de ensino, sob o encargo dos pais ou dos responsáveis pelos estudantes, observadas a articulação, supervisão e avaliação periódica da aprendizagem pelos órgãos próprios dos sistemas de ensino.

Recentemente, o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) negou provimento ao Recurso Extraordinário (RE) 888815, com repercussão geral reconhecida, no qual se discutia a possibilidade de o ensino domiciliar ser considerado como meio lícito de cumprimento, pela família, do dever de prover educação. Segundo a fundamentação adotada pela maioria dos ministros, o pedido formulado no recurso não pode ser acolhido, uma vez que não há legislação que regulamente preceitos e regras aplicáveis a essa modalidade de ensino. No entanto, o STF delineou também que a prática da educação domiciliar não estaria vedada, exigindo que para sua regular implementação o Poder Legislativo garantisse as ferramentas necessárias à fiscalização do ensino ministrado. Hoje, muitos pais que optam por esse tipo de aprendizado são denunciados e, inclusive, condenados judicialmente a matricular seus filhos na escola.

Conforme o presidente da Associação Nacional de Ensino Domiciliar (ANED), Rick Dias, o Rio Grande do Sul é o estado com mais perseguição às famílias educadoras. Ele pediu que promotores, juízes e procuradores tratem com dignidade estas famílias. Rick disse que a educação domiciliar é reconhecida e regulamentada em 64 países, em cinco continentes e em regimes de governo diversos.

Já a representante do Ministério Público Estadual, Luciana Casarotto, disse que, enquanto não for regulamentada a educação domiciliar, o MP não vai transigir com a obrigação de educação pelo Estado. “Como instituição não podemos abrir mão de uma educação subjetiva, de qualidade, obrigatória e com frequências nas escolas. Nós tutelamos o direito à educação de cada criança, mesmo contra a opinião de seus pais”. Ela argumentou que é isso que estabelece a Constituição brasileira.

O professor e procurador do Estado do Paraná, Carlos Eduardo Rangel Xavier, lembrou que a missão institucional do Ministério Público é a proteção integral das crianças. Ele observou, no entanto, que esta também é a preocupação das famílias educadoras. Sobre a constitucionalidade de projetos de lei estaduais, ele afirmou que o artigo 24 da Constituição Federal estabelece a educação e o ensino como tema de legislação concorrente, como as estaduais. Para o procurador, a própria Lei de Diretrizes e Bases (LDB) esclarece que trata de educação escolar, retirando a educação domiciliar do âmbito da LDB. “Assim, teríamos a União a estabelecer normas gerais e os estados a legislarem concomitantemente, de forma suplementar”, analisou. Ainda segundo ele, enquanto não houver lei federal sobre um assunto, os estados exercem competência legislativa plena.

Ao analisar o PL 170/2019, a presidente do Conselho Estadual de Educação, Sônia Veríssimo, destacou que o artigo 208, parágrafo 3° da Constituição Federal impõe como dever do Estado a frequência à escola. Ainda segundo ela, a LDB também incumbe ao Poder Público a tarefa de zelar junto aos responsáveis pela frequência à escola, e aos pais impõe a matrícula e a frequência da criança na rede escolar. “Além disso, o PL 170 atribui à secretaria estadual e às secretarias municipais de educação o dever de fiscalizar as atividades realizadas no âmbito da educação domiciliar, o que obviamente não será feito sem recursos extraordinários, pois exige a locação de recursos humanos e materiais que deverão ser agregados à demanda normal nas redes regulares de ensino. Esse acréscimo tem implicações diretas no orçamento e na estruturação das secretarias, o que pode macular o projeto com o chamado vício de origem, já que se configuraria como invasão de competência reservada ao Executivo”, explicou.

Também se manifestaram a professora Ana Cristina Rangel; a representante do CPERS/Sindicato, Rosane Zan; a representante da Secretaria Estadual de Educação (SEDUC), Gládis Helena Jorgens; o representante do Sindicato do Ensino Privado (Sinepe/RS), Bruno Eizerik; a presidente do Conselho Municipal de Educação, Isabel Letícia Medeiros, pais e mães educadoras.

Fonte: Agência de Notícias da ALRS.

Nossas Escolhas - Boletim Semanal - Edição 20/2019

Nossas Escolhas - Edição 20 - 24/Junho/2019

Acompanhe o mandato pelo Face - Acesse aqui.

Você recebeu este e-mail porque faz parte da nossa lista de contatos. Se desejar, desvincule-se deste boletim.
Sede da Uergs é tema de Audiência Pública na Quinta, 27
Debater sobre a sede definitiva do Campus Central da UERGS em Porto Alegre é o tema da Audiência Pública da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa na quinta, dia 27. O encontro, proposto pela Associação dos Docentes da Universidade (Aduergs), será às 11h no Campus Central da Uergs - Av. Bento Gonçalves, 8855, bairro Agronomia..

Saiba mais...
       

                   Arte Marta Resing
As mensagens secretas da Lava Jato - The Intercept Brasil
 The Intercept Brasil
Continue acompanhando pois tem muito mais!

Acompanhe as mensagens secretas da Lava Jato publicadas no site da The Intercept Brasil que divulga periodicamente as conversas de Sergio Moro e Deltan Dallagnol mostrando o comportamento proibido e antiético entre o então juiz e o coordenador da Lava Jato que coloca em questão o trabalho e a credibilidade de ambos.

#VazaJato #LulaLivre

Acesse aqui....


#SOSEducação
Arte Mari Martinez
Leite demite professoras/es com graves problemas de saúde - Crueldade, covardia, desumanidade - O tucano Eduardo Leite gosta de se apresentar como um homem do diálogo. Vejam como o jovem reacionário governador do RS trata professoras e professores adoecidos/as. Saiba mais...

- Transporte Escolar - Encontro poderá viabilizar volta de municípios ao Programa Estadual de Apoio ao Transporte Escolar foi o principal encaminhamento acordado pela audiência pública realizada, na terça (18), pela Comissão de Educação da ALRS. Saiba mais...

- Homenagem aos 65 anos da Escola Emílio Meyer - Sofia prestigiou a homenagem aos 65 anos da Escola Municipal de Ensino Médio (Emed) Emílio Meyer, realizada na segunda (17), na Câmara de Vereadores/as da capital. Saiba mais...

- Bancada do PT participa de homenagem aos 50 anos da Ufpel - A deputada Sofia representou a bancada petista no Grande Expediente. Saiba mais...
Cultura e Luta
Web
- Araújo Vianna - Destinação do espaço e Fumproarte pautaram reunião no MP - Fortalecer o mercado cultural local e regional é o centro da proposta que está sendo construída entre as entidades, parlamento, prefeitura e Ministério Público, referente a concessão de uso do Auditório Araújo Vianna, em Porto Alegre. Saiba mais...

- Frente Parlamentar em Defesa dos Povos Tradicionais de Matriz Africana - Na quarta (19) ocorreu o ato de instalação da Frente Parlamentar em Defesa dos Povos Tradicionais de Matriz Africana na Assembleia Legislativa. Saiba mais...
Contra a privatização
Foto Mauro Mello-PTSul
- Bancadas do PDT, PSOL e PT apresentam emenda aos projetos de privatização - Uma emenda conjunta aos projetos de lei de privatização da CEEE, CRM e Sulgás do governo Leite foi protocolada pelas Bancadas com o objetivo de eliminar a possibilidade de cheque em branco ao governo sobre os processos de desestatização das empresas públicas. Saiba mais...

- Melhor parceria é a público/público - Festa Junina do Parque Ararigbóia - Sofia Cavedon prestigiou, no sábado (15), a Festa Junina da comunidade de usuárias e usuários do Parque Ararigbóia, no Jardim Botânico da Capital, que contou com a presença da Orquestra da Lomba do Pinheiro. Saiba mais...
Saúde
Foto Marta Resing
Acessibilidade e falta de medicamentos na Farmácia Especial pautou reunião com Secretária de Saúde do RS - A audiência teve por objetivo encontrar soluções para as dificuldades dessa parcela da população que, recentemente, realizou um protesto em frente a Farmácia de Medicamentos Especiais do Estado, localizada no centro de Porto Alegre.

Saiba mais...

Região Metropolitana
Foto Caco Argemi-Cpers
- Combate à Megamineração no RS - Com o auditório do Cpers Sindicato lotado foi lançado na terça (18) o Comitê de Combate à Megamineração no RS. Presente no ato, a deputada estadual Sofia Cavedon que está preocupada com os possíveis perigos da extração de carvão a céu aberto em uma área tão próxima de Eldorado e de Porto Alegre. Saiba mais...

- Audiência Pública tratou do Transporte Coletivo Metropolitano em Viamão - Proponente da reunião no município, Sofia afirmou que Viamão precisa evoluir no seu sistema de transporte coletivo colocando o seu mandato à disposição de mais essa luta do povo viamonense. Saiba mais...

- Restauração da Igreja Nossa Senhora da Conceição, de Viamão - Preservação da Igreja, a terceira mais antiga do Estado, foi pauta levada pela deputada Sofia à reunião, realizada segunda (17), com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional/RS (Iphan). Saiba mais...

Muncipários e Municipárias da Educação em Porto Alegre
Arte Marta Resing
Nosso mandato apoia a Chapa 3: Atempa - Espaço Democrático de Resistência e Luta - para a Associação dos Trabalhadores em Educação do Município de Porto Alegre, triênio 2019/2022. As eleições serão no dia 28 de junho - Sexta-feira - durante todo o dia.

Saiba mais...


 FACEBOOK TWITTER YOUTUBE FLICKR WhatsApp51.986390428
Gabinete: Praça Marechal Deodoro, 101, 10º Andar, Sala 1003 - Centro Histórico
Porto Alegre/RS - Fone (51) 3210.1397 - Jorn. Marta Resing

sofia.cavedon@al.rs.gov.br / mandatosofiacavedon@gmail.com